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ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

6/28/2020

Roberto Carlos no Projeto Nordeste Já

A falta de água é uma das maiores tragédias para os habitantes da Região Nordeste do Brasil


Por: Carlos Marley

A falta de água é uma das maiores tragédias para os habitantes da Região Nordeste do Brasil, sendo a maior delas, para os sertanejos que vivem da agricultura. As grandes secas do século passado levaram uma parte desse povo nordestino a deixar a sua terra natal e imigrar para o Sudeste, em busca de sobrevivência. Os imigrantes nordestinos com a sua força de trabalho deram a sua parcela de contribuição para o progresso das grandes cidades que os acolheram. 

Motivados pelas grandes tragédias ocorridas na década de oitenta, dezenas de artistas se mobilizaram numa nova modalidade de ação social. Reuniram grandes astros para gravar um disco com toda renda obtida com as vendas destinadas às vitimas das tragédias. 

No ano de 1984 o compacto “Do They Know It’s Christmas?”, que contou com a participação de Sting, Bono, George Michael, Boy George, dentre outros, teve a sua renda revertida em prol das vitimas da fome em países do sudeste africano, mais notadamente a Etiópia.

Em 1985 um grupo das maiores estrelas da música americana, dentre elas Michael Jackson, Lionel Richie (autores da música), Ray Charles, Stevie Wonder, Cyndi Lauper, Bruce Springsteen, Tina Turner, dentre outros, gravaram a linda canção “We Are The World”, para a ação semelhante: “USA for África”.

No Brasil, Roberto Carlos em seu Especial de 1985, fez o seu protesto contra a fome e em seguida cantou “We Are The World”, de forma impecável e emocionante, fazendo vibrar todo público presente no Ginásio.

Agora o que poucos se lembram, é que o Brasil também se inspirou nessas ações solidárias e nós tivemos o nosso “We Are The Wordl”, a gravação de “Chega de Mágoa” (criação coletiva, apesar primordialmente escrita por Gilberto Gil), uma faixa pop com levada de reggae e MPB,  lançada em 1985, no formato de compacto simples, intitulando SOS Nordeste.  Este disco contou com participação de grandes nomes da música brasileira como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Djavan, Chico Buarque, Tim Maia, Maria Betânia, Fagner e mais algumas dezenas de artistas.  O outro lado do disco trouxe uma canção do cearense Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (1909 – 2002), foi um poeta popular, compositor e improvisador brasileiro. A intenção desse projeto foi a de arrecadar dinheiro para as pessoas que sofriam com a seca no sertão nordestino.

Finalizo com um assunto pertinente ao tema. No dia 26 de junho de 2020, oficialmente após 12 anos de espera, as águas da transposição do Velho Chico (Rio São Francisco), chegam ao Ceará, mais precisamente na barragem de Jati, na região do Cariri, como forma de solucionar a escassez causada pela seca. Contudo a ideia do Projeto de Integração do Rio São Francisco acompanha governos desde, pelo menos, o Segundo Império – ainda no século XIX.

Chega de Mágoa (Criação Coletiva)

7 comentários:

  1. Amigo Carlos Marley e amigos queridos do Portal Splish Splash
    Um assunto intrigante e que nos remete há décadas de maus governantes preocupados somente em desviar recursos ou beneficiar uma mineria elitizada. Realmente...me dói a alma quando penso na sittuação degradante de uma região deste vasto país, sem ter o mínimo do mínimo, que é abrir uma torneira e sair água. Desculpe o desabafo...mas sei que não devemos nos envolver em política, pois o reflexo disso, mediante a falta de entendimento das pessoas, é que acabamos sendo rotulados...Mas , como sou transparente, não podia deixar de dizer...Obrigada Bolsonaro.

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  2. Nobre colega Rosemeire, projetos com essa magnitude para beneficiar ao povo sofrido do sertão nordestino nunca foi prioridade para os governantes.

    Um forte abraço

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  3. Bom dia amigas! Quem começou a obra de transposição do Rio São Francisco foi o ex Presidente Lula. Ele tirou do papel esse obra importantíssima para os nordestino q convivem com o sofrimento da seca à séculos. Obrigada Lula por tornar realidade esse grande projeto.

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  4. Nobre colega Isis, agradeço a sua participação.

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  5. Meninas Rosemeire e Maria Isis, política à parte, até porque como portuga em Portugal eu estou fora disso, gostaria de realçar a parte final do texto de Carlos Marley: "...a ideia do Projeto de Integração do Rio São Francisco acompanha governos desde, pelo menos, o Segundo Império – ainda no século XIX.". Portanto, se falarmos do Bolsonaro e do Lula, temos que falar dos anteriores, né? :q

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    1. Caro Armindo sei que acompanhas os fatos do Brasil, motivos pelos quais nosso país tem sido chacota mundial. O projeto existia sim desde o império, ninguém cuidou disso, Lula cuidou, agilizou, viabilizou e a direita na seca de ganhar votos a custa da nossa miséria ( eu, ana, Nordestina, filha e neta de nordestinos da 1° à 5°geração) te digo, esse homem nada teve a ver com a obra. Ela estava concluida e sendo boicotada por eles. A fome e a seca mata sim, mas a ignorância mata mais. Por que perpetua a ideia de que o homem que alimenta os porcos os quer bem e na realidade ele quer engorda-los para abater. É disso que sofremos. Genocídio

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  6. Exatamente amiga. Lula fez a obra. Bolsonaro boicotou o quanto pôde e agora depois de pronta e esquecida ele foi abrir as comportas para tentar limpar a imagem dele. A transposição tem pai, mãe, RG e CPF chama-se Luiz Inácio Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores 13.

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