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ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

4/03/2020

COVID-19 - A pandemia surgiu sem aviso ou nós já sabíamos tudo?

COVID-19 - Condenados a Repetir a História

Por: Armindo Guimarães

“Numa epidemia a morte é desvalorizada. Porque se não desvaloriza no nosso quotidiano, que é como se houvesse também uma epidemia, embora ao retardador?”
Vergílio Ferreira

As notícias correm sempre ao sabor do vento, daí que não seja de admirar que há uns tempos a esta parte o tema do dia seja o famigerado Coronavírus Covid-19 e o texto presente não foge à regra, sendo que não vai tratar do vírus propriamente dito, mas sim das chamadas premonições que correm na internet, designadamente em sites e redes sociais, algumas de teor duvidoso e outras de que não se duvida, mas que dão que pensar. Não vamos aqui falar de todas as que têm aparecido a terreiro, mas apenas daquelas que nos mereceram mais atenção pela sua envolvência.

A CURA

Começamos por um poema intitulado “A Cura” que teria sido escrito por Kathleen O'Meara (1839-1888) e do qual transcrevemos um excerto apenas para o identificar:

E as pessoas ficaram em casa.
E leram livros e ouviram música
E descansaram e fizeram exercícios
E fizeram arte e jogaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram mais fundo
Alguém meditou
Alguém rezava
Alguém dançava
Alguém conheceu a sua própria sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E as pessoas curaram. (…)

As investigações que efetuamos sobre a veracidade de tal poema, levou-nos à seguinte conclusão:

1 - Kathleen O'Meara foi, de facto, uma escritora e biógrafa católica irlandesa-francesa, nascida em 1839 e falecida em 1888, mas nunca escreveu o poema “A Cura”.
2 – “A Cura” é uma cópia imperfeita do poema In The Time of Pandemic, escrito muito depois dos primeiros sinais da epidemia, concretamente em 16 de março de 2020 por Catherine M. O’Meara, no seu blog “The Daily Round”, sem qualquer índole premonitória, ao contrário do que a seguir apareceu nas redes sociais e em inúmeros blogues e sites, ao estilo “copiar e colar”, sem primeiro indagarem da sua veracidade.

EM LIVRO DE SUSPENSE DE 1981, EPIDEMIA GORKI-400 PASSOU A EPIDEMIA WUHAN-400 EM 1988



1 - Outro livro nas redes sociais que tem aparecido como premonitório é o "The Eyes of Darkness", ("Os Olhos da Escuridão", em português), editado em 1981 e da autoria do estadunidense Dean Koontz. No livro de suspense, a história de uma mãe, a quem o filho, e todos os que com ele participavam de um acampamento nas montanhas, morre misteriosamente. Um ano depois da tragédia, ao receber estranhos e violentos sinais de que ele não está morto, decide partir em busca da verdade. 

2 - Atualmente, o livro passa a ser a história de uma premonição pelo facto de, durante o enredo, assolar na Terra uma epidemia que só afeta seres humanos, epidemia que na primeira edição do livro (1981) foi denominada “Gorki-400”, crê-se que em referência à cidade russa Nijni Novgorod, que era conhecida por Gorki, em homenagem ao escritor Máximo Gorki que nasceu naquela cidade, mas que em 1988, após o fim da Guerra Fria (1947-1991), o nome do vírus mudou para Wuhan-400 nas novas edições, sem dúvida, em alusão à cidade de Wuhan, na China, pelos vistos o novo lobo mau dos Estados Unidos. 

3 – Pelo exposto, facilmente se pode deduzir que também este caso nada tem de premonitório, a não ser a coincidência na mudança do nome Gorki para Wuhan, que alguém se aproveitou para autenticar a premonição atendendo a que foi na cidade com o mesmo nome que o Coronavírus Covid-19 foi pela primeira vez detetado.



O RELATÓRIO DA CIA - COMO SERÁ O MUNDO EM 2020

1 - O livro, da autoria de Alexandre Edler, assenta num relatório escrito por 25 especialistas de política internacional e baseia-se em dados considerados secretos até à data da sua edição (2005) nos Estados Unidos, e diz-nos como será o mundo em 2020 no domínio político, económico, ambiental, religioso. 

2 – Muitas questões são levantadas, tais como a possível ampliação do terrorismo, a possível deslocação para a Ásia do poderio mundial e com ela o fim da hegemonia estadunidense.

3 – Antevê “o aparecimento de uma nova doença respiratória humana virulenta, extremamente contagiosa, para a qual não existe tratamento adequado, podendo desencadear uma pandemia mundial.” e que “Se essa doença surgir até 2025, não deixarão de se propagar tensões e conflitos internos e transfronteiriços. Com efeito, as nações esforçar-se-ão, com capacidades insuficientes, para controlar os movimentos das populações de modo a evitar a infeção ou a preservar o seu acesso aos recursos naturais”.

4 – O livro teve edição portuguesa e brasileira, com o título "O Relatório da CIA - Como será o mundo em 2020"Como curiosidade, a edição brasileira de 2006, com introdução de Herodoto Barbeiro, destaca no canto superior esquerdo da capa, a seguinte frase: "CIA prevê: O Brasil será uma potência mundial", como se fosse essa a previsão mais importante, já que, quanto a nós, há muito que as Terras de Vera Cruz já são potência mundial, faltando-lhes apenas “botar de lado os entretantos e passar para os finalmente”, como diria o saudoso ator Paulo Gracindo, no papel de Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, na novela “O Bem Amado”.

5 - No Skoob, uma rede social brasileira de leitores, o livro está disponível em PDF ao preço de R$ 13,00, porém, à data em que publicamos este texto, alerta que "O PDF do primeiro capítulo ainda não está disponível". De salientar a existência de 6 comentários de membros da rede acerca do livro, todos eles publicados entre os anos de 2009 a 2018. Entre eles, achamos interessante o que foi publicado em 23/11/2011, da autoria de Éder Alessandro Pilat e que a seguir reproduzimos, tal qual se apresenta:

“Livro chato!
Apreciação da obra: O livro possui uma retórica pouco envolvente, ou seja, chato!
Apesar de dar poucas informações sobre o método utilizado para analisar o cenário futuro, acredito que tenham utilizado a técnica de DELFOS - cuja técnica é aplicar um questionário de perguntas aos vários especialistas na área (neste caso cientistas políticos / sociólogos / religiosos / militares / etc), questionando-os como será o mundo até 2020. Depois de coletado as respostas, comparam-nas e depois extraiam as conclusões. O relatório é gerado e encaminhado para os cargos de comando (neste caso é o presidente do EUA - na época era o George W. Buch e seus generais) para que tomem as ações cabíveis.
Acredito que o relatório esteja incompleto ou contaminado pelos fatos presentes, pois as conclusões foram abstraídas quase que exclusivamente de três grandes mentes: "Ted Gordon / Ged Davis / Harold James". Claro que houveram a participação de outros (o relatório cita outros 25 especialistas convidados mais não informa quem são), mas não percebi a participação destes. Por que acredito que esteja contaminado? Este trabalho foi realizado 2 anos após o atentado de 11 de setembro, onde estes especialistas focaram suas respostas num mundo aterrorizado pelo fanatismo islâmico. Davam a preocupação dos possíveis impactos da crise econômica na Rússia, que poderia aumentar a venda de armas para o mercado negro e para países emergentes e subdesenvolvidos (aumento da concorrência para o EUA) e o papel da China e da Índia como os grandes influenciadores no mercado global futuro. Mas vejo que se esqueceram da América latina.
Hoje o Brasil ocupa um grande papel no cenário mundial (muito maior que da Índia e Rússia, e muito próximos da China), pois houve grandes investimentos no ensino superior com o objetivo de aumentar o número de formandos (mas diminuiu a qualidade). Retendo talentos através de concursos públicos oferecendo cargos nas mais variadas áreas de pesquisas pagando ótimos salários. Há grandes investimentos nas áreas de Biotecnologia e Bioenergia, criando estatais na área de semicondutores (o governo convidou a iniciativa privada a investir nesse segmento, mas recusaram por não acreditarem que poderiam enfrentar os asiáticos). Por questões endêmicas, muitas multinacionais estão encaminhando os seus investimentos para o Brasil, por termos melhores ações para controlar estas pandemias (a higiene e limpeza pessoal fazem parte da cultura brasileira - a sujeira causa o que? doenças).
Enfim chega desse meu patriotismo insólito, pois ainda temos que derrubar a maior das nossas barreiras, que é a Corrupção - que gera criminalidade, pobreza, individualismo e outras malesas sociais. Superado este obstáculo, poderemos dizer que somos um país realmente evoluído socialmente.”

BILL GATES: A PRÓXIMA EPIDEMIA? NÃO ESTAMOS PREPARADOS

1 - No Youtube, o Canal TED, publicou em 2015 um vídeo de uma palestra de Bill Gates e, na descrição do referido vídeo, disponível com opção de legendas em português, diz literalmente o seguinte: “Em 2014, o mundo evitou uma terrível epidemia global do Ebola, graças a milhares de generosos profissionais de saúde e, francamente, graças também a muita sorte. Em retrospectiva, sabemos o que deveríamos ter feito melhor. Então, Bill Gates sugere que agora é a hora de colocar todas as nossas boas ideias em prática, de planejamento de cenários a treinamento de profissionais de saúde. Como ele diz: "Não há razão para pânico, mas precisamos nos apressar".

2 - Entretanto, a abrir a palestra, Bill Gates começa por dizer: "Quando eu era criança, o desastre que mais temíamos era uma guerra nuclear. (...). Se alguma coisa matar mais de 10 milhões de pessoas nas próximas décadas, é muito mais provável dever-se a um vírus altamente contagioso do que a uma guerra. Não mísseis, mas micróbios.” (ver vídeo).


EM CONCLUSÃO:

Face às 4 “premonições” em voga na web, aqui analisadas, cremos que podemos considerar:

a) A primeira e a segunda, sem consistência: 
A primeira, por se tratar de uma cópia malfeita de um poema pós Covid-19. 
A segunda, por ter por base apenas o nome de um vírus que ainda por cima não é o nome da primeira edição, o que significa que não tinha importância alguma para efeitos premonitórios. 

b) A terceira e quarta, merecedoras de reflexão:
A terceira, porque alegadamente sustentada em vinte e cinco especialistas de política internacional e baseada em dados considerados secretos até à data da sua publicação, sendo que não deixa de ser estranho uma obra ser baseada em dados secretos que não se sabe porquê deixaram de o ser, isto já para não falarmos do facto de que a 25 especialistas nisto e naquilo não é difícil imaginar as consequências das coisas num futuro próximo, como muito bem o fazem autores de ficção científica e realizadores de filmes apocalípticos, um género cinematográfico muito popular.
A quarta e última, por ter acontecido numa palestra, durante a qual o palestrante referiu categoricamente em 2015 que “se alguma coisa matar mais de 10 milhões de pessoas nas próximas décadas, é muito mais provável dever-se a um vírus altamente contagioso do que a uma guerra”.

Pelo exposto, somos de parecer que nenhuma das hipóteses aqui relatadas merece a designação de premonitória relativamente ao evento do Coronavírus Covid-19. Quando muito, poder-se-á dizer que Bill Gates, na sua palestra de 2015, vê agora como mais consistente a sua afirmação.



A ÚLTIMA FOME ou a AGONIA VERDE

Para os adeptos de ficção cientifica, como é o caso do autor deste texto, a epidemia que a todos nos aflige, não é nada que não pudesse ser conjeturado por muitos autores desta temática, caso de um Robert A. Heinlein, de um Robert Silverberg, de uma Ursula K. Le Guin, só para citar estes e em especial o inglês John Christopher, que no seu livro No Blade of Grass na edição original de 1956, editado em Portugal pela Europa-América, em 1982, sob o título “A Última Fome” e no Brasil pela Editora Francisco Alves, em 1980, sob o título “Chung Li – A Agonia Verde” (ver fotos), retrata a dramática ameaça de um vírus mais avassalador do que uma guerra nuclear. Um vírus com origem numa cidade chinesa denominada Chung Li, que destrói as plantações, condenando a humanidade à fome e forçada a deixar de lado os seus escrúpulos a fim de continuar a sobreviver num mundo escasso de alimentos, numa clara demonstração de quão tênue é a linha que separa a civilização da barbárie. 

Com o mesmo título da edição original, “No Blade of Grass”, o livro foi adaptado para o cinema em 1970, pelo realizador Cornel Wilde. Sendo certo que o filme não dispensa a leitura do livro, deixamos aqui o respetivo triller:



CONDENADOS A REPETIR A HISTÓRIA

Entretanto, cremos que mais do que dar importância a supostas premonições, devemos dar relevância ao autêntico, no caso, aos avisos, e o passado não muito distante está cheio deles. Deixei para o fim um livro que possuo na minha estante e que não corre na Internet como correm as premonições que aqui abordamos e cujo autor, por coincidência, também é estadunidense e tem por nome Bill, não Gates, mas Fawcett, autor de livros de temática variada, com destaque para os de História. Trata-se de “Doomed to Repost”, editado em 2013, com edição portuguesa de 2014, sob o título “Condenados a Repetir a História – As lições que nunca devemos esquecer”, um livro repleto de factos, singularidades verídicas e perspetivas fascinantes sobre os erros mais recorrentes ao longo da História e a melhor forma de usarmos tal conhecimento em nosso benefício. Bill Fawcett dedica um capítulo de cerca de 30 páginas, sob o título “PREVENÇÃO E COMBATE ÀS EPIDEMIAS” e que nós, a finalizar, e a título de reflexão, transcrevemos o último parágrafo: “Houve muitas coisas que no passado conseguiram conter ou travar o avanço de uma pandemia, mas muitos erros e circunstâncias que também exacerbaram o problema. Atualmente, concentramos a maioria dos nossos recursos na identificação precoce das pandemias e nas tentativas de as conter. Esta “solução” pode não ser suficiente no mundo contemporâneo das viagens globais se aparecer uma nova estirpe de uma doença que seja facilmente transmissível e que tenha uma elevada taxa de mortalidade. Os governos têm relutância em canalizar dinheiro para a investigação científica, para o desenvolvimento da prevenção das doenças e para a monitorização dos seres humanos que ficam expostos aos animais nos hotspots virais. Mas são estas as ações que podem conduzir a uma situação em que as pandemias até nem sequer comecem. A varíola é um exemplo que mostra que a humanidade pode vencer a batalha contra todas as pestes.”

NOVAmente

Para terminar, deixamos em vídeo a poesia “NOVAmente” de Carla Sousa, que vem muito a propósito.


5 comentários:

  1. Parabéns, querido menino Armindo, um sensacional texto, que vem a esclarecer muitas dúvidas sobre tudo o que está a ser postado nas redes sociais sobre o Coronavírus.
    A foto de apresentação, o texto e o vídeo com a poesia "Novamente", formam um quadro perfeito.
    Mais uma vez, parabéns!
    Abraços!

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  2. Nobre colega Armindo, um árduo trabalho de pesquisa sobre o tema em voga. A ilustração bem retrata a situação atual, onde observamos o mundo em reclusão e a presença da solidão. A única liberdade constatada é do astro rei, o sol, que executa o seu ciclo,para o reino animal e vegetal, sem ser interrompido, mas sendo limitado para os seres humanos. O rio também segue o seu curso livremente. As postagens dos vídeos todas feitas de forma pertinente. A poesia final serve como uma reflexão para a humanidade desenvolver uma NOVAmente.

    Receba meus cumprimentos!

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  3. COVID-19

    Meu Preclaro Amigo Armindo Guimarães!

    Há que se considerar aqui o meu ponto de vista, após ler esta eclética matéria; para tanto, apraz-me novamente interagir-me com o querido amigo e por assim dizer, um querido irmão.
    No assunto em pauta de sua matéria acerca do Coronavírus e com base nos profissionais das agências de inteligências internacionais americanas, é passível de aceitar que a pandemia NÃO surgiu sem aviso; é um vírus chinês. E, quanto a nós, jamais saberemos de tudo nesse mundo.
    O vírus, tão logo surgiu em Wuhan, deixou claro àqueles chineses que iria dar uma volta ao mundo em menos de 80 dias e assim o fez. A China sim, silenciou, algo a meu ver típico dos socialistas-comunistas - (Não há como não fazermos colocações políticas; elas movimentam o povo).
    Quanto à Terra de Vera Cruz, irmã-pátria de Portugal, de fato é uma verdade irrefragável, que se tornará uma nação próspera, não só a ela mesma, mas ao mundo todo. A quem se interessar, é só ler o livro: "Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho - psicografado por Chico Xavier em 1938.
    Doenças poderão aparecer, mas doravante o mundo estará de fato alerta aos comportamentos que deverão advir em decorrência do que elas apresentarem à sociedade, até por quê, o período é de transição planetária espiritual e, por conseguinte, comportamental; muito pouca gente está levando isso em consideração.
    Ao magnata Bill Gates, para mim e muitos outros, um contraditório megabilionário que não obstante ser ele um capitalista de sucesso, sabem muitos e que assim entendam quê, ele, junto com muitos outros, financia este socialismo genocida mundial que em 100 anos, de comunismo matou mais de 100 milhões de pessoas, sendo a China responsável por 65% desta tragédia mundial.
    Prezado Amigo, tenho absoluta confiança que doravante, nesses 30 anos vindouros, aos poucos as transformações irão acontecer e as nações de um espectro político mais conservador e liberal na economia, terão o seu espaço social e as pessoas serão mais fraternas umas com as outras e o Brasil, como sempre diz o nosso presidente, terá o seu local de destaque que merece.

    Eu estou confiante!

    Abraços do outro lado do Atlântico, do amigo, Botari

    Saudações Pátria Amada Brasil!

    Bte, 05 de Abril de 2020

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  4. Olá Armindo
    Parabéns pelo excelente trabalho. Não há dúvida que estás preparado para elaborares uma tese de doutoramento. Denota-se, de facto, um trabalho de investigação na pesquisa de fontes minimamente credíveis. Aliás, tu já és Doutor em "Robertologia Aplicada".
    Estou plenamente de acordo com as tuas conclusões. Relativamente ao vídeo de Bill Gates já o conhecia.
    Não acredito, penso tal como tu, em profecias mas antes numa tomada de consciência e uma racional visão lógica de, com base nos factos passados, perspectivar o que poderá acontecer no futuro.
    Se reparares nos telejornais e não só, assistimos a uma caterva de comentadores (muitos deles de bancada) a dar palpites sobre esta pandemia dos quais apanhamos algumas contradições. Francamente que já estou cansado. Mais a mais pela indiferença dos governantes dos vários países face aos avisos permanentes sobre o problema climático. Desde tempos, muito pretéritos, a comunidade científica que vem alertando para o problema da alteração climática no nosso único planeta habitável. Até no domínio artístico surgem gritos de alerta para o que está acontecendo na Mãe Natureza. Veja-se os poemas intensos como “As Baleias” e “Amazônia” de há mais de 30 anos, respectivamente, 39 e 31 para ser mais preciso, do NMQT - R.C. autor e cantor. O que é que os verdadeiros responsáveis fizeram desde esse passado? Cada ano que passa assiste-se a novas calamidades. Elas são incêndios, temperaturas extremas (frio ou calor) fora de época. Ventos ciclónicos em regiões que nunca conheceram tais fenómenos, enfim. No entanto é cimeira após cimeira reunindo os G's em representação das mais altas patentes governamentais de cada país tendo como pano de fundo uma muito jovem a fazer-se ouvir através de uma consciência acima da sua tenra idade. O que têm feito? Nada! Continuamos a ver os qualas a morrer queimados, os indígenas a serem espoliados das suas terras fruto de um senhor que pretende arvorar-se titular do “pulmão do mundo” dando lugar à exploração da indústria madeireira e virando costas ao flagelo dos incêndios que ultimamente tem grassado violentamente. Por isso o digo. Estou cansado.
    Reflitamos! Como sabes vivemos em dois mundos paralelos. O infinitamente grande onde constam todas as constelações (planetas, estrelas cometas, asteróides, etc), mundo este sobejamente conhecido por ti, não fosses tu outrora participante do grupo “GEO - Grupo de estudo de ovnilogia” e, muito próximo, de um outro denominado “CEAFI – Centro de estudos astronómicos e fenómenos insólitos”. Um outro mundo é o infinitamente pequeno que nos transporta para aquele princípio físico que tem a ver com a indivisibilidade da matéria. E é neste micro universo que encontramos o “Covid-19” e outros variadíssimos vírus. Como é possível um ser invisível causar tantos estragos na humanidade! É de facto surpreendente a nossa pequenez face a tal poder destrutivo. Já para não falar da velocidade do tempo. A ser verdade a média de vida situar-se nos setenta e tal anos, atendendo à mecânica celeste, essa vida passa num estalar de dedos. Por isso sejamos felizes neste estonteante curto passar do tempo.
    Sob o título do teu trabalho, a pandemia não foi novidade por experiência do passado. Contudo o mundo não sabia com que "cara" ela se apresentava. Pois trata-se de um vírus, muito embora pertencendo aos SARS - vírus que provocam insuficiência respiratória - era de todo desconhecido da comunidade científica. Daí que ainda está em estudo a descoberta do seu antídoto.
    Portanto voltado ao mote do teu trabalho, a meu ver, A pandemia surgiu sem aviso (na medida da novidade da sua estirpe) ou nós já sabíamos (apenas por conhecimento histórico, peste negra, cólera, tuberculose, ébola, reflexão por Bill Gates em 2015, etc.) tudo? (isso seria pretensiosismo nosso - durante a nossa existência, enquanto seres racionais, estamos sempre a aprender como diz o sábio que quanto mais me aproximo da verdade das coisas, mais longe me encontro dela).
    Um abraço e muitos parabéns. Sinto-me feliz e orgulhoso de ti.
    Lois

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  5. Bravo maninho! Está difícil entender essa pandemia, mas você detalhou muito bem.Parece que ela foi prevista, mas ninguém quis acreditar e se preparar. E ela aí está. a nos apavorar. Lindo poema colocado no final: Novamente. É o que peço com fervor: Senhor, deixe-me abraça-los novamente..Te amo maninho! Beijimho

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