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3/10/2020

Special Olympics anuncia Berlim como cidade anfitriã dos Jogos Mundiais de Verão


Os próximos Jogos Mundiais de Verão da Special Olympics acontecerão em 2023 na capital alemã

Foi oficializada a escolha da próxima cidade anfitriã dos Jogos Mundiais de Verão da Special Olympics de 2023. Durante uma cerimônia na capital alemã, Berlim recebeu o título, que foi de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 2019. Dentro dos requisitos para ser um país-sede, está oferecer toda a infraestrutura para receber cerca de 200 delegações, como hotel, transporte, estádios e instalações esportivas para atender 20 mil pessoas, entre atletas, parceiros, familiares, técnicos, voluntários e profissionais da saúde.

Para envolver os atletas em todas as fases do processo, durante a preparação da candidatura para os Jogos Mundiais de 2023, 4,5 mil atletas alemães com deficiência intelectual foram convidados para apresentar sua visão sobre o design da proposta. Também foi criado um comitê de atletas, composto por atletas líderes dos 14 subprogramas da Special Olympics Germany.

Assim como acontecem nas Olimpíadas e nas Paralimpíadas, os Jogos Mundiais da Special Olympics tem como base enaltecer o esporte e seus benefícios, mas levando ao restante do mundo a bandeira da inclusão e igualdade. Por meio da plataforma, alcança-se a visibilidade e reconhecimento dos atletas com deficiência intelectual, fazendo um apelo à sociedade pela capacitação de pessoas com deficiência.

Brasil em Abu Dhabi 2019

A delegação que representou o Brasil em Abu Dhabi foi composta por atletas das modalidades de águas abertas, atletismo, bocha, futsal unificado, ginástica rítmica, tênis, natação e vôlei de praia unificado.

Dados Gerais

Atualmente, em torno de 3% da população mundial tem deficiência intelectual, isso significa que é a maior população com deficiência do mundo, no Brasil esse número é de aproximadamente seis milhões.

No país, o movimento está presente em nove estados, sendo eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Espírito Santo e Ceará. Com mais de 32 mil atletas treinando e 25 mil competindo, o projeto conta com 3.537 técnicos qualificados em 14 modalidades esportivas.

As Olímpiadas Especiais Brasil têm 4 pilares básicos, esporte, educação, saúde e comunidade, que moldam os valores e norteiam os objetivos que envolvem o programa.

Para ser um atleta do movimento não é preciso comprovar renda, não tem limite de idade máximo (mínimo de 8 anos) ou classificação do nível da deficiência. O programa é conduzido pelos mais de 2,3 mil voluntários, que produzem treinamentos esportivos e competições de qualidade, e visa melhorar a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam.

OLÍMPIADAS ESPECIAIS BRASIL

Projeto global sem fins lucrativos, a Special Olympics é um movimento mundial centrado no desporto, fundado em 1968 por Eunice Kennedy – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.

Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, futebol, natação, handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô, além dos Programas: APLs (Atleta Líder), Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis,  Atletas Jovens, MATP (Atividade Motora Adaptada) e Famílias. Tendo o país quase seis milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possuem 32 mil atletas treinando e 25 mil competindo durante todo o ano.

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