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12/10/2019

Projeto de prevenção à violência doméstica ensina técnicas de defesa usando pontos vitais do corpo

Alunas treinam técnica de golpe com mão no nariz-Marianna Oliveira / AKM Comunicação
O segundo encontro do projeto Segunda Força, promovido pela DEFENDA PM para prevenir casos de violência contra mulheres, deu sequência aos conteúdos práticos e teóricos sobre autoconhecimento e autodefesa no último sábado (07/12). O Tenente da PM e idealizador do curso, Henrique Velozo, revisou com as novas alunas os tipos de agressão e os conceitos do desenvolvimento da inteligência emocional em situações de risco.

As alunas aprenderam golpes com os pés e mãos para atingir os pontos vitais do corpo para neutralizar ameaças e escapar de agressões. As técnicas ensinadas pelo tenente Velozo, que é Especialista em Proteção de Gênero e Violência Doméstica contra a Mulher e especialista em artes marciais, têm como objetivo causar três possíveis reações diferentes no agressor: dor, ausência dos sentidos ou incapacitação do indivíduo de forma permanente.

O Tenente, explicou que em um combate é necessário para que elas esqueçam a região do rosto, fujam dos grandes músculos e se concentrem em pontos sensíveis, onde a resistência será menor. “Os golpes precisam ser curtos e eficientes. Uma única reação, por menor que seja, feita com precisão, pode salvar a vida de uma mulher. É o momento que ela terá para gritar, pedir apoio ou até fugir. Se um soco ou um chute for o necessário para se livrar do agressor, é dessa maneira que ela deve agir. Isso é autodefesa”, disse Velozo.

Tenentes mostram técnica para sair de uma agressão física-Marianna Oliveira / AKM Comunicação
A tenente da PM e organizadora do projeto, Ana Rejani, explica que é possível aplicar um método para cada situação. “Puxar o cabelo é uma forma de assédio e você pode usar uma reação para isso. Geralmente a violência acontece de forma gradativa, e, na defesa pessoal, nós também precisamos aplicar os golpes de forma gradativa. O importante é conseguir se livrar do agressor”, ressaltou.

Após se exercitarem individualmente, as mulheres participaram de um combate controlado com golpes de mão aberta e aplicaram técnicas para treinar o autoconhecimento. “Nós não estamos acostumados a apanhar. Ficamos desesperados e perdemos a noção porque isso não está no nosso dia a dia. Por isso que dentro de um combate é importante manter a calma e se defender com as estratégias que a gente sabe e com as habilidades que a gente tem”, valorizou o Tenente da PM.
Turma do segundo encontro do projeto Segunda Força-Marianna Oliveira / AKM Comunicação
O próximo encontro do Segunda Força acontece no dia 14 de dezembro, na Escola de Educação Física da Polícia Militar.

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