ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

7/02/2019

Em Portugal bancos contratam humanoides como bancários?


Por: Armindo Guimarães

Hoje dirigi-me ao banco onde tenho conta, a fim de solicitar esclarecimentos sobre as novas Comissões e Despesas que entraram em vigor no passado dia 22 de maio.

Se bem que não estejamos ainda no pico do verão, as 3 ventoinhas que substituíam o ar condicionado avariado, cumpriam bem as suas funções enquanto eu e outros clientes esperávamos para ser atendidos.

Minutos depois, a bancária que me atendeu à secretária, depois de se inteirar do meu problema, elucidou-me que, de facto, eu tinha lido bem as condicionantes para a isenção do pagamento mensal da comissão de manutenção de conta. Enfim, era o que eu suspeitava: que as condicionantes são tão condicionantes que raros devem ser os isentados de pagarem ao banco pelo facto de terem lá o seu dinheiro que o banco usa para emprestar e com isso ganhar.

A título de desabafo, disse então à bancária que me atendeu, que em 2017, face a novas Comissões e Despesas, descobri ambiguidades na redação e após cartas, reclamações e exposições, consegui ficar isento por uma unha negra, mas agora, passados que foram 2 anos, parece-me que estudaram bem o novo texto antes de o publicarem. Parece-me…

Parei um pouco o meu discurso ao observar a apatia da bancária que nem um pestanejar de olhos se via. Devia estar com muita atenção ao meu discurso e por isso prossegui:

Que além de não obter juros, como no passado era normal, agora ainda tinha que pagar para o banco utilizar o meu dinheiro como bem entender.

Como a bancária, pese embora o teor da minha alocução, continuou sem se mexer, fitando-me sem nada argumentar, comecei a duvidar se, de facto, me estava realmente a ouvir…

Que o melhor era eu fazer como no passado e colocar o dinheiro debaixo do colchão e pronto, estava o assunto arrumado. Será que a malta nova sabe que no passado quem depositasse as suas economias no banco tinha uma compensação por isso?

E calei-me, olhando para a bancária que finalmente saiu do transe a que parecia estar sujeita e começou a falar, não sobre o que eu havia desabafado, mas repetindo os esclarecimentos que já me havia dado sobre as novas Comissões e Despesas.

Saí do banco pensando para os meus botões: ao que isto chegou! Como se não bastasse só terem dois ou três bancários no atendimento e a malta ter que bancar uma de bancário à frente das caixas multibanco, agora até contratam humanoides. Será que estão programados para debitarem o essencial e não se deixarem perder em conjeturas que não interessam nem ao Menino Jesus? Será que também são sócios do sindicato para salvaguardarem os seus direitos e poderem exercer o direito à greve? Acho que sim. Ou melhor, nem sei. Se calhar amanhã já me vêm dizer que são tudo coisas do passado.

Há coisas do carago!

AVISO:
O texto que acabaram de ler é fictício. 
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

A ficção revela verdades que a realidade omite 
Jassemin West
Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

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