ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

30 de junho de 2018

Oitavos-de-final do Mundial 2018 - Portugal derrotado (2-1) pelo Uruguai


No Grupo B, Espanha e Portugal ficaram apurados ambos com o mesmo número de pontos, mas, para a Espanha, o primeiro lugar em função do melhor número  de golos marcados:

Espanha – 3-3, 1-0, 2-2= 6-5 
Portugal – 3-3, 1-0, 1-1= 5-4

Aqui pelo facto da Espanha ter marcado mais golos (6),  já que a diferença entre marcados e sofridos registou uma igualdade (1).

Para a Espanha a Rússia e a Portugal coube-lhe o primeiro classificado do Grupo A o Uruguai que venceu os seus três jogos e não sofreu nenhum golo. Por conseguinte, para Portugal uma enorme “pedreira”, um Uruguai que dispõe de um ataque poderoso, conforme se viu na primeira fase da competição. Os números falam por si.

Quanto a Portugal, os resultados foram melhores do que as exibições. Mas temos que convir que o mais importante foi o saldo de pontuação, igual à Espanha, apontada como uma das favoritas que esteve á beira de não se classificar quando, a escassos minutos, perdia com Marrocos por 2-1 e o Iram empatava (1-1) com Portugal. Mas veio aquele golo salvador, anulado pelo árbitro e que, depois, o vídeo-árbitro informou não ter existido fora-de-jogo do jogador espanhol., Aliás, em ambos os dois jogos houve muita polémica em relação aos lances capitais, decididos pelo vídeo-árbitro. 

E, de polémica, também tivemos as declarações de Carlos Queirós. Vejamos o que eu, nesse sentido, escrevi:


Ontem, sinceramente, fiquei desiludido com o Carlos Queirós. Os seus comentários nada dignificantes. Evidentemente que o seu desejo era vencer. Lógico. Mas não tendo adregado esse desiderato, podia se ter lamentado por falta de sorte ou coisa parecida. Agora o que disse, foi triste, foi deselegante. Sei que ainda lhe dói a forma em como saiu da seleção nacional. Se todos os que por lá passaram e saíram agissem da mesma forma, mas não o fizeram. Esses respeitaram Portugal representado pela sua seleção nacional de futebol.

Carlos Queirós, ontem, um mau exemplo, quiçá um ódio a Portugal. Será mesmo?

Relativamente a este embate entre Portugal e o Uruguai, o vencedor defrontará a França que, numa partida eletrizante, bateu a Argentina por 4-3.

O JOGO PORTUGAL – URUGUAI - Portugal com a novidade Ricardo como lateral-direito. Voltaram à titularidade Gonçalo Guedes e Bernardo Silva.

O jogo, inicialmente, como se previa, entrou numa fase de estudo mútuo e as consequentes vigilâncias às principais pedras-basilares. E o primeiro bom remate partiu dos pés de Cristiano Ronaldo, pese embora o facto de ter sido á figura do guarda-redes do Uruguai. Mas foi o Uruguai que, aos 7 minutos, numa jogada protagonizada entre Luís Suarez e Cavani, com este, de cabeça, a fazer o golo, na sequência do cruzamento de Luís Suarez, Falhou a defensiva portuguesa.

Portugal não podia, de forma alguma, sentir os efeitos desse golo. Havia que reagir forte e de imediato, se bem que ao perder a posse de bola, todo o cuidado com as entradas de Luís Suarez e Cavani, duas setas apontadas à baliza de Rui Patrício. E, na verdade, o Uruguai até aos 18 minutos, apenas e só fez o golo. Mas fez, concluiu uma jogada em que interveio a poderosa dupla Cavani-Suarez. Mas, aos 20 minutos, na transformação de um livre direto, Luís Suarez obrigou Rui Patrício a uma defesa apertada, em rechaço. Estava a ser um jogo equilibrado. De resto, o Uruguai continuava a não sofrer golos na competição.

Portugal desfrutou de uma boa ocasião na transformação de um livre direto (34 minutos), mas a bola bateu na barreira do Uruguai. Faltou mais precisão a Cristiano Ronaldo. Portugal insistia muito com o seu futebol pelo lado direito, o que não deixava de ser uma pecha. Mesmo assim, William Carvalho procurava virar o jogo para o lado esquerdo. 

O SEGUNDO-TEMPO - A perder por 1-0, Portugal tinha que acelerar mais no ataque, apesar de registar mais tempo de posse de bola durante todo o primeiro período.

Portugal mais mexido e criando os necessários espaços para as entradas pelo meio, enquanto que o Uruguai se mantinha seguro com Godin em particular evidência. Portugal a revelar-se firme em termos atacantes e, na sequência de um pontapé-de-canto, Pepe, de cabeça, a fazer o golo da igualdade. Os primeiros 10 minutos desta etapa complementar com Portugal bastante diferente. E o golo veio coroar aquele que tem sido dos melhores, ou senão o melhor, jogador da seleção de Portugal neste Mundial-2018. Com o golo da igualdade de Portugal, o jogo aqueceu e tudo isto porque, repetimos, Portugal surgiu com outra cara. E assim o Uruguai sofreu o seu primeiro golo.

Evidentemente que o golo de Pepe animou as hostes portuguesas e a própria seleção se transformou por completo, conquistando vários pontapés-de-canto, corolário da sua postura atacante, ao invés do que se constatou no primeiro período. Mas sempre se disse que este Uruguai é muito perigoso quando Cavani aparece na grande área. E sem marcação Cavani  fez o segundo golo do Uruguai. Onde estava Ricardo?  O golo do Uruguai surge numa fase em que Portugal dominava o jogo. 

Aos 20 minutos, sai Adrien Silva e entra Ricardo Quaresma. A intenção de Fernando Santos abrir ainda mais a frente de ataque de Portugal que tinha 25 minutos para virar o rumos dos acontecimentos em termos de resultado, E Bernardo Silva, com o guarda-redes fora da baliza, rematou por cima da barra transversal. Que oportunidade perdida. 

Para o Uruguai, uma contrariedade com a lesão de Cavani que foi obrigado a sair do jogo. Portugal fez troca de avançados, saindo Gonçalo Guedes e entrando André Silva.

Uma segunda-parte em que Portugal dominou o jogo, sofrendo um golo por, mais uma vez, falta de eficaz marcação. Ricardo não foi solução, mas Fernando Santos assim o entendeu. Como se diz na gíria, ele é que tem os livros... E ainda entrou Manuel Fernandes para o lugar de João Mário.

Portugal sai deste Mundial-2018 com a sua melhor exibição. Contudo, nos dois golos sofridos  muita liberdade concedida a Cavani. Foi pena...

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

2 comentários:

  1. Nobre colega Carlos Alberto,

    Parabéns pela rapidez dos comentários. Realmente foi o melhor jogo de Portugal. O placar não condiz com o que foi visto em campo. Mais o Uruguai foi eficiente nas suas finalizações. Portugal sai da Copa de cabeça erguida, mesmo que inchada pelo resultado.

    Um forte abraço

    ResponderEliminar
  2. Foi mesmo uma grande partida. Tenho que parabenizar a Seleção Portuguesa que foi guerreira até o final do jogo.
    Parabéns Portugal!

    ResponderEliminar

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES
clique na imagem para ver os perfis