ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

12 de janeiro de 2018

Outra vez Roberto Carlos: Quando o cara é bom sempre o trazem de volta





Por: Carlos Marley

O Especial de 2017 teve como título “Esse cara”. A playlist escolhida foi de mensagens que espelharam um pouco de quem é esse cara chamado Roberto Carlos. No desfile musical ele expressou cantando o seu atual estado de espírito. Enfatizou os valores essenciais ao convívio humano como a amizade e o cavalheirismo. No âmbito dos sentimentos descreveu algumas experiências vivenciadas. A conexão final foi com o Cara do Universo, a Luz Divina.
  
Os convidados desse ano contou com a presença da atriz Isis Valverde, que interpretou a Ritinha na novela “A força do querer” da Rede Globo. Em minha opinião o nome da personagem escolhida por Gloria Perez, autora da novela, foi uma estratégia para mexer um pouco com o emocional do rei na hora de encomendar a música para a novela. Roberto já disse em entrevistas e repetiu no especial, que não faz música por encomenda. Mas a amizade entre os dois foi relevante para a sua mudança de atitude.  Após se inteirar dos detalhes da novela e da personagem, que seria o tema da música encomendada, aceitou a proposta. A música composta foi “Sereia” que, segundo o autor, ficou pronta em apenas uma semana. Se analisarmos bem as palavras postas na letra da música e a forte emoção colocada em sua interpretação, fica claro que a musa inspiradora não era a sereia das águas, mas sim a sereia encantada do céu dos seus pensamentos.

O encontro entre Roberto e Isis Valverde no especial foi inusitado, pois “Emoções” que tradicionalmente é o cartão de apresentação do RC em seus shows, desta vez além de não ter aberto o especial recebeu a interpretação da atriz, enquanto RC observava o seu desempenho. A voz do rei foi ouvida somente na frase final da música. No momento seguinte, antes de cantar a canção tema da personagem Ritinha, o rei pediu que ela revivesse a personagem Ritinha. Ela encarou o desafio e no breve diálogo, o rei usou em sua fala alguns bordões da novela. Depois fez um novo pedido, agora para que ela não saísse e ficasse para ouvir a canção “Sereia”. Desta vez foi a Isis que ficou admirando o rei. Durante a execução RC segurou a mão dela e tentou girar o seu corpo. Os dois se atrapalharam um pouco, mas RC conseguiu girá-la. Ao final da primeira parte da música as emoções afloraram, quando Isis falou ao rei “Roberto, você vai ficar para sempre na trilha sonora da minha vida”. Neste momento os olhos dos dois marejaram e a voz do rei embargou. Roberto controlou as emoções e continuou cantando, enquanto a atriz se retirava do palco. Neste momento no telão aparece o clipe da Ritinha nadando vestida de sereia.
  
O segundo convidado foi Tiago Iorc, cantor da nova geração. A sua participação foi a de menor emoção entre todos os convidados, apesar da atenção especial dada por Roberto. Fizeram dueto nas canções “É preciso saber viver” e “Amei te ver” da autoria do Tiago.

A dupla Simone & Simara, representantes do “feminejo”, sertanejo feito por mulheres, foi a terceira atração do especial. Foi o momento da alegria, da descontração e simpatia da noite. No sucesso da dupla “Quando o mel é bom a abelha sempre volta”, as coleguinhas e RC cantaram e se divertiram muito. As duas chegaram até a dançar com o rei com certa sensualidade. Simone foi a mais ousada, encostando o seu rosto bem próximo do rosto rei, que num gesto delicado afastou-a com um leve toque no cabelo.  Em seguida cantaram junto o clássico do repertório do rei “Eu te amo, te amo, te amo”. Novas emoções ocorreram durante essa interpretação. 

Djavan, um dos grandes representantes da Música Popular Brasileira foi mais um convidado do especial. No dueto da canção “Pétala”, RC elogiou a beleza da letra. Fizeram outro dueto em “As curvas da estrada de Santos”. Foi uma apresentação onde os dois deram um show de interpretação.

Pelo terceiro ano consecutivo o especial apresentou uma atração internacional. Como aconteceu no especial de 2016, a presença internacional ficou por conta de outra voz feminina, a cantora e compositora panamenha, filha de brasileira, Érica Ender, uma das autoras do maior sucesso mundial de 2017, a canção “Despacito”. O dueto dessa canção foi o momento dançante do especial. A execução contou ainda com a participação da bateria da Escola de Samba Beija Flor, que deu um molho todo especial a canção. Houve um entendimento perfeito entre os dois cantores durante a execução da música.  Érica Ender usou de todo o seu charme e olhares insinuantes em direção a RC, durante toda execução da música. Ao final da apresentação Érica e Roberto deram o mais longo abraço da noite e umas palavrinhas inaudíveis ao pé do ouvido. 

As canções com interpretação solo do especial foram “Força estranha”, que abriu o show e RC começando a interpretação à capela dando ênfase a parte da letra que diz “por isso uma força me leva a cantar/ por isso essa força estranha no ar”. Em seguida foi a vez de “Amigo”, onde enfatizou a importância da amizade. A primeira romântica do show foi “Sereia”, para em seguida entrar na sofrência de “Fera ferida”, uma novidade no especial. Encarou a seguir “Falando sério” aquela do relacionamento fugaz, que diz não querer fazer parte. O sexo musical foi explícito em “O côncavo e o convexo”, cujos ângulos geométricos representam os símbolos do amor carnal. Dois detalhes me chamaram atenção durante a sua interpretação. Primeiro o gestual das mãos demonstrando a união dos dois ângulos. O segundo foi uma expressão verbal ao final da música, quando brincou na troca das palavras nas expressões: “assim é nosso amor, nu sexo” para depois enfatizar “assim é nosso amor, no sexo”. A canção a seguir “Esse cara sou eu”, descreve como ser um verdadeiro cavalheiro apaixonado. A homenagem final foi para Aquele que é o caminho, a verdade e a vida. Desta vez a mensagem escolhida foi “Luz Divina”.

Dentre as canções que fizeram parte das gravações e não foram exibidas foram: “Detalhes”, “Desabafo”, “Outra vez”, “Se você pensa”, “Que yo te vea” (inédita) e “Cama e mesa”.

E assim foi o 43º Especial do Roberto Carlos, que mais uma vez foi líder de audiência na noite da exibição, garantindo a maior média desde 2005 em São Paulo e desde 2006, no Rio de Janeiro. A média de audiência nas duas capitais, segundo o Ibope, foi de 31 pontos. 

Roberto Carlos Especial 2017

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