ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

5 de novembro de 2017

As intrigantes castanholas

                             
No meu Blog existem faixas de música açoriana, uma vez que sou natural do arquipélago, concretamente da ilha Terceira. Não restam dúvidas de que foi uma colocação a preceito, bem imaginada pelo autor. Autor? Quem? Uma coisa é certa: não é um “amigo da onça”.

Várias pessoas minhas amigas, quiçá intrigadas porque conhecem a música açoriana, colocaram-me a seguinte questão: “na faixa Açores Ilhas de Sonho, está um acompanhamento de castanholas. De quem se trata?”. Ora, na verdade, o acompanhamento está bem introduzido e não se nota nenhuma falha na sequência da música. Tive que explicar que o autor das castanholas é um cidadão que vive no Porto (é do carago!) e que as castanholas surgem da influência que o mesmo teve com os espanhóis antes de sair da sua terrinha para o Porto. É que a aldeia onde o dito cujo foi nado e criado fica muito perto da fronteira de “nuestros hermanos”, de tal modo que o “castanholeiro”, amiudadamente, dava um salto até Sevilha porque adorava “caçar sevilhanas”. E porque não perdeu o “hábito de caçador”, agora se virou para borboletas, só não se sabe muito bem as origens, mas, no diz-se, diz-se, agulhas apontam para brasileiras multicolores, idem africanas e o mais que vier à “rede do caçador de borboletas”.

No final da conversa, informei os meus amigos quem era o homem das castanholas e um deles, que bem o conhece, até alvitrou: “sendo ele um enorme fã do Roberto Carlos, podia acompanhar o rei numa das suas canções mais recentes, por exemplo, Sereia”. Uma sugestão que poderá ser colocada ao rei. De resto, é para manter as castanholas na faixa da música “Açores Ilhas de Sonho”. Dali não vai sair, a não ser que utilize a sua forte arma, ou seja, o ilusionismo.

Açores - Nove Ilhas Maravilhosas
(castanholas de fundo e vídeo da autoria do gajo do carago)

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

1 comentário:

  1. Não há dúvida nenhuma que para cortar na casaca não há como o nossos amigos CA e Zé da Pipa. Apenas uma achega: a influência não foi de Sevilha mas sim da Terrinha, mais exatamente do norte de Portugal (Minho) e da Galiza, cujos agrupamentos típicos, em especial os Ranchos Folclóricos, usam muito as castanholas. Grande abraço. :)

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