Quando eu era técnico de futebol, fumava num jogo mais de meia carteira de cigarros. Num belo dia, e num treino a seguir a um desses jogos, um jogador teve a “pachorra” de, após a minha saída do campo, ir juntar as pontas dos cigarros, meter num saco plástico e me “oferecer” nesse mesmo dia do treino matinal. Levei para casa o saquinho de plástico e coloquei-o, durante uns dias, na minha mesa de trabalho. Posteriormente, tentei mascar gengibre, mas não me adaptei. Mascar gengibre? É isso que faz, em cada jogo, o polémico treinador do Sporting, Jorge Jesus. Não para de mascar. No meu tempo, dizia-se que só os burros mascavam. E para não me chamarem sistematicamente de burro, não entrei nessa experiência.
E Roberto Carlos, o que faz nesse sentido? Segundo ele, não masca gengibre. Faz um gargarejo de gengibre com mel antes dos shows. Os cuidados que ele tem são os de não fazer esforços exagerados com a voz, manter a sua voz sempre bem cuidada. Para o rei, o gengibre é suave com mel. Não masca, porque acha muito forte.
Vou enviar esta receita para o Jorge Jesus, pois só assim ele poderá chegar ao cetro de campeão. E também assim, ao continuar a mascar, jamais deixarão de lhe chamar burro, nomeadamente quando ele coloca como titular esse tal Téo Gueterres. Ó JJ, em 54 anos de carreira (shows e mais shows por esse Brasil afora e no estrangeiro), nunca ninguém se atreveu a chamar burro ao nosso rei Roberto Carlos. Mesmo que ele mascasse gengibre, ninguém se atreveria a tal. A diferença entre um cantor e um técnico de futebol. Para o cantor não há “chicotada psicológica”. Para o cantor, raramente há assobios de protesto. Para o cantor, os aplausos são a tónica de cada show. E Roberto Carlos quando sai de casa é desde logo aplaudido pelos transeuntes da URCA. Um ritual que se mantém em cada trajeto. No seu carro ele acena para os que saúdam. Se ele fosse técnico de futebol, por exemplo, do Vasco (seu clube do coração), seria visto com indiferença pelos prosélitos do Botafogo, Fluminense e Flamengo. Como cantor, nestes clubes cariocas, ele é e será eternamente o rei da música romântica. E tu, JJ, para os benfiquistas jamais deixarás de ser o “Jorge Judas”. Para os brasileiros, Roberto Carlos continua a ser o “rei dos reis”. A diferença entre ser cantor e técnico de futebol.
NOTA FINAL – Acresce que, ainda muito jovem, Roberto Carlos adorava fumar de cachimbo. Hoje, como se cuida muito, fumar é coisa que não entra no rei. Por isso, a voz se mantém incólume.
Por: Carlos Alberto Alves
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