ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

8/20/2013

Professora de História explica enigma de Cachoeiro de Itapemirim com base em argumento de doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins


Cachoeiro de Itapemirim - A Capital Secreta do Mundo



Por: Armindo Guimarães
Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins
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A Robertologia Aplicada e Ciências Afins, ciência que estuda a vida e obra do cantor/compositor Roberto Carlos Braga, bem como daqueles que directa ou indirectamente estão ou estiveram a ele ligados, pese embora o facto de ser uma doutrina relativamente recente e como tal ainda pouco conhecida nos meios académicos, o que é certo é que a sua difusão nos meandros robertocarlisticos tem vindo a propagar-se por linhas colaterais, como por exemplo pela História, como se poderá constatar através de um site da especialidade “Café História”, no qual Renata Araújo Machado, Professora de História da Rede Estadual do Estado do Espírito Santo, questionada sobre o motivo da atribuição do cognome de “Capital Secreta do Mundo” à cidade de Cachoeiro de Itapemirim, onde nasceu o Rei da Música Popular Brasileira, das poucas hipóteses ao dispor sobre o assunto, não teve pejo em optar pela mais recente, ou seja, por uma equacionada dentro da perspectiva robertóloga, facto que muito nos honra e que só vem confirmar que não é por acaso que o número de doutorados em Robetologia Aplicada e Ciências Afins está em crescendo, por enquanto apenas em Portugal e no Brasil mas que o tempo se encarregará de espalhar pelos quatro cantos do mundo fazendo jus àquele que parafraseando o Poeta Luís Vaz de Camões, cantando espalha amor por toda a parte se a tanto o ajudar o engenho e arte e que se mais mundo houvera lá chegara.

Eis, para que conste, a transcrição da pergunta que foi colocada à professora de História e a respectiva resposta:


Pollyanna Paiva Santos da Rocha (Professora)
O que você sabe sobre essa lendária denominação [Capital Secreta do Mundo] dada a Cachoeiro de Itapemirim?

Renata Araújo Machado (Professora)
Olá, minha querida amiga Pollyanna!
Legal a iniciativa de questionar a, como você mesma dissera, “lendária denominação dada a Cachoeiro de Itapemirim”.
Cachoeiro de Itapemirim é carinhosamente chamada por seus moradores de "Princesinha do Sul" e também de "A Capital Secreta do Mundo". Terra de gente famosa como os cantores Roberto Carlos, Raul e Sérgio Sampaio, o escritor Newton Braga, o artista Jece Valadão, só para citar alguns.
Foi imortalizada nas crônicas de seu ilustre filho Rubem Braga. Aliás, a origem da expressão “Capital Secreta do Mundo” está, de certa forma ligada a ele, apesar de existirem outras hipóteses. A mais conhecida na cidade, atribui a criação da expressão ao próprio Rubem. Uma outra, remete a Vinícius de Moraes, que teria ironizado a cidade do amigo Rubem Braga, durante um encontro no Rio e, posteriormente, fora explorada pelo cronista.
Contudo, a explicação que mais me chamou a atenção foi a fantasiosa, bem elaborada e criativa história contada por um super fã do Rei Roberto Carlos, chamado Armindo Guimarães que, diga-se de passagem, intitula-se Doutor em Robertologia e ciências afins. Em seu texto, Guimarães aponta não só a origem da expressão “Capital Secreta do Mundo”, como também explora a "influência" de Roberto Carlos na escolha do nome do país e sugere os motivos pelos quais o Brasil se tornou um ícone no futebol mundial. Guimarães vai além... De maneira muito bem humorada, afirma que tudo teria começado com uma estranha viagem ocorrida há, aproximadamente 510 anos, que incluiu uma visita de Pedro Álvares Cabral a Cachoeiro de Itapemirim. Segue parte do texto de Armindo Guimarães:”

Renata Araújo Machado transcreve grande parte do texto “Roberto Carlos é Brasil, é brasuca” e nós aqui, por uma questão prática, apenas colocamos a parte referente à Capital Secreta do Mundo, incluindo o link da totalidade da matéria.

Segunda-feira 27 de Abril

A PROPOSTA

Estava o organizador da viagem virtual todo refastelado à sombra duma palmeira a ler o seu velho livro “A vingança da mulher dos tremoços”, quando outro viajante virtual interrompe a sua leitura, dizendo:

- Oi, cara! Tá calor pra burro, pôxa!

- Olá, pá! Porque é que não fazes como eu e vais ao mar dar um mergulho e depois esticas-te aí à sombra da palmeira a ler um livro qualquer?

- Mindo, dá pra você falar com seu Cabral pra ele autorizar nós irmos até Cachoeiro de Itapemirim?

Antes de continuar o relato do diálogo, talvez seja oportuno dizer que o viajante virtual que agora fala com o organizador da viagem virtual, intitula-se súbdito do Rei Roberto Carlos desde os 12 meses de idade, e que, ao que parece, tem a mania que é o curioso número 1 sobre detalhes do seu Rei, daí que não seja de admirar aquele seu interesse pela terra onde nasceu o seu mais que tudo.

- Ó pá, vocês têm cada ideia do carago! Há pouco foi uma nossa amiga que queria que fossemos dobrar o cabo Horn de propósito só para irmos descobrir a sua terra, o Peru, antes que lá chegassem os castelhanos, e agora vens tu com essa de irmos descobrir Cachoeiro de Itapemirim. É dum gajo ficar doido!

- Mindo, não esquente, tá legal?! Diga aí se você também não gostava de conhecer a terra onde vai nascer nosso Roberto…

- Pensando bem, a ideia até que nem é má… Vamos falar com o Capitão-mor a ver o que se pode arranjar.

Acompanhado do viajante virtual que tem a mania que é súbdito e ainda por cima curioso, lá foi o organizador da viagem virtual ter com o Capitão-mor que por essa altura andava no areal de venda nos olhos a jogar à cabra-cega com alguns tupis e tripulantes da frota. O organizador da viagem virtual aproveitou e pôs-se à frente de dele, retorquindo:

- Ó Cabral, dou-te um doce, se adivinhares quem eu sou, carago!

Ao dito da expressão “carago”, não foi difícil ao Capitão-mor adivinhar quem estava à sua frente, respondendo:

- Só pode ser um gajo do Porto! E esse gajo é o Mindo! Eheheheheh

O Capitão-mor tirou a venda dos olhos e, tendo confirmado que acertara, logo reivindicou o doce prometido. Porém, o Mindo, como é seu costume, remeteu a promessa do doce para outra ocasião, indo directo ao assunto.

- Ó Cabral, já que estamos aqui perto, podíamos dar uma saltada a Cachoeiro de Itapemirim. Foi lá, quero dizer… é lá que vai nascer o Roberto Carlos, pá!

Olhando para a foto do LP de 1979 que o súbdito trazia estampada na sua camisa, o Capitão-mor questionou:

- Esse que vocês chamam de Rei e não é? E onde fica essa terra? É longe daqui?

- Não, pá! E só seguirmos costa abaixo e em pouco tempo a malta está lá.

Depois de se aconselhar com os capitães da armada, o Capitão-mor aprova a ideia e no dia seguinte levantaram ferro duas naus capitaneadas por Nuno Leitão da Cunha e Luís Pires, com todos os viajantes virtuais a bordo, para além de Frei Henrique e de alguns marinheiros, grumetes, bombardeiros e três experientes tupis como guias.

Terça-feira, 28 de Abril

A CAPITAL SECRETA DO MUNDO

Com a ajuda de ventos favoráveis, as duas naus depressa chegaram a uma baía que o tupi Maimbá disse ser boa para fazermos aguada e que o sítio que queríamos descobrir ficava perto dali.

Depois de fazermos aguada e de descansarmos um pouco da viagem, rumamos a um sítio que o tupi Itabira disse podermos ancorar e fazermos prestes no descobrimento da terra, conselho que Gaspar de Lemos aceitou por bem.

Em terra, uma enorme pedra de cerca de 700 metros de altura domina a paisagem. Longe dali, duas altas montanhas de formas humanas despertaram a curiosidade geral, em especial do Frei Henrique que disse ter sentido uma qualquer vibração que lhe dizia que ali mesmo se deveria dar uma missa por quem tanto amou sem poder amar. Todos ficaram perplexos com o dito de Frei Henrique, mas ninguém quis questionar sobre coisas que só a fé explica.

Mais adiante, junto às margens de um grande rio, os guias tupis pararam num sítio que pelas indicações dadas pelo viajante virtual conhecido por Súbdito “O curioso”, seria o coração do sítio que um dia se iria chamar de “Cachoeiro de Itapemirim”. Aí, o tupi Abayomi (Alegre encontro), munido de uma pequena árvore originária das ilhas do Oceano Indico denominada “Delonix regia”, também conhecida por Flamboyant ou Flor do Paraíso, que lhe fora oferecida por Cabral, escava a terra plantando a árvore, após o que com o os tupis Maimbá e Itabira, realizam um ritual de dança em volta da árvore. Uns bons metros mais adiante, uma outra árvore foi plantada pelo tupi Maimbá e o mesmo ritual aconteceu. A árvore era nativa e alguém disse chamar-se “Genipa”.

O plantar das árvores foi um momento de emoção que toda a comitiva viveu, em especial os viajantes virtuais que, à falta de árvores para também plantarem, enterraram no sítio os objectos pessoais que levavam, tais como, CDs, DVDs, e camisas estampadas com a foto daquele que um dia ali iria nascer. Tudo coisas misteriosas naquele mundo.

Quem sabe um dia este sítio e estas árvores serão cantadas – disse Frei Henrique olhando para os viajantes virtuais que sorriram como que em resposta.

E por causa de tudo quanto aqui se passou hoje, talvez um dia este sítio seja conhecido pela “Capital Secreta do Mundo” – disse o organizador da viagem virtual, sempre pródigo a dizer o que não deve, piscando o olho ao viajante virtual, autor da ideia de estarmos ali.

E foi a magicar em tudo o que aconteceu naquele sítio, que todos regressamos às naus que nos esperavam para rumarmos a Porto Seguro.

Texto completo

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Vídeo do autor no Youtube:
Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

2 comentários:

  1. Querido Armindo!

    Que maravilha, é fantástico em ver que a tua encantadora e emocionante história, Uma Viagem Virtual (escrita por um Portuga) foi a escolhida pela Professora de História Renata Araújo Machado (que é Brasuca) para explicar o enigma de Cachoeiro de Itapemirim, a terra natal do NMQT.
    Eu vibrei muito, pois é muito bom ver o trabalho de uma pessoa que a gente gosta, admira e acompanha já há algum tempo sendo reconhecido.
    Gosto demais dos teus textos, são uma delícia, tu consegues nos cativar, nos envolver, nos fazer querer sempre mais, ao ponto de lastimarmos quando a história termina.
    Parabéns Armindo, além de seres um Grande Escritor, tu és Grande em tudo o que fazes, teus trabalhos são sensacionais!

    Beijinhos,
    Alba Maria.

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  2. Boa noite, Armindo!
    Adorei a publicação.
    Muito me alegra saber que tens tanto apreço pela minha cidade natal (Cachoeiro de Itapemirim) e que és tão dedicado aos feitos de nosso filho mais ilustre, o Rei Roberto Carlos.
    Obrigada pelo carinho que vem do "além-mar"!
    Um grande abraço!

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