O Baú do Carlos Alves (24)






Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@bol.com.br

Sempre ambicionei um dia vir ao Brasil, pretensão que reforcei quando estive na Copa do Mundo, em Espanha, onde conheci muitos brasileiros. Com eles me envolvi nos bons e maus momentos do “escrete”.

Profissionalmente, nunca tive oportunidade de aqui me deslocar. Sabia, de antemão, que era difícil. Nunca desisti dessa ideia. Esse dia havia de chegar. E chegou! A 20 de Agosto de 2004, finalmente, concretizei um antigo sonho, começando por me fixar em Carmo, cidade do interior do Rio de Janeiro.

Carmo, “cidade bela” (frase do seu hino), com cerca de vinte mil habitantes. Lá estive até 26 de Dezembro desse mesmo ano, rumando depois para Niterói onde hoje me encontro. Adorei Niterói. Digamos que foi mesmo “amor à primeira vista”. Vim de férias e acabei por ficar, curtindo a vida dentro do melhor possível. Mentiria se dissesse que não tenho saudades da minha terra, da minha família, dos meus amigos, do “meu jornalismo”. Claro que já passei à reforma, mas sem perder o contacto com os jornais por onde passei. A internet me dá essa possibilidade. Penso tantas vezes naquela célebre frase do meu companheiro de “A Bola”, Carlos Pinhão (já falecido), “ai que saudades, ai, ai”.

Invertendo agora as situações, o outro sonho (o segundo) passa por um dia ir a Portugal para abraçar todos aqueles que me rodearam ao longo de quase cinco décadas de efetivo jornalismo, como árbitro, como treinador e outras atividades similares. Pelos que faleceram, rezarei uma Ave-Maria.
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