Publicada por
Armindo Guimarães
DE SÃO PAULO
O palco do Teatro Arthur Rubinstein, do clube A Hebraica (SP), vestiu-se todo em black-tie para receber a Musa da Jovem Guarda. Sob a regência do maestro León Halegua, a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto acompanhou, na noite de sábado (5), a cantora Wanderléa em uma sensível homenagem ao Rei Roberto Carlos.
"Quando eu estou aqui eu vivo esse momento lindo", foi a primeira canção da noite, assim como tem sido nos shows do próprio Roberto. "Emoções", dele com o parceiro "amigo de fé, irmão camarada" Erasmo Carlos. No telão, fotos do "rei" em suas diversas fases, especialmente do momento mágico que foi a "Jovem Guarda" - da qual Wanderléa era a "rainha".
E uma vez "rainha", sempre majestade! Para esta noite de gala a Ternurinha abandonou a minissaia, que tanto caracterizou a sua imagem. Num vestido longo cor de vinho tomara que caia, os fartos cabelos louros e soltos, a cantora cativou o público que lotava o Teatro Arthur Rubinstein com o carisma e a graça que sempre lhe acompanharam.
"As Canções Que Você Fez Pra Mim", "Olha", "Além do Horizonte", "Esqueça", "Sentado À Beira Do Caminho" e, a preferida do rei, "Detalhes", fizeram parte do repertório. Um show de arranjo e execução do maestro e da orquestra, um show de interpretação de Wanderléa.
Em destaque a delicadeza com que foi tratada a canção "E Por Isso Estou Aqui", que tomou ares de um doce minueto. E, em especial, a interpretação comovente de Wanderléa para a canção "Não Quero Ver Você Triste" - um dos grandes sucessos do disco "Roberto Carlos Canta Para A Juventude" (1965).
Uma pequena pausa para a orquestra, e a Ternurinha canta com a sua banda, sempre sob o comando do músico Lalo Califórnia (marido da cantora). Já nos primeiros acordes o público reconhece a próxima música.
"Antes de continuar a cerimônia desse casamento, se alguém tiver algo que impeça esse matrimônio, que fale agora!" E a própria plateia solta com vigor: "Por favor, pare agora... Senhor juiz, pare agora!" --um dos maiores sucessos da cantora, do disco "A Ternura de Wanderléa" (1966).
E o interessante é que todos sabem a letra. "Nossa, os pais de vocês ensinaram direitinho a letra pra vocês", brinca a cantora logo depois de ser acompanhada até o final de "Pare o Casamento" (Resnick-Young-Luiz Keller).
Falando em "Ternura", voltando a ser acompanhada pela orquestra, a Ternurinha canta "Ternura" ("É Tempo do Amor" - 1965), que Roberto Carlos também gravou em seu disco de 1977. Toda a canção também é cantada pelo público, baixinho, para não atrapalhar o encanto, a magia e a ternura de Wanderléa.
Ao se despedir, a sempre "Rainha da Juventude" agradece o privilégio de estar naquele palco, acompanhada por músicos maravilhosos e pela acolhida tão generosa daquela plateia. A mesma plateia que não a deixa ir embora e pede "mais um", toda em pé. Wanderléa volta, ela sim generosa, ela sim privilegiando os presentes com o seu talento, o seu canto e a sua simpatia.
E o bis é frenético: "Quando", de "Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura"(1967). Muitas palmas acompanham a cantora, muita empolgação e emoção em ouvir a "minha maninha Wanderléa", como a anunciava Roberto no programa "Jovem Guarda" (que teve a sua estreia em agosto de 1965 na TV Record) e, ao mesmo tempo, ver imagens do 'rei' no telão dos distantes, mas inesquecíveis, anos sessenta.
"Canções usavam formas simples pra falar de amor, carrões e gente numa festa de sorriso e cor --jovens tardes de domingo, tantas alegrias-- velhos tempos, belos dias", diz a canção que Roberto e Erasmo fizeram para homenagear a Jovem Guarda. A Ternurinha sempre preferiu que a letra dissesse "belos tempos, belos dias".
"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi", Wanderléa termina o show com a mesma canção que começou, a pedidos.
No final, os músicos, todos em black-tie, levantam-se e aplaudem carinhosamente a cantora. O maestro León beija-lhe a mão. Ela agradece. A plateia, mais uma vez em pé, aplaude fervorosamente. Wanderléa sai de cena. O brilho sai com ela.
In F5.Folha.com
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Música
Armindo Guimarães
Escriba das coisas da vida e da alma. Admin., Editor e Redator do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Máxima favorita: "Andamos sempre a aprender e morremos sem saber". VER PERFIL
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Comentários
Comentários

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Olá maninho!
ResponderEliminarQue bom ver você na ativa de novo!
Beijos,
Carmen Augusta
Maninha querida! Eu sempre estou na activa, pese embora ninguém se aperceba disso.
ResponderEliminarSimplesmente, a maior partes das vezes não dou nas vistas porque na gestão do blog não entro como Arguimar mas sim como Portal Splish Splash e, esta última entrada é a que me vem dando mais que fazer e quiçá me "roubando" tempo para outras ondas, que o mesmo é dizer para coisas mesmo minhas, já que considero tudo meu quanto ao RC e ao nosso Splish Splash diz respeito.
Tu, melhor que ninguém, sabes isso maninha!
E também deves imaginar que é por essas e por outras que nem tempo tenho para os meu favoritos bate-papos entre o Roberto e eu.
E esta heim!!!
Um beijão, maninha!