No passado mês de Agosto de 2010, por aí, consagrou mais uma data história na política norte-americana. Ao fim de ano e meio, o Presidente Barack Obama viu passar no Senado a prometida reforma do sector financeiro. A nova regulação foi aprovada com o objetivo de evitar crises financeiras com natureza
estrutural e sistémica como a iniciada em Setembro de 2008. Esta nova reforma também marca uma viragem histórica nos Estados Unidos. Pela primeira vez desde a presidência de Ronald Reagan inverteu-se o sentido das reformas políticas. Depois de trinta anos a privatizar, liberalizar e desregular surge uma nova e apertada regulação para travar os excessos da banca e do sector bolsista – a nova legislação tem duas mil e trezentas páginas. Obama, que atualmente regista sondagens muito negativas, conseguiu atingir, com a preciosa ajuda do seu Partido Democrata, mais um importante compromisso eleitoral a somar à reforma de universalização do Health Care System. O Mundo respira de alívio por ver uma América bem governada com capacidade e energia para empreender reformas de fundo. Tal como seria de esperar, os principais agentes de Wall Street manifestaram-se ferozmente contra a nova reforma e preparam o contra-ataque. A manobra, vista da Europa, tem contornos anedóticos. O Partido Republicano de Bush, em coligação com a banca e o movimento populista Tea Party, promete libertar o povo americano do socialismo de Obama e do intervencionismo do Governo, que salvou a banca e a economia, já nas próximas eleições intercalares de Novembro. A direita americana tem esta capacidade incrível de inverter os fatos e rescrever a história. Os verdadeiros responsáveis pelo desastre estão de volta explorando um dos maiores defeitos da sociedade americana: a completa aversão à auto tributação. God bless Obama!
Volvido mais de um ano, ainda gostaríamos de auscultar os muitos entendidos nesta questão de política norte-americana se, realmente, o sector financeiro caminha para a tão almejada estabilidade? Por outro lado, se a direita americana já esgotou todas as suas tentativas para mudar os fatos? O que é certo é que nesse sentido as opiniões divergem e o peso das mesmas incide num visível equilíbrio.
Por: Carlos Alberto Alves
estrutural e sistémica como a iniciada em Setembro de 2008. Esta nova reforma também marca uma viragem histórica nos Estados Unidos. Pela primeira vez desde a presidência de Ronald Reagan inverteu-se o sentido das reformas políticas. Depois de trinta anos a privatizar, liberalizar e desregular surge uma nova e apertada regulação para travar os excessos da banca e do sector bolsista – a nova legislação tem duas mil e trezentas páginas. Obama, que atualmente regista sondagens muito negativas, conseguiu atingir, com a preciosa ajuda do seu Partido Democrata, mais um importante compromisso eleitoral a somar à reforma de universalização do Health Care System. O Mundo respira de alívio por ver uma América bem governada com capacidade e energia para empreender reformas de fundo. Tal como seria de esperar, os principais agentes de Wall Street manifestaram-se ferozmente contra a nova reforma e preparam o contra-ataque. A manobra, vista da Europa, tem contornos anedóticos. O Partido Republicano de Bush, em coligação com a banca e o movimento populista Tea Party, promete libertar o povo americano do socialismo de Obama e do intervencionismo do Governo, que salvou a banca e a economia, já nas próximas eleições intercalares de Novembro. A direita americana tem esta capacidade incrível de inverter os fatos e rescrever a história. Os verdadeiros responsáveis pelo desastre estão de volta explorando um dos maiores defeitos da sociedade americana: a completa aversão à auto tributação. God bless Obama!
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