O Baú do Carlos Alves (9)


Recordando outro DIA DE TODOS OS SANTOS

 
Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com

No calendário litúrgico deparamo-nos todos os anos com a Festa de Todos os Santos, seguida do Dia dos Fiéis Defuntos, a recordar aos cristãos, que a primeira de todas as vocações de um batizado é o de serem santos. Evidentemente, após terem cumprido, cada qual a sua função, no tempo que nos é dado viver. Paradoxalmente, em tempos de laicismo à solta, em que o poder é tentação atual, de certos grupos de “iluminados”, com conhecidas alergias a tudo quanto cheire a cristão, tentam importar práticas, que pouco ou nada tem a ver com a nossa cultura.

E o tradicional “Pão por Deus”, que fazia a delícia de muitas crianças, e não só, sobretudo, em tempos de carestia, estão a ser abusivamente invadidas por certas “cabeças de abóbora”, na tentativa de salvar certos comércios, em apertos de venda.

Mas também, uma certa maldade “aventalina”, de tudo “repaganizar”, com a pobreza espiritual de muitos, que se amedrontam, com as mesinhas de certas instâncias, nada transparentes e abertas à Verdade, que nos liberta de todas as trevas, e até dos atuais obscurantismos.


É legítima a cultura de cada povo e a maneira de expressá-la. Demagógico é tentarem amordaçar as convicções e expressões culturais do nosso povo, impondo, com mãozinhas de lã, o que podendo ser apreciado, como grotesco, o não pode ser como convicção da comunidade.

Hoje, muitas crianças já não se contentam com uns rebuçados e chocolates, na sua saquinha de “pedir pelas almas”. A maioria nem conhece a expressão e ficariam desapontados com umas maçarocas de milho ou castanhas, que há umas dezenas de anos, ajudavam a acrescentar a “amassadura da semana”. Graças a Deus que os tempos são outros. Mas não dispensam de uma maior a abertura aos valores, em que se formaram as nossas comunidades e o espírito de entreajuda, que nas aldeias e freguesias se vivia então. É que nem ao céu chegamos sozinhos!

A Festa de todos os Santos é a festa de todos nós, mesmo para os que nos caminhos da vida, tiveram “as passas do Algarve” e comeram as bolotas do “filho pródigo”, no regresso à Casa do Pai, que é a Casa de todos nós. Pão por Deus para todos!

NOTA FINAL - Um dia antes do Pão por Deus, ou seja, na noite de 31 de Outubro, temos o HALLOWEEM, desejado por muitos jovens – e não só estes -. Recordo que, em 2000, passei a “NOITE DAS BRUXAS” em New York, visto que nesse dia cheguei aos Estados Unidos para fazer a cobertura da célebre Maratona de NY, acompanhando a delegação portuguesa que foi participar em tão importante competição pedestre. Logo que cheguei ao Aeroporto Kennedy, meu pensamento virou-se para o HALLOWEEM. Quando deixei o posto de controle e me dirigi à porta de saída, estava lá um amigo para me acompanhar até ao hotel. Contudo, ficou surpreendido (ou talvez não, ele que bem me conhece) quando lhe disse que as malas ficariam no carro e que íamos para o centro de NY para eu presenciar o HALLOWEEM. Assim foi. Adorei o desfile, sobretudo um quadro em que o Presidente Bill Clynton aparece nu e a secretária, também nua, de joelhos. Parafraseando os brasileiros, “foi o maior barato”. É que foi mesmo...
🔎 Quer explorar mais este tema?
Escreva uma palavra relacionada com o assunto e descubra outros artigos.
Enviar um comentário

Comentários