Em cada dia que passa, o Brasil nos surpreende com casos chocantes e que, pelo próprio fato, levam muitas das vezes a população ao desespero e, também, o que pensam os países do exterior sobre o que possa acontecer, por exemplo, nos dois maiores eventos desportivos que por aqui acontecerão,
concretamente a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016), eventos esses que podem trazer a este Brasil milhares de turistas. Mas, claro, que as coisas terão que mudar com um maior combate à violência e ao consequente crime que grassa de forma assustadora.
Ora, o Brasil, futebolisticamente falando, voltou a desiludir ao não conseguir o almejado desiderato, que era, como se sabe, a conquista do hexa, o que já havia se verificado na Copa da Alemanha. Muita gente chorou de tristeza, mas o que mais me impressionou foi a forma em como o goleiro Júlio César sentiu o peso da derrota. Ainda hoje chora, ainda sente na pele o peso da responsabilidade em relação a uma falha que teve. Mas, meu caro Júlio César, não vale a pena chorar mais. Cumpriste a preceito e muitas vezes já salvaste o Brasil de derrotas. Mais: continuas a ser, no meu conceito (e de muitos mais), o melhor goleiro do mundo. E o que mais me satisfaz ainda, é o fato de teres trabalhado na Inter de Milão com o maior técnico do mundo, o meu conterrâneo José Mário Mourinho, agora o novo treinador do Real Madrid de Kaká e de Cristiano Ronaldo. Vamos Júlio, debelar essa crise, que só revela o teu enorme caráter como homem e intrinsecamente como futebolista de eleição. Mesmo aquele “frango” na recente Copa da América em nada belisca o teu real valor.
Diametralmente oposto, com a sua falta de caráter, como ser humano desprezível, está neste momento o goleiro Bruno que protagonizou, com os seus não menos desprezíveis servidores, uma cena altamente chocante, daquelas que, à semelhança de outras do género que já passaram, colocou o país nas bocas do mundo. Simplesmente, arrepiante o que o goleiro do Flamengo fez, ao mandar esquartejar a sua ex-amante Eliza. E mais chocante a cena se transformou, aos saber-se que, enquanto o assassino a mando dele colocava os pedaços do corpo da Eliza aos cães, Bruno festejava com os outros colaboradores e alguns amigos (quiçá desconhecedores do que se tinha passado), numa peladinha no seu sítio, não faltando o churrasquinho e a cerveja. Que falta de humanidade, que sangue frio para chegar a um terrível assassinato. E quando isso transpirou para os mídia, quando se tomou total conhecimento desta (mais uma) tragédia, lembrei-me logo do Benfica de Portugal, clube que estava interessado no concurso do agora ex-goleiro do Flamengo. Do que o Benfica se livrou.
Claro que vou ainda acompanhar todo este caso, só esperando que a justiça do Brasil, que na verdade deixa muito a desejar, seja implacável com Bruno. Creio que, indo a júri popular, Bruno não se livrará de uma pesada pena. Mas resta saber, aqui, se vamos ter um júri idôneo, sem olhar à carreira de Bruno. Ele é um cidadão igual a qualquer outro e tem que pagar pelo que fez.
Que haja justiça!
NOTA FINAL – Estão surgindo algumas contradições nos depoimentos do amigo de Bruno, o que leva a inferir que o ex-goleiro do Flamengo continua em maus lençóis, isto é, que ninguém acredita na sua inocência, conforme vem apregoando o seu advogado de defesa.
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