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Por: Carlos Alberto Alves
Neste domingo, à noite, no programa de Fausto Silva, “Domingão do Faustão, vivemos um momento que servirá de paradigma para os milhares de usuários de drogas, isto em função do comovente depoimento do ex-futebolista, e agora comentador da TV-GLOBO, Valter Casagrande Júnior que foi internacional brasileiro e, na Europa, passou por Portugal (Futebol Clube do Porto) e Itália.
Mais comovente ainda para os milhares de espectadores e para a plateia presente no apreciado programa do Fausto Silva, foram os desabafos dos três filhos, sobretudo o “caçula” que, frontalmente, disse o que ia na pureza da sua alma, esperando que, no futuro, o pai reconquiste a sua amizade, objetivo que também passa pela mente do ex-futebolista que, com o rosto banhado de lágrimas, corroborou toda a versão do filho mais novo, quiçá um dos mais chocados quando um pai entrou no mundo das drogas.
Mais comovente ainda para os milhares de espectadores e para a plateia presente no apreciado programa do Fausto Silva, foram os desabafos dos três filhos, sobretudo o “caçula” que, frontalmente, disse o que ia na pureza da sua alma, esperando que, no futuro, o pai reconquiste a sua amizade, objetivo que também passa pela mente do ex-futebolista que, com o rosto banhado de lágrimas, corroborou toda a versão do filho mais novo, quiçá um dos mais chocados quando um pai entrou no mundo das drogas.
Impressionante também os testemunhos de alguns colegas comentadores da TV-GLOBO, um deles Galvão Bueno que, no seu descrever, não conseguiu evitar as lágrimas.
Foi muito feliz a produção do programa “Domingão do Faustão” em convidar Valter Casagrande Júnior para passar este seu exemplo para milhões de telespectadores, sabendo-se que a GLOBO continua a liderar as audiências. Entre muitos, eu fui um dos que não logrei conter as lágrimas. Aliás, este depoimento de Valter Casagrande Júnior deve ter mexido, inclusive, com as pessoas menos sensíveis.
Valeu, Valter, acreditamos que tudo farás para afastar este grande inimigo, como tu próprio rotulaste e cremos que a reconquista da amizade do teu filho mais novo será uma consoladora realidade. Este será, em meu entender, o melhor golo da tua vida.
Acresce que Valter Casagrande Júnior recebeu da empresa GLOBO, que muitos falam mal indevidamente, um total apoio nos momentos mais críticos. E a sua volta ao elenco de comentadores desportivos é prova disso.
Vejamos agora excertos de outra narração de Valter Casagrande Júnior ao programa Altas Horas, da TV GLOBO:
“Após um ano internado em uma clínica de reabilitação, Walter Casagrande Júnior rompeu o silêncio. Em entrevista ao programa Altas Horas, da TV Globo, ele se definiu como um “doente”, admitiu que usava drogas desde os tempos de jogador e revelou que teve uma overdose em frente ao filho de 13 anos.
“Casão” começou a se envolver com entorpecentes nos tempos de atleta, mas o problema se agravou com a aposentadoria dos gramados. ”Eu tinha curiosidade por droga desde garoto e, quando comecei, não foi com maconha. Já comecei com coisa mais pesada. Na minha época, não tinha exame antidoping para cocaína, só para anfetamina. Então eu fumava muita maconha, cheirava muita cocaína e jogava normalmente. Mas não usava para jogar. Usava por prazer na sexta-feira, no sábado, e jogava no domingo”, contou.
A ida para a Itália, onde jogou por oito anos, o afastou temporariamente das drogas, mas o fim da carreira fez com que o problema voltasse com força máxima. “Logo que cheguei na Itália, voltei a ter contato com a heroína. Usei, mas fiquei com medo e parei. Aí voltei para o Flamengo, depois fui para o Corinthians e continuei sem usar. Quando parei, comecei a jogar ténis e correr, mas havia um vazio em mim. Sentia necessidade daquela adrenalina, daquela euforia que era disputar um Corinthians e Palmeiras com 100 mil pessoas no estádio. Fiquei maluco”, disparou o ex-jogador.
“Eu nunca vivi o meio do futebol. Vivia o meio da música, do rock, do cinema, tinha envolvimento político. Gostava de viver no limite. Sou da geração em que os ídolos morreram de overdose. Quando parei de jogar aí caí de cabeça nas drogas”, completou.
Casagrande definiu como “o pior momento deste processo” a overdose que teve em frente ao filho de 13 anos. “Tenho um poder de autodestruição muito grande. Tive quatro overdoses, uma delas na frente do meu filho de 13 anos. Estávamos em casa e combinamos de sair para jantar. Ele foi tomar um banho e eu aproveitei para ir ao banheiro injetar heroína. Só que a quantidade foi grande demais, e eu tive uma convulsão. Meu filho batia na porta e eu estava me debatendo lá dentro. Fiquei um ano na clinica e ficaria o tempo que fosse preciso para não passar por isso de novo”, disparou.
Victor Casagrande, seu filho mais velho, de 22 anos, decidiu internar o pai no ano passado, depois de o ex-jogador sofrer um acidente automobilístico e ficar em estado de coma por um dia. “Quando cheguei ao hospital eu, que tenho 1,91m de altura estava com 71 kg e várias marcas de drogas injetáveis no braço”, revelou.
O ex-jogador só teve consciência da amplitude do problema após longo período internado. ''Perdi o controle da minha vida, o contato com a família e os amigos. “Só percebi depois de oito meses convivendo apenas com os internos da clínica e vou ter de controlar a dependência para o resto da vida”, disse. “Comecei a ter dificuldade para trabalhar, mas achava que estava tudo bem. Achei que a droga não me incomodava, que não era um doente”.
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Comentários
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Olá Carlos Alberto!
ResponderEliminarFoi realmente um depoimente forte e emocionante.
Sabía mais ou menos sobre o problema enfrentado por Casagrande, mas não com tantos detalhes.
Que tristeza!
A coragem que ele teve de chegar ali e se abrir, com certeza foi para servir de exemplo para que outros não sigam essa trilha perigosa.
Parabéns amigo!
Um abraço,
Carmen Augusta
Um ser humano corajoso, maravilhoso, que com certeza, Deus cuida muito bem dele. O que ele fez,falar sobre sua vida, ajudou muitas outras pessoas, em todos os sentidos referentes à esperança, fé e coragem.
ResponderEliminarWalter Casagrande Junior trouxe uma missão nobre para a terra, que é a de encorajar pessoas e ajuda-las com sua história, que para mim é de sucesso. Ele é um vencedor. Parabéns à voces daqui, por reconhecerem um ser humano único.