ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

24 de maio de 2011

ECO – Cadê você?




 
Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
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Conheci, ao longo dos tempos, muitos brasileiros que foram para Portugal jogar futebol, sem dúvida na busca de melhores condições de vida. Quem teve juízo e soube administrar, hoje está sorrindo, como foi, por exemplo, o caso do “zagueiro” Carlos Mozer que, do Flamengo, foi para o Sport Lisboa e Benfica.


Raçudo, Carlos Mozer foi um dos jogadores marcantes nessas já longas histórias de brasileiros que rumaram até Portugal. Hoje, Carlos Mozer tem vários restaurantes em Lisboa (um investimento com cabeça, tronco e membros), os quais são sempre procurados pelos prosélitos do Benfica e, inclusive, de outros clubes da capital. Recordo que Carlos Mozer também passou por uma experiência de comentador desportivo, ao serviço da Televisão Independente (TVI) e, aqui, também se evidenciou. Este ano, foi como treinador para a Naval da Figueira da Foz mas não logrou o almejado milagre, isto é, salvar os figueirenses da descida de divisão.

Outro brasileiro, que muito embora tenha jogado em clubes de divisões secundárias, e que sempre contou com a minha amizade, foi Ericsson Araújo, das escolas do Olaria, e que militou no Lusitânia dos Açores, Peniche, entre outros. Ericsson residia na Tijuca. Em certa ocasião, “mamãe” Alda foi a Portugal visitar o filho e este, para comemorar a presença da mãe, reuniu um grupo de amigos em casa do falecido Tenente-Coronel Francisco das Neves Almeida (a primeira esposa, D. Fátima, ainda era viva, depois faleceu com doença de câncer) para saborearem uma feijoada preparada pela própria D. Alda, uma simpatia de senhora, aliás, à semelhança da maioria do povo brasileiro. Claro que Ericsson Araújo não se esqueceu do seu amigo jornalista e acabei mesmo por ir porque, nessa mesma noite, nada tinha para fazer no jornal. Uma noite bem passada e onde não faltou um pezinho de samba, protagonizando mãe e filho. Óbvio que samba é mesmo com os brasileiros. 

Hoje, que me encontro no Brasil, gostaria imenso de encontrar D. Alda e o filho Ericsson. Não direi missão impossível, mas extremamente difícil. Nem sei tão pouco se ainda residem na Tijuca. Há uma coisa que eu tenho a certeza: eles não sonham que eu estou no Brasil, se bem que sempre dizia ao Eco (por ser muito bailarino em campo, apelidaram-lhe de “Dona Xepa”) que um dos meus grandes desejos era visitar o país dele. Aqui estou “rente nem sargento”. E para ficar... 

Foi mesmo do sonho à realidade.
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