ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

1/27/2011

Pois é... O tal Romance










Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
Portal Splish Splash

O Romance morreu de velho e o Amor foi ao seu enterro! Num dia em que a Paixão se vestiu de negro e a Atração deixou ficar a Libido em casa! No dia em que o Romance morreu de velho, não houve quem não comentasse se não teria sido puro atentado e os mais extremistas vieram logo dizer, que teria sido assassínio de um amante mais revoltado! Mas não, confirma-se aqui e desde já a verdade: o Romance morreu de velho! Num dia, em que ninguém lhe escreveu cartas de amor, porque estão em desuso! Num dia em que os bilhetinhos de amor foram subtraídos pelas notas de recados das tarefas das rotinas domésticas e pelos post-its, indicando reuniões de trabalho! No dia em que o Romance se cansou, sentou-se numa cadeira, aguardando carícias de alguém, mas só lhe deram uma palmada apressada nas costas, pedindo-lhe que se despachasse para não se atrasar! O Romance morreu de velho, vestindo roupas mal passadas a ferro, uns jeans desbotados e o cabelo amassado de lado! Estava cansado, desmoralizado pela falta de palavras de ânimo e incentivo! E quando sentiu subirem-lhe suores frios pela testa, o Romance recordou momentos de flores trocadas, rosas brancas, de paz e tranquilidade e vermelhas, de amor louco, destemido e voraz! Ninguém lhe abria mais a porta, ninguém lhe dizia a sorrir, que ele o fazia rir! O Romance esperou sentado que alguém o levasse a jantar fora, mas só o convidavam para refeições apressadas, de fast food, mal servida e mal digerida, em mesas mal arranjadas, sem velas, nem pétalas como se recordou em tempos de tanto ter apreciado! O Romance morreu de velho e deixou amantes vazios, sem grandes atos e demonstrações de amor, sem surpresas e prendinhas de agradecimento, encarando a TV, a sentir, sem saberem bem o quê, inundados de apatia, de uma antes enorme euforia! O Romance morreu, a olhar por uma janela, com vista para o mar, mas deixou cair os olhos, já não tinha vontade de navegar! Em tempos, quando era jovem, o Romance partiu à aventura, sem pensar no ontem, nem se lembrar do amanhã! Agora, que o Romance morreu de velho, cansado à espera de algo, que de novo o fizesse arribar, deixa-nos uma grande lembrança, para que não se perca a esperança: Lembrem-se de mim!


NOTA FINAL – Lembrem-se de mim! Sabem onde estou... Sabem que ainda estou bem vivo. Sabem que o meu trajecto jornalístico é um aquilatável Romance. Nem necessito de fazer propaganda. As palavras dizem tudo... Sabem, sim, que ainda vou continuar por mais alguns anos. Não tenham dúvidas. Arrumar as chuteiras? Ainda não... Ainda estou com muita pujança, embora reconheça que, pelo avanço da idade, não sou jogador para entrar na alta bolsa das transferências. Porém, não se iludem, visto que ainda marco os meus golos. Todo o dia marca um... De todas as formas e feitios... Não vou, porém, referenciar a minha grande especialidade. Se o fizesse, teria à minha porta um camião cheio de cartas para uma possível contratação. E viriam deste Brasil lés-a-lés. Do exterior, dispenso...1 Já me habituei ao uso da moeda (real), da comidinha acompanhada por arroz e feijão e a outras coisas deliciosas que existem neste país. E que deliciosas... Não estou pensando naquilo que vocês ao lerem esta matéria cogitam. Não sejam maldosos (rssss)...

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1 Splish Splash e A União são casos especiais e, como tal, não fazem parte do enquadramento... “do exterior dispenso”.

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NOTA SPLISH SPLASH

O autor, português residente no Brasil há mais de 6 anos, considera, e bem, o Splish Splash e A União como “do exterior”, porquanto ambos os sites têm origem portuguesa; o primeiro da cidade do Porto e o segundo da Região Autónoma dos Açores. Porém, no caso em apreço o autor não os mete no mesmo saco e, diga-se, também muito bem, porquanto, quer um quer outro site advogam o apanágio da pluralidade intercontinental e, como tal, a palavra “origem” há muito que serve apenas para os situar. E, por motivos óbvios, no que ao Brasil se refere é como se estivessem fora cá dentro.

4 comentários:

  1. Não sabia que o nosso querido administrador gostava do "marisco do Eusébio". Foi mais uma forma de adicionar ao Romance. E como há muitos Romances na vida, "comer esse marisco" serve para relaxar. Mas com uma fresquinha ao lado.
    Portem-se bem!
    Carlos Alberto Alves

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  2. Amigo Carlos Alberto:

    É uma verdade que há uns tempos a esta parte o romance está a passar por uma fase crítica, ou, se quisermos, em desuso, quiçá por ideias pré-concebidas.

    Mas como todas as fases lá virá o tempo de ser ultrapassada.

    Alias, esta fase por que passa o romance quem sabe dará um romance sobre o que ele tem de positivo e negativo nos seus enredos. Aliás, quanto a mim o romance nem se pode queixar da fase negativa por que passa actualmente, pois vistas bem as coisas que seria dele se nas suas histórias não entrasse o positivo e o negativo, tanto mais que o seu próprio nome (Romance), tem esses dois pólos. Senão vejamos: Romance vem de Roma e Roma é Amor se a lermos de trás para a frente, o que significa que é um amor ao contrário, que o mesmo é dizer um desamor.

    O que é que estou para aqui a dizer?! Eheheheheh

    Grande abraço e parabéns pelo excelente artigo!

    Ah! Quanto aos tremoços constantes da foto, não sou só eu a gostar de tão precioso marisco, pois o meu amigo Allen também gosta pra carago, de preferência acompanhados por uma cervejas bem fresquinhas. Maravilha!

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  3. Olá, Armindo!

    Olá, Carlos Albrto!

    Mas que legal! O tal sonhado romance que sempre ouvia o Armindo falar, chegou um dia em que ootro ser falou muito bem explícito sobre o Woody Allen e A Mulher dos Tremoços.

    Grandes e inesquecíveis escritos que acompanha o portuga Mindo dentro de sua bolça, nos seus trecos e até junto com seu material de mágicas, Ehehehehehe.

    Então agora pra mim foi excelente, ver esse texto magnífico do Carlos Alberto e na ilustração o grande fá e amigo de Woody Allen, estampado no início da matéria.

    Adorei pelos dois: pelo Armindo que tanto fala na Mulher dos Tremoços e pelo Carlos Alberto que sem saber dos gostos do Mindo, elaborou esse texto que deixou, com certeza o Armindo feliz da vida!

    Beijos e abraços para os dois meninos queridos!

    Mazé Silva

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  4. Minha querida amiga e companheira do Portal:

    Na verdade, eu desconhecia essa dos tremoços. Mas, paulatinamente, e pelo facto de ter sonhado em ser psicólogo, já vou entrando um pouco no âmago do Armindo, mesmo à distância. É que, nesse sentido, já "armadilhei" um sistema que, lá na cidade do carago (Porto), vai captando informações. A ligação é feita para o meu computador via satélite. À entrada do meu prédio, bem oculta, está uma antena que regista as ditas informações. E penso que essa "armadilha" já localizou o percurso do nosso querido administrador, quando sai de casa e no retorno à "maison".
    Um amigo meu, que foi psicólogo da selecção nacional de Portugal, um dia disse-me que era difícil entrar na minha mente. Ainda bem. E mais: que eu tinha facilidade em entrar na mente dos outros. Só que ainda não tinha experimentado com tremoços.
    Um abraço
    Carlos Alberto Alves

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