Publicada por
Mazé Silva
A ORIGEM DOS CAPRINOS DE ANGOLA Angola é um país africano, que faz parte da CPLP ( Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ).
Ontem eu recebi um anexo de uma amiga brasileira que reside na cidade de Setúbal em Portugal e quando abri, era uma receita culinária da Angola, intitulada “Caldeirada de Cabrito à angolana”.
Achei bastante interessante e como gosto do sabor da carne do cabrito, seja assado ou cozido ao molho, resolvi postar aqui no Blog, para compartilhar com vocês, essa gostosura.
Primeiramente, falarei da origem dos caprinos em Angola, em seguida postarei a receita que enviaram-me.
Genética Animal - caprinos - Raça Boer. Origem - Também conhecido por Africânder ou Africâner ("Branco da África do Sul") e Bode Comum da África do Sul. A Boer é uma raça indígena melhorada por muitos anos com alguma infusão de sangue dos caprinos Angorá, europeus e indianos.
Diversas pesquisas apontam que a população indígena original era provavelmente de Namaqua Hottentots e das migrações para o sul das tribos Bantu.
O nome é derivado da palavra holandesa "boer" que quer dizer fazendeiro e foi usada, provavelmente, para distinguir as cabras nativas da Angorá, que foram importadas para África do Sul durante o século 19.
Os caprinos Boer atuais surgiram no início do século 20, quando rancheiros da Província de Easter Cape iniciaram a seleção para corte.
Características - Apresenta a pelagem branca em todo o corpo, exceto nas orelhas e na cabeça, que são de coloração vermelha, variando do claro ao escuro, com faixa branca na face. A pelagem da cauda pode ser vermelha, no entanto a coloração não deve ultrapassar além de 2,5 cm de sua base.
É ainda permissível pelagem cuja coloração na cabeça e orelhas seja preta ou marrom, e com manchas de menos de 5 cm de diâmetro nas pernas, abaixo da linha do ventre.
Os machos pesam em torno de 110 kg a 135 kg e as fêmeas entre 90 kg e 100 kg. Os registros de desempenho indicam que alguns animais, em confinamento, chegam a ganhos diários médios de cerca de 200g/dia. Entretanto, o desempenho médio é da ordem de 150 g a 170g/dia.
Aptidão - corte.
RAÇAS CAPRINAS1 - Saanen
Origem - Também conhecida como Gessenay, é originada da Suíça, do Vale de Saanen, nos cantões de Berna e Appenzell. Raça muito explorada na Europa e Estados Unidos e em outros países por sua alta produção leiteira e persistência da lactação.
Características - É um animal de porte grande, profundo, de estrutura óssea forte e de orelhas eretas e curtas. Os pêlos são curtos, as vezes medianos, na linha dorso lombar e coxas. A pelagem é uniformemente branca sendo também, aceita a pelagem baia, bem como pigmentação de cor preta sobre a marrafa, orelhas, úbere, vulva, escroto, prepúcio e cascos.
Apresenta peso médio variando entre 75 kg e 90 kg nos machos e entre 50 kg e 65 kg nas fêmeas. A altura da cernelha varia de 0,90 m a 1,10 m nos machos e de 0,70 m a 0,85 m nas fêmeas, com um perímetro torácico variando de 1,20 m a 1,25 m nos machos e de 0,80 m a 1,10 m nas fêmeas. No Brasil, a média diária de leite tem variado de 2,5 kg a 4,9 kg para uma lactação com duração de 260 dias a 305 dias.
Aptidão – Leiteira.
2 - Pardo Alpina
Origem - O nome sugere a origem, os Alpes europeus. A denominação correta para esta raça deveria ser "Alpina Parda" mas a população já consagrou a expressão "Pardo Alpina". A raça apresenta cabeça triangular, perfil semicôncavo ou retilíneo, orelhas eretas e curtas e porte médio.
Características - As diferenças entre a "Pardo Alpina" e a "Parda Alemã", no tocante à funcionalidade, não são bem conhecidas. Estabeleceu-se que a Pardo Alpina apresenta a face, o ventre, a parte dianteira dos membros ou sua totalidade, particularmente, na parte inferior e a linha dorsal escuros e o "colar" nos machos também, escuro. Já a "Parda Alemã" teria a face clara, com faixas evidentes dos olhos até a mandíbula, ou menores, sempre claras, o ventre claro e as extremidades dos membros claros.
O peso e o perímetro torácico variam, respectivamente, de 70 kg a 90 kg e de 1,10 m a 1,20 m nos machos, de 50 Kg a 60 kg e de 0,70 m a 1,00 m nas fêmeas. A altura da cernelha é de 0,90 m a 1,00 m nos machos e de 0,70 m a 0,80 m nas fêmeas. No Brasil, a média diária de leite tem variado de 2,0 Kg a 4,0 kg para uma lactação com duração de 240 dias a 280 dias.
Aptidão – Leiteira.
3. Toggemburg
Origem - originada da Suíça, do vale do Toggemburg, mediante cruzamento inicial da cabra fulva de Saint-Gall com a branca de Saanen. É uma das mais predominantes na Suíça mas, também, é bem difundida na Inglaterra, Estados Unidos e outros países, graças à sua aptidão produtiva.
Características - Apresenta pêlos longos, sendo as vezes medianos e orelhas eretas e curtas. A pelagem é de cor castanha, podendo variar de clara a cinza, marcadamente com duas faixas brancas na cabeça, que se originam próximo da inserção dos chifres indo até a boca.
A pelagem, em geral, é marcada por manchas brancas no interior e nas bordas nas orelhas; no focinho; na face interna dos membros e nas extremidades, isto é, dos joelhos e garrões para baixo; ainda um triângulo branco de cada lado da cauda.
O peso para o macho adulto varia de 60 kg a 90 kg e para a fêmea adulta de 45 kg a 65 kg. A altura na cernelha, em animais adultos, varia de 0,75 m a 0,85 m nos machos e de 0,70 m a 0,80 m nas fêmeas. No Brasil, a média diária de leite tem variado de 2,0 kg a 4,0 kg para uma lactação com duração de 255 dias a 290 dias.
Aptidão – Leiteira.
RECEITA - " CALDEIRADA DE CABRITO À ANGOLANA "
INGREDIENTES:01 - Um cabrito de 4 meses;
02 - Duas cebolas grandes;
03 - Dois dl de azeite;
04 - Quinhentas g de tomates maduros;
05 - Três gindungos (piri-piri, pimenta malagueta)
06 - Um kg de batatas;
07- Um bom ramo de salsa;
08 - sal q.b.;
09 - pimenta q.b.;
10 - Cinco dl de vinho branco;
11 - Quatro cravinhos-da-india (fac.);
12 - Uma folha de louro;
13 - Um pimento verde;
14 - Um dl de aguardente velha.
MODO DE PREPARAR:
01 - Depois do cabrito arranjado e lavado, corta-se aos bocados e reserve.
02 - Descascam-se as batatas, lavam-se e cortam-se às rodelas de 1 cm de espessura.
03 - Limpam-se os tomates de peles e sementes e cortam-se aos bocados.
04 - Arranjam-se os pimentos e cortam-se às tiras.
05 - Num tacho, deita-se no fundo o azeite, metade da cebola cortada em rodelas
finas, metade do tomate aos bocados, metade do pimento cortado em tiras, o cravinho e depois metade do cabrito, metade da salsa, a folha de louro e o gindungo.
06 - Repita as camadas, sendo a última de batatas.
07 - Rega-se tudo com o vinho branco misturado com a aguardente que deverá cobrir.
08 - Tapa-se o tacho e leva-se a lume brando para cozer bem.
09 - De vez em quando agita-se o tacho para não pegar.Serve-se bem quente depois de rectificar os temperos.
NOTA: O cabrito para fazer a caldeirada tem de ser de tenra idade, caso contrário não resulta.
TEMPO: Uma hora e vinte e cinco minutos.
PESSOAS: Oito
ORIGEM: Angola
FONTE:
http://www.culinarias.net/receita/imprimir/?1424
http://www.solostocks.com.br/genetica-animal-caprinos-raca-boer-oferta-56565 http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&q=Fotos+de+caprinos+da+angola&um=1&ie=UTF-8&ei=b6aPScfyI9-BtweBjNmYCw&sa=X&oi=image_result_group&resnum=1&ct=title
Obs:
Essa é a segunda postagem sobre a Angola que faço aqui no Blog. Primeiramente eu postei sobre o poeta angolano Albano Neves de Sousa, mostrando poesias, pinturas e outros acervos culturais, através de vídeos e outras pesquisas sobre sua obra.
Da proxima vez, estarei postando aqui, sobre o país angolano de uma forma mais abrangente, mostrando suas características físicas, políticas, econômicas e sociais desse país de lingua lusófona.
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Comentários
Comentários
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Olá, Mazé!
ResponderEliminarÉ sempre bom vermos aqui artigos referentes aos países lusófonos e este que publicaste é muito bom e melhor será ainda se pusermos em prática as iguarias da cozinha angolana. Eheheheh
Parabéns pela ideia!
Beijos e abraços
Olá meu querido amigo Armimdo!
ResponderEliminarComo fazemos parte desses países e escrevemos para o blog, podemos sempre contibuir com esse tipo e matéria e trazendo mais vezes como falastes, sobre as iguarias angolanas e também d outos países lusófonos.
a próxima vez enriqueceremos mais mostrando pra quem não conhece e Angola em divessos aspéctos de sua cultura, política, economia, históricos e geográficos.
Obrigada meu patrãozinho, por gostar da minha iniciartiva.
Beijos da amiga que adora você!
Mazé Silva
Oi Mazé!
ResponderEliminarRealmente tiveste uma ótima ideia.
Realmente uma reportagem e tanto!
Quanto a receita para quem gosta deve ser bom.
Eu não gosto de cabrito...
Mas tenho de fazer de vez enquando (bem de vez enquando...) por causa do marido...
O bicho dá trabalho até para limpar.
Parabén amiga.
Beijos,
Carmen Augusta
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarOlá Carmen!
ResponderEliminarO cabrito é bom, mas dá trabaLho mesmo! Principalmente se formos trabalhar na culinária das tripas, quer dizer das vísceras, pra fazer a tal buchada. Da um trabalho do carago.
Mas eu faço uma de dar água na boca. Faz tempo eu enviei pro Armindo a receita da buchada, mas ele não quis postar até hoje, não sei porque!
Obrigada pelo comentário, minha amiga!
Beijos pra você!
Mazé Silva