Telma Brites leva à Bienal do Livro de São Paulo os romances Entre Espelhos e Memórias e Gaia – A Última Descendente.
Telma Brites com os livros Entre Espelhos e Memórias e Gaia – A Última Descendente

Escritora baiana apresenta obras que abordam identidade, recomeços e etarismo


Entre espelhos e memórias, uma história sobre identidade e recomeços


A escritora baiana Telma Brites (@autoratelmabrites) participa da Bienal do Livro de São Paulo, onde apresenta o seu novo romance, “Entre Espelhos e Memórias”, em duas sessões oficiais de autógrafos, nos dias 5 de setembro, às 10h, e 10 de setembro, às 15h.

Aos 63 anos e a viver na Alemanha há três décadas, a autora leva ao público uma obra que aborda temas como identidade, memória, pertencimento, envelhecimento, recomeços e etarismo.

“Entre Espelhos e Memórias”: identidade, memória e recomeços


Publicado pela Editora Coerência, “Entre Espelhos e Memórias” acompanha Telúria, uma mulher de meia-idade que desperta num hospital de Berlim, na Alemanha, após sofrer um grave acidente. Sem documentos e sem qualquer lembrança de quem é, inicia uma jornada para reconstruir a própria história.

Nesse percurso, um antigo espelho passa a revelar cenas misteriosas envolvendo Grace, fazendo com que realidade, memória, sonho e consciência se entrelacem.

Mais do que um romance sobre perda de memória, a obra propõe uma reflexão sobre aquilo que permanece quando desaparecem as referências que utilizamos para definir a nossa identidade. Entre as questões levantadas está também o envelhecimento e a pressão social para que, especialmente as mulheres, permaneçam associadas à juventude.

“A sociedade valoriza excessivamente a juventude, especialmente quando se trata das mulheres. Muitas vezes, o primeiro olhar recai sobre a aparência, enquanto a experiência, a maturidade, os sonhos e a vontade de viver ficam em segundo plano”, afirma Telma.

Para a escritora, Telúria não representa todas as mulheres, mas pode despertar identificação em muitas leitoras que enfrentam mudanças, perdas, recomeços e a necessidade de se reinventar.

“O espelho revela a passagem do tempo, mas não é capaz de refletir a idade da alma. Envelhecer não significa deixar de viver. Pode ser justamente o momento em que nos aproximamos de quem realmente somos”, destaca.

Etarismo surge de forma subtil na narrativa 


O etarismo surge integrado na trajetória da protagonista, sem transformar o romance num discurso de tese. O tema percorre a narrativa de forma subtil, enquanto a autora privilegia a busca pela identidade e a descoberta de si mesma.

Telma Brites explica que um dos maiores desafios foi preservar a ambiguidade da história e permitir que cada leitor construa a sua própria interpretação dos acontecimentos.

“O maior desafio foi preservar a ambiguidade. Eu não queria impor uma resposta ao leitor. Era importante que cada pessoa pudesse interpretar os acontecimentos à sua maneira, sem que a narrativa perdesse credibilidade emocional”, explica.

Uma nova fase na literatura de Telma Brites 


Com 304 páginas, “Entre Espelhos e Memórias” representa também uma nova etapa na trajetória literária da autora.

Ao contrário da fantasia, aventura e mitologia presentes na Trilogia Gaia, o novo romance mergulha num universo mais intimista, centrado nos conflitos, transformações interiores e processos de descoberta dos personagens.

Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com especialização em Antropologia Médica, Telma Brites nasceu em Cafarnaum, na Bahia, foi criada entre o interior baiano e Salvador e vive na Alemanha desde 2001.

A experiência entre diferentes culturas também atravessa a sua produção literária, marcada por questões relacionadas com identidade e pertencimento.

“Gaia – A Última Descendente” celebra dez anos da saga


Na Bienal do Livro de São Paulo, Telma Brites assinala também os 10 anos de “Gaia – A Roda da Vida” com o lançamento de “Gaia – A Última Descendente”, uma edição especial em capa dura que reúne, num único volume, os três livros da saga: “Gaia – A Roda da Vida”, “GaiaO Templo Esquecido” e “Gaia – A Cidade da Luz”.

A edição comemorativa conta, ao todo, com 536 páginas.

Publicada no Brasil, na Alemanha e em Angola, a Trilogia Gaia combina fantasia, aventura e mitologia grega numa história protagonizada por uma jovem ligada a uma antiga profecia envolvendo os descendentes de Poseidon.

Para a autora, reunir os três volumes uma década depois representa o regresso da história à sua conceção original.

Encontro com leitores e brindes 


Durante a Bienal, os leitores poderão encontrar “Entre Espelhos e Memórias” e “Gaia – A Última Descendente”, além de conversar diretamente com a autora.

Para além das sessões oficiais de autógrafos, Telma Brites estará no evento noutros momentos para receber o público.

A escritora preparou ainda alguns brindes inspirados nos seus livros, entre eles agendinhas de capa dura com as capas das obras, lápis de cor dourada, canetas e marcadores de página.

Os leitores poderão também receber pequenos saquinhos de balas de goma Haribo, típicos da Alemanha.

“Mais do que uma sessão de autógrafos, espero proporcionar momentos de conversa e troca com os leitores, porque acredito que esse encontro também faz parte da experiência da literatura”, afirma.

SERVIÇO:
Bienal do Livro de São Paulo
Data: 4 a 13 de setembro de 2026
Sessões oficiais de autógrafos com Telma Brites:
5 de setembro, sábado, às 10h
10 de setembro, quinta-feira, às 15h

Lançamentos:
“Entre Espelhos e Memórias” — 304 páginas
“Gaia – A Última Descendente” — edição comemorativa em capa dura, reunindo os três volumes da Trilogia Gaia, com 536 páginas
Editora: Coerência
 
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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O Portal Splish Splash acompanha a participação de Telma Brites na Bienal do Livro de São Paulo, destacando uma trajetória literária marcada pela diversidade temática, pela experiência entre diferentes culturas e pela valorização do encontro entre escritores e leitores.
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