Cordel ganha vida em oficinas de leitura, escrita e xilogravura

Projeto Meu Cordel promove oficinas de leitura, escrita criativa e xilogravura para crianças e adolescentes em Betim, valorizando a cultura popular.
Crianças e adolescentes participam de oficinas de leitura, escrita criativa e xilogravura sobre literatura de cordel

Oficinas de cordel unem leitura, criatividade e valorização da cultura popular


A literatura de cordel transforma leitura em experiência criativa


A literatura de cordel será o ponto de partida para uma experiência que reúne leitura, escrita criativa, xilogravura e valorização da cultura popular brasileira na Biblioteca Professor Arlindo Corrêa da Silva, do Instituto Ramacrisna, em Betim. Nesta sexta-feira (14), a instituição recebe o cordelista Juvenal Bernardes, que irá conversar com alunos sobre a história e as características do cordel, apresentando conceitos como metrificação e esquema de rimas.

Em uma roda de conversa descontraída, os participantes terão a oportunidade de conhecer mais sobre a construção dos versos e compreender, na prática, como os elementos que caracterizam a literatura de cordel são utilizados na criação dos textos.

Escrita criativa estimula novas produções literárias 


A atividade dá início a uma programação que seguirá ao longo do mês. Nos dias 18 e 20 de agosto, a contadora de histórias Nana conduzirá uma oficina de escrita criativa, incentivando os alunos a desenvolver suas próprias ideias e produções literárias.

Já nos dias 25 e 27, os participantes irão colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante o projeto em uma oficina de xilogravura, técnica tradicionalmente associada à ilustração dos folhetos de cordel.

Cordel como ferramenta de aprendizagem e cultura 


Para a bibliotecária Diná Alves, a proposta contribui para o desenvolvimento das crianças e adolescentes em diferentes áreas.

“Esse processo é de extrema importância tanto para o desenvolvimento do raciocínio e da leitura e escrita das crianças quanto para o resgate cultural por meio do cordel.”

Ao longo das atividades, os participantes terão contato com diferentes etapas da produção do cordel, desde a compreensão de sua estrutura e linguagem até a criação de textos e imagens.

A proposta busca aproximar as crianças da literatura de maneira lúdica e participativa, estimulando a criatividade e o interesse pela leitura e pela escrita. Ao mesmo tempo, as oficinas permitem que os participantes conheçam uma importante manifestação da cultura popular brasileira e experimentem diferentes formas de expressão artística.

Projeto Meu Cordel valoriza a cultura popular brasileira 


As atividades fazem parte do projeto Meu Cordel, realizado pelo Instituto Ramacrisna, em parceria com a Prefeitura de Betim e com patrocínio da CEMIG e Essencis.

A iniciativa utiliza a literatura de cordel e a xilogravura como ferramentas de formação e valorização cultural, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer, experimentar e produzir a partir dessas manifestações da cultura popular brasileira.

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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O projeto Meu Cordel mostra como a literatura de cordel continua atual e pode encontrar novos leitores quando é apresentada de forma criativa, participativa e próxima das crianças e dos adolescentes. Ao unir leitura, escrita e xilogravura, a iniciativa vai além do ensino de técnicas literárias e artísticas: contribui para preservar e transmitir uma das mais expressivas manifestações da cultura popular brasileira às novas gerações.
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