Festival cruza música, artes performativas e património entre 18 e 20 de setembro
O ÁGORA aproxima artistas, público e património através da cultura
O ÁGORA regressa ao Castelo de Leiria, entre 18 e 20 de setembro, para uma nova edição que cruza música, artes performativas, instalação e património. Depois do anúncio dos primeiros nomes, a organização revela agora a programação completa, ampliando as propostas e os diferentes modos de criar, escutar e habitar este lugar histórico.
Durante três dias, o Castelo de Leiria transforma-se num espaço de encontro entre artistas, público e património. Entre muralhas, cisternas, varandas e outros espaços do monumento, o ÁGORA propõe uma experiência cultural que convida a abrandar, observar e descobrir novas formas de relação com aquilo que nos rodeia.
Mais do que ocupar o Castelo, o ÁGORA procura ativar o património através da criação artística. Um lugar que durante séculos foi pensado para proteger e separar pode hoje tornar-se território de proximidade, partilha e imaginação. Música, palavra, corpo e matéria assumem-se como ferramentas para criar novas relações com este património.
Novos artistas e novas criações
A programação recebe agora Djali Binto Kanuté, nascida na Guiné-Bissau, que traz consigo uma herança musical profundamente ligada aos djidius, os cantores tradicionais da sua terra. Entre tradição e contemporaneidade, a sua voz estabelece uma ligação com a memória e a força da música da África Ocidental, levando ao Castelo de Leiria uma cultura musical marcada pela oralidade e pela transmissão entre gerações.
O ciclo Antiprincesas chega também ao ÁGORA com a história de Juana Azurduy, mulher-mãe-guerreira de origem indígena que participou nas lutas pela independência da Bolívia. O espetáculo recupera a figura de uma mulher valente, determinada e gentil, que enfrentou batalhas e desafiou as convenções do seu tempo.
A história de Juana Azurduy propõe igualmente uma reflexão sobre as figuras femininas que a História escolheu recordar e aquelas que permaneceram esquecidas.
Nas cisternas do Castelo será apresentada Until Nothing Falls, Gravity Waits, uma instalação de Carincur + João Pedro Fonseca. Partindo de uma pedra suspensa, a obra explora as relações entre matéria, gravidade e perceção.
Tradicionalmente associada à construção e ao limite, a pedra é retirada da sua função habitual e colocada num estado de suspensão. O resultado estabelece um diálogo entre peso e leveza, matéria e vazio, convidando o público a observar o espaço e os elementos que o constituem de uma nova perspetiva.
Estas novas propostas juntam-se aos artistas já anunciados: Asmâa Hamzaoui & Bnat Timbouktou, Israa Shalaby, Margaret Hermant, PAUS, Rita Silva & Mbye Ebrima, Manto Azul e el djinn الجن.
O conjunto atravessa diferentes geografias, linguagens e formas de criação, mantendo como pontos de encontro a música, a memória, o corpo, o território e a comunidade.
Um programa para estar, ouvir e partilhar
Para além da programação artística, o ÁGORA propõe momentos de encontro que convidam o público a participar de forma mais direta.
É o caso de Partir Pão, Partir Pedra, um piquenique comunitário que acontece nas Varandas do Castelo de Leiria e abre o primeiro dia do festival.
A proposta é simples: cada pessoa traz pão, petiscos, fruta, bebidas ou qualquer outro alimento para partilhar numa mesa comum. Um gesto quotidiano que ganha outra dimensão dentro das muralhas.
Partilhar comida é também partilhar tempo, histórias e espaço. É uma forma de criar comunidade e de transformar o património num lugar vivido, onde todos podem deixar uma marca.
Ao longo dos três dias, o ÁGORA 2026 propõe diferentes ritmos e formas de participação. Há espaço para a contemplação e para a celebração, para a escuta e para o movimento, para a experiência individual e para o encontro coletivo.
Se durante séculos as muralhas foram construídas para definir fronteiras, o ÁGORA propõe olhar para elas de outra maneira: como lugares onde é possível construir pontes.
Talvez seja essa uma das funções da cultura: criar condições para estarmos juntos, escutarmos outras vozes e imaginarmos futuros diferentes.
Bilhetes e acesso ao Castelo de Leiria
Tal como nas edições anteriores, o bilhete habitual do Castelo de Leiria garante o acesso às atividades do ÁGORA, estando a entrada condicionada à lotação dos diferentes espaços.
O acesso ao Castelo é gratuito para residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de comprovativo de morada e identificação.
O ÁGORA propõe uma forma particularmente interessante de aproximar a criação artística do património. Ao levar música, artes performativas e instalações para diferentes espaços do Castelo de Leiria, o festival convida o público a descobrir o monumento através de novas experiências e perspetivas. O Portal Splish Splash acompanha e divulga esta programação cultural por considerar importante dar visibilidade a iniciativas que promovem o encontro entre arte, património e comunidade.
🔎 Quer explorar mais este tema?
Escreva uma palavra relacionada com o assunto e descubra outros artigos.
Festival cruza música, artes performativas e património entre 18 e 20 de setembro
Novos artistas e novas criações
Um programa para estar, ouvir e partilhar
Bilhetes e acesso ao Castelo de Leiria
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
Comentários
Enviar um comentário
🌟COPIE UM EMOJI E COLE NO COMENTÁRIO: Clique aqui para ver os emojis