Mariana Paraizo estreia individual no Sesc Barra Mansa

Cartaz oficial e obra da exposição "Construir o Aberto", primeira mostra individual de Mariana Paraizo no Sesc Barra Mansa.
 Cartaz oficial da exposição "Construir o Aberto" e uma das obras de Mariana Paraizo em exibição no Sesc Barra Mansa.

Mostra reúne cerca de 30 obras e convida o público a repensar os limites entre o espaço privado e o urbano


Esculturas, gravuras, fotografias e desenhos transformam o cotidiano em reflexão


O Sesc Barra Mansa inaugura, no dia 3 de julho, a exposição "Construir o Aberto", primeira mostra individual da artista visual Mariana Paraizo. Selecionada pelo edital Sesc Pulsar, a exposição reúne aproximadamente 30 trabalhos entre esculturas, fotografias, gravuras e desenhos, propondo uma reflexão sobre as fronteiras entre a vida doméstica e o espaço público. A entrada é gratuita e a visitação segue até 4 de outubro de 2026.

Com curadoria de Ana Carla Soler e Julia Baker, a exposição amplia o acesso à arte contemporânea no interior do estado do Rio de Janeiro. Na abertura, a artista e as curadoras participam de visitas guiadas, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer de perto os conceitos que orientam a mostra.

Mestre e doutoranda em Linguagens Visuais pela UFRJ, Mariana Paraizo construiu uma trajetória marcada por exposições em importantes instituições brasileiras e por participações em projetos internacionais. Seu trabalho investiga os deslocamentos entre objetos, espaços e significados, aproximando elementos do cotidiano para provocar novos olhares sobre aquilo que normalmente passa despercebido.

Entre os destaques da mostra está a obra inédita "Domo Dromo", composta por delicadas cúpulas de vidro montadas sobre rodas, estabelecendo uma relação simbólica entre os ambientes internos e a circulação urbana. Também integram a exposição a série de gravuras "Amortecimentos", produzida a partir de marcas de solas de calçados encontrados nas ruas, e a instalação "Condomínio", formada por dezenas de caixas de ovos moldadas em argamassa e concreto, numa reflexão sobre abrigo, vulnerabilidade e permanência. Já o desenho "Projeto para muro" reforça a investigação da artista sobre os limites físicos e simbólicos da cidade.

Ao longo do percurso expositivo, objetos comuns mudam de contexto e assumem novos sentidos. Elementos urbanos surgem lado a lado com móveis e utensílios domésticos, revelando como os espaços público e privado se entrelaçam continuamente. Para Mariana Paraizo, esse trânsito entre universos distintos faz parte da experiência cotidiana e traduz o desejo constante de ultrapassar fronteiras estabelecidas.

Segundo a curadora Julia Baker, a produção da artista desafia percepções habituais ao aproximar símbolos da casa e da cidade, incentivando interpretações múltiplas sobre os espaços que compartilhamos. Ana Carla Soler acrescenta que o título "Construir o Aberto" sintetiza a proposta da exposição: estimular a imaginação e ampliar as possibilidades de compreender e ocupar o mundo à nossa volta.

Além da produção artística, Mariana Paraizo desenvolve atividades como pesquisadora, professora e editora de publicações. Desde 2014 realiza intervenções urbanas no Rio de Janeiro e, recentemente, criou o projeto CASA PÚBLICA, voltado à ocupação artística dos espaços urbanos. Sua obra já passou por museus e centros culturais brasileiros, além de circular por países como França, Estados Unidos, Canadá, Haiti, Colômbia e Argentina.

SERVIÇO:
Exposição: Construir o Aberto
Artista: Mariana Paraizo
Curadoria: Ana Carla Soler e Julia Baker
Local: Galeria de Arte do Sesc Barra Mansa
Abertura: 3 de julho de 2026, das 10h às 20h, com visita guiada da artista
Visitação: de 3 de julho a 4 de outubro de 2026
Horários: terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h
Entrada: gratuita
Endereço: Avenida Tenente José Eduardo, 560, Ano Bom, Barra Mansa (RJ)
Informações: (21) 4020-2101 | falecomagente@sescrio.org
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Ao levar uma produção contemporânea de reconhecida circulação nacional e internacional para o interior do Rio de Janeiro, a exposição reafirma a importância da democratização do acesso à arte e fortalece o diálogo entre artistas, instituições culturais e novos públicos.

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