Prêmio Camões 2026 pode conhecer vencedor nesta quinta

Prêmio Camões 2026 poderá anunciar nesta quinta-feira o vencedor da maior distinção literária da língua portuguesa, atribuído por Brasil e Portugal.
Ilustração alusiva ao Prêmio Camões 2026, destacando a expectativa pelo anúncio do vencedor da principal distinção literária da língua portuguesa.

Júri reúne-se virtualmente para decidir o mais prestigiado prémio da literatura em língua portuguesa


A literatura lusófona volta a prender a atenção do mundo

"O Prêmio Camões distingue uma obra, mas celebra uma língua inteira."
Alba Fraga Bittencourt

A expectativa cresce em torno da edição de 2026 do Prêmio Camões de Literatura, a mais importante distinção literária da língua portuguesa, cujo resultado poderá ser anunciado nesta quinta-feira (02/07). A reunião do júri está marcada para as 10h30, em formato virtual, e, caso seja alcançado um consenso entre os seus membros, o nome do(a) vencedor(a) será divulgado ainda no mesmo dia. O galardão, no valor de 100 mil euros, é atribuído conjuntamente pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil (MinC), e pelo Governo de Portugal.

Nesta edição, o júri é composto por seis personalidades de reconhecido mérito académico e literário: o professor José Carlos Seabra Pereira, da Universidade de Coimbra, e a professora, poeta e ensaísta Ana Mafalda Leite, da Universidade de Lisboa, ambos por Portugal; a professora e investigadora Lucia Santaella, da PUC-SP, e o professor, jornalista, historiador e doutor em Letras José Ribamar Bessa Freire, pelo Brasil; o escritor e crítico literário Lopito Feijó, por Angola; e a escritora, poeta, professora universitária e investigadora Odete Semedo, da Guiné-Bissau.

Um prémio que une a lusofonia

Criado em 1988 pelos Governos do Brasil e de Portugal, o Prêmio Camões nasceu com a missão de reforçar os laços culturais entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e distinguir autores cuja obra tenha contribuído de forma decisiva para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa. A primeira edição realizou-se em 1989.

A distinção presta homenagem a Luís Vaz de Camões, considerado o maior poeta da língua portuguesa, e reconhece o conjunto da obra de escritores cuja produção tenha alcançado relevância e projeção no universo literário lusófono.

A organização da premiação é partilhada entre o Ministério da Cultura de Portugal e a Fundação Biblioteca Nacional, no Brasil. O júri é tradicionalmente constituído por dois representantes portugueses, dois brasileiros e dois membros provenientes dos restantes países da CPLP — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste — exercendo um mandato de dois anos.

O diploma entregue aos laureados reúne os nomes de todos os países lusófonos e é assinado pelos Chefes de Estado do Brasil e de Portugal. Ao longo de 36 edições, o Prêmio Camões distinguiu escritores de cinco países de língua portuguesa: Brasil, Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde.

Entre os vencedores figuram alguns dos maiores nomes da literatura lusófona, como Miguel Torga, José Craveirinha, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís, Lygia Fagundes Telles, António Lobo Antunes, João Ubaldo Ribeiro, Mia Couto, Hélia Correia, Manuel Alegre, Chico Buarque, Paulina Chiziane, João Barrento, Adélia Prado e Ana Paula Tavares, entre muitos outros que marcaram de forma incontornável a história da literatura em língua portuguesa.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Mais do que uma distinção literária, o Prêmio Camões representa o reconhecimento máximo da criação em língua portuguesa. A cada edição reforça o diálogo cultural entre os países lusófonos e valoriza autores cuja obra transcende fronteiras e gerações.
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