Orquestra Chinesa de Shanghai estreia-se no Brasil em 2026

A Orquestra Chinesa de Shanghai estreia-se no Brasil com a digressão Cores da China, integrada no Ano Cultural Brasil–China 2026.
Orquestra Chinesa de Shanghai em palco durante o concerto Cores da China, espetáculo da digressão oficial do Ano Cultural Brasil–China 2026.

Digressão Cores da China celebra o Ano Cultural Brasil–China 2026 


O Brasil recebe pela primeira vez uma das mais prestigiadas orquestras de música tradicional chinesa

O Brasil prepara-se para receber, pela primeira vez, a Orquestra Chinesa de Shanghai, que apresentará o espetáculo Cores da China numa digressão integrada na programação oficial do Ano Cultural Brasil–China 2026. A série de concertos no Brasil decorrerá entre julho e agosto, levando ao público brasileiro uma experiência artística que alia tradição, inovação e diálogo intercultural.

A digressão passará pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer uma das mais conceituadas formações dedicadas à música tradicional chinesa.

A iniciativa é apresentada pela GWM, com patrocínio da SPIC Brasil, realização da Interlúdio e do Ministério da Cultura – Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro, contando com produção da DELLARTE. Os bilhetes já se encontram à venda, estando todas as informações disponíveis na secção SERVIÇO.

Cultura como ponte entre Brasil e China 


Parceira comercial do Brasil desde 2009, a China reforça igualmente os laços culturais entre os dois países através de iniciativas que promovem o intercâmbio artístico.

Em 2026, a GWM assinala três anos de atividade no Brasil, destacando a produção nacional de veículos em Iracemápolis e a sua posição de destaque no segmento dos veículos eletrificados. Ao apoiar a digressão da Orquestra Chinesa de Shanghai, a empresa reafirma o compromisso com projetos que incentivam o diálogo entre culturas e aproximam os povos através da arte.

Segundo Thiago Sugahara, gerente de ESG e Relacionamento com Stakeholders da GWM Brasil:

"A GWM tem orgulho de apoiar iniciativas que aproximam culturas e criam conexões significativas com a sociedade. Receber no Brasil a Orquestra Chinesa de Shanghai, em um momento tão simbólico das relações entre os dois países, reforça nosso compromisso de contribuir para intercâmbios que inspirem, promovam diversidade e gerem impacto positivo por meio da cultura."

A circulação internacional da orquestra integra ainda a iniciativa Image China, plataforma criada pelo China Arts and Entertainment Group para divulgar produções artísticas chinesas em importantes palcos das Américas, Europa e Oceânia.

Cores da China: tradição milenar com linguagem contemporânea


Concebido em parceria entre a Orquestra Chinesa de Shanghai e o Tencent Music Entertainment Group, Cores da China propõe uma leitura contemporânea da tradição musical chinesa, inspirando-se na riqueza estética e filosófica das cores presentes na civilização do país.

O espetáculo estreou-se em 2024, durante o 39.º Festival Internacional de Música Primavera de Shanghai, tornando-se uma referência na renovação da música tradicional chinesa.

Cada composição estabelece uma ligação entre poesia clássica, património cultural e sonoridades tradicionais, criando uma narrativa musical que une passado e presente. Na tradição estética chinesa, as cores simbolizam elementos da natureza, espiritualidade, equilíbrio e passagem do tempo, conceitos que servem de fio condutor a todo o concerto.

Mais do que preservar um legado artístico, Cores da China aproxima a herança cultural chinesa da sensibilidade do público contemporâneo, proporcionando uma experiência visual e sonora envolvente.

Nove obras inspiradas nas cores da tradição chinesa


O programa reúne nove composições originais, cada uma dedicada a uma cor tradicional chinesa e interpretada por instrumentos característicos da música do país:
  • A Cor da Primeira Aurora (Sheng) – inspirada em Ode ao Penhasco Vermelho, de Su Shi, da Dinastia Song do Norte.
  • Amarelo Brilhante (Novo Dizi & Konghou) – inspirada em Cinco Sonetos dedicados a Yin Mingzuo após um feliz reencontro, de Li Bai, da Dinastia Tang.
  • Vermelho Sensual (Zheng) – inspirada em Primavera na Torre de Jade, de Yan Jidao.
  • A Cor do Lótus (Ruans) – inspirada em Yuan Hou, de Long Fu.
  • Roxo Claro (Erhu) – inspirada em Azaleias, de Liu Chang.
  • Azul Suave (Pipa) – inspirada em poemas de Yelü Chucai.
  • Crepúsculo Misterioso (Tambores Chineses) – inspirada em Celebrando a Longevidade pelos Nobres no Festival Qingming, de Wang Yucheng.
  • Cor do Chá (Suona) – inspirada em Despedida do Mestre Liangyu em seu retorno à Montanha Kunlun, de Mei Yaochen.
  • Cores Elegantes (Conjunto Instrumental) – inspirada em Contemplando ao Longe, de Zhang Yunlong.
Cada peça traduz poeticamente a essência de uma cor através da expressividade dos instrumentos tradicionais chineses, criando um percurso sensorial entre literatura, música e identidade cultural.

Orquestra Chinesa de Shanghai 


Considerada uma referência internacional na preservação e renovação da música tradicional chinesa, a Orquestra Chinesa de Shanghai (SHCO) foi fundada em 1952 e figura entre as primeiras grandes orquestras modernas dedicadas a este património musical.

A publicação Swiss Review Art & Events Magazine descreve a formação como:

"A orquestra cria paisagens sonoras ricas e uma expressão humanística profunda. Uma combinação de elegância, confiança e grandiosidade da tradição musical contemporânea de Shanghai."

Ao longo da sua história, a SHCO realizou concertos em toda a China e apresentou-se em algumas das mais prestigiadas salas de espetáculo do mundo, entre as quais a Philharmonie de Paris, Berliner Philharmonie, Elbphilharmonie, Barbican Centre, Kennedy Center e St. Petersburg State Academic Capella.

Também a Limelight Magazine, da Austrália, destaca a excelência artística da orquestra:

"A orquestra demonstra impressionante sofisticação técnica e musical. Poucas coisas são mais satisfatórias do que assistir a um grupo de músicos de nível internacional fazer música complexa parecer algo tão natural."

Nos últimos anos, a SHCO tem aprofundado a inovação da música tradicional chinesa através do conceito "música chinesa, temperamento contemporâneo e expressão internacional", desenvolvendo projetos originais como Magnificent China, New Oriental Chinese Music Scene, Colors of China e The Sound of Oriental Wisdom, contribuindo para afirmar internacionalmente a identidade da música chinesa de estilo xangainês.

SERVIÇO:
Turnê Oficial da Programação do Ano Cultural Brasil–China 2026
Apresenta: Ministério da Cultura e GWM
Patrocínio: SPIC Brasil
Produção: DELLARTE
Realização: Interlúdio, Ministério da Cultura – Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro
Programa: Cores da China
Duração: 70 minutos (sem intervalo)
Classificação indicativa: 10 anos
Venda de ingressos: dellarte.com.br/

Rio de Janeiro
Local: Sala Cecília Meireles – Rua da Lapa, 47 – Lapa
Data: 30 de julho de 2026 (quinta-feira), às 19h
Preço: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00

São Paulo
Local: Teatro B32 – Rua Lício Nogueira, 92 – Itaim Bibi
Data: 1 de agosto de 2026 (sábado), às 20h
Preço: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00

Brasília
Local: Sala Martins Pena – Teatro Planalto – Via N2 Eixo Monumental – Setor Cultural Norte
Data: 4 de agosto de 2026 (terça-feira), às 20h
Preço: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00

Belo Horizonte
Local: Palácio das Artes – Avenida Afonso Pena, 1537 – Centro
Data: 6 de agosto de 2026 (quinta-feira), às 20h
Preço: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00

Curitiba
Local: Capela Santa Maria Espaço Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro
Data: 9 de agosto de 2026 (domingo), às 19h
Preço: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00

Porto Alegre
Local: Teatro Simões Lopes Neto – Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico
Data: 11 de agosto de 2026 (terça-feira)
Horário: A confirmar
Preço: R$ 150,00
Ingressos populares: R$ 50,00

Sobre a DELLARTE
Há mais de quatro décadas que a DELLARTE se afirma como uma das principais produtoras de soluções e eventos culturais do Brasil, destacando-se nas áreas da música clássica, jazz e artes performativas. Ao longo da sua trajetória, promoveu mais de 1.500 apresentações que reuniram mais de três milhões de espectadores, aproximando o público brasileiro de alguns dos maiores nomes da cultura internacional.
Entre os artistas e companhias que trouxe ao Brasil encontram-se John Malkovich, Jessye Norman, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo, José Carreras, Montserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, Kathleen Battle, Ballet do Teatro Bolshoi, New York City Ballet, Ballet do Teatro Mariinsky, Ballet da Ópera Nacional de Paris, MOMIX Dance Theatre, Martha Argerich, Nelson Freire, Mstislav Rostropovich, Evgeny Kissin, Lang Lang, Yuja Wang, Itzhak Perlman, Joshua Bell, Yo-Yo Ma, City of Birmingham Symphony Orchestra sob direção de Sir Simon Rattle, New York Philharmonic com Kurt Masur, Royal Philharmonic Orchestra, Filarmónica de Viena, Companhia Antonio Gades, Companhia Joaquim Cortez, Ballet do Teatro alla Scala de Milão, Kamasi Washington, Bobby McFerrin, Keith Jarrett, Paco de Lucía e Chick Corea, entre muitas outras referências da música e da dança internacionais.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
A estreia da Orquestra Chinesa de Shanghai no Brasil representa muito mais do que uma série de concertos. Integrada no Ano Cultural Brasil–China 2026, a digressão simboliza o fortalecimento das relações entre os dois países através da música, da arte e do diálogo intercultural. Ao reunir tradição milenar, inovação artística e excelência interpretativa, Cores da China oferece ao público uma oportunidade rara de conhecer um dos mais ricos patrimónios musicais do Oriente, confirmando o poder universal da cultura como elo entre diferentes povos.
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