Plácido Berci estreia na ficção com romance sobre saúde mental

Plácido Berci estreia na ficção com Louca normalidade, romance que une suspense psicológico, saúde mental, memória, luto e relações familiares.
 Plácido Berci apresenta o romance Louca normalidade, obra que aborda saúde mental, relações familiares, envelhecimento, memória e suspense psicológico.

Livro une suspense psicológico, memória, envelhecimento e relações familiares em narrativa inspirada na história do pai do autor


"Louca normalidade" marca a estreia de Plácido Berci na ficção com forte potencial cinematográfico


O jornalista e escritor Plácido Berci apresenta ao público o seu primeiro romance de ficção, "Louca normalidade", publicado pela editora Mondru. A obra combina suspense psicológico, drama familiar e reflexões sobre saúde mental, memória, envelhecimento e preconceito, conduzindo o leitor por uma narrativa intensa inspirada na história do pai do autor.

O protagonista é Francisco Solano, um jornalista investigativo aposentado que convive com um misterioso quadro psiquiátrico. Depois de sofrer um AVC, passa a registar o quotidiano em blocos de notas como forma de preservar a memória e reconstruir os acontecimentos da sua vida.


Um mistério entre memória e realidade


A história ganha novos contornos quando Francisco desperta diante de uma anotação intrigante envolvendo uma mulher, uma praia e uma sequência de letras e números. A partir desse momento, inicia uma investigação solitária para descobrir se testemunhou um crime ou se tudo não passa de uma construção da sua mente fragilizada.

Entre recordações, sonhos e episódios de dúvida constante, o romance conduz o leitor por uma narrativa onde realidade e imaginação se cruzam, mantendo a tensão até às últimas páginas.


Saúde mental como eixo central da narrativa


Alternando entre a narração em terceira pessoa e as anotações pessoais de Francisco, "Louca normalidade" aproxima o leitor do universo psicológico do protagonista.

Segundo Plácido Berci, a intenção foi promover uma reflexão sobre os preconceitos enfrentados por pessoas que vivem com transtornos relacionados com a saúde mental.

"Meu objetivo foi gerar reflexão sobre o preconceito em relação a quem é visto como fora dos padrões por questões ligadas à saúde mental."

Um romance inspirado numa história real 


A principal inspiração para o livro nasceu da experiência vivida com o pai do autor, Pedro Berci Filho, que, após sofrer um AVC, passou a registar diariamente tudo o que acontecia.

O processo de escrita teve início em 2018 e acabou por adquirir uma dimensão ainda mais emocional com o falecimento do pai durante a elaboração da obra.

"O personagem principal, Francisco Solano, é praticamente todo inspirado no meu pai, fisicamente e, principalmente, em termos de comportamento e personalidade."

Para o autor, o romance representa também um percurso de aceitação e elaboração do luto.

"É uma história sobre reflexão, aceitação e libertação; para o personagem, para o autor e, porque não, para o meu pai também."

Influências literárias e potencial para o audiovisual 


Ao longo de cinco anos de escrita e mais dois até à publicação, Plácido Berci construiu uma narrativa influenciada pelo cinema de Alfred Hitchcock e Martin Scorsese, bem como pela literatura de Daniel Galera e Raphael Montes.

Além do suspense, a obra aborda temas como:

  • relações familiares;
  • envelhecimento;
  • solidão;
  • luto;
  • amor;
  • saudade;
  • brevidade da vida.
 
O autor acredita ainda que a riqueza visual da narrativa poderá facilitar uma futura adaptação para o cinema ou para uma minissérie.

"Acho que o livro tem potencial para um filme ou uma minissérie. Procurei escrever cenas detalhadas e visualmente ricas com a intenção de transportar o leitor para o Rio de Janeiro colapsado de Francisco Solano."

Atualmente, Plácido Berci exerce funções como repórter e apresentador desportivo da TV Globo, em São Paulo.

Sobre o autor
Plácido Berci, de 36 anos, é jornalista formado pela PUC-Campinas e integra a equipa de desporto da TV Globo desde 2015.
Natural de Araraquara e criado em São Carlos, viveu também em Campinas, Rio de Janeiro, Manchester (Inglaterra) e Nairóbi (Quénia), onde se tornou o primeiro correspondente desportivo brasileiro.
É autor dos livros Paixão: uma viagem pelo futebol inglês e Nuvem de terra: relatos do primeiro correspondente esportivo brasileiro no Quênia. Com "Louca normalidade", estreia-se na ficção, reafirmando a sua versatilidade como escritor.

Ficha técnica
Livro: Louca normalidade
Autor: Plácido Berci
Páginas: 258
ISBN: 978-65-6042-185-1
Género: Romance
Editora: Mondru
Ano: 2025
Os leitores interessados podem adquirir "Louca normalidade" diretamente no site da editora Mondru. site da editora Mondru. [separador]
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Mais do que um romance de suspense psicológico, Louca normalidade propõe uma reflexão profunda sobre a saúde mental, a memória, o envelhecimento e a complexidade das relações familiares. Inspirada numa vivência pessoal do autor, a obra alia emoção, mistério e sensibilidade, convidando o leitor a questionar os limites entre a realidade e a perceção, ao mesmo tempo que combate o estigma associado às perturbações mentais através da literatura.
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