Festival MADA revelou talentos antes da consagração

Festival MADA relembra artistas que passaram pelos seus palcos antes da fama nacional e reforça a tradição de descobrir talentos da música brasileira.
 Cartaz oficial do Festival MADA 2026 destacando a história do evento e os artistas que passaram pelo palco antes da consagração nacional.

Curadoria do festival potiguar antecipou o sucesso de artistas que hoje são referências na música brasileira

Quase três décadas a descobrir os próximos protagonistas da música brasileira


Ao longo de quase três décadas, o Festival MADA consolidou-se como um dos mais importantes palcos de descoberta da música brasileira. Muito antes de os algoritmos influenciarem tendências e impulsionarem carreiras, o evento potiguar já apostava em artistas emergentes, muitos dos quais se tornariam referências nacionais.

Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Pitty. Quando subiu ao palco do MADA, em 2003, a artista ainda dava os primeiros passos rumo ao estrelato. A atuação em Natal marcou a sua estreia em festivais e antecedeu o enorme reconhecimento que viria a conquistar no panorama do rock brasileiro.

Criado em 1998, o Festival MADA acompanhou sucessivas transformações da música nacional, reunindo mais de 700 artistas e testemunhando o nascimento de novas sonoridades, movimentos e gerações que ajudaram a redefinir o cenário musical brasileiro.

Segundo Jomardo Jomas, fundador e diretor do festival, a valorização de novos talentos sempre fez parte da essência do MADA.

"Desde o início, o MADA sempre teve um olhar curioso e sensível sobre a música brasileira. Nestes 28 anos, acompanhámos o surgimento de muitos artistas que iniciaram connosco um percurso de enorme sucesso e continuamos atentos às novas vozes que renovam constantemente a nossa música", afirma.

Além de Pitty, outro nome que teve um momento decisivo no festival foi Baco Exu do Blues. Antes de se afirmar entre os maiores representantes da música brasileira contemporânea, o artista realizou no MADA a sua primeira atuação num grande festival.

A lista inclui igualmente Djonga, que já reconheceu publicamente a importância do circuito de festivais para a sua projeção nacional, bem como os Detonautas, cuja passagem pelo evento coincidiu com uma fase determinante da consolidação da banda.

O histórico do MADA também é marcado por encontros memoráveis. Em 2014, Di Melo e Gerson King Combo dividiram o mesmo palco, enquanto os Cansei de Ser Sexy realizaram no festival a sua única apresentação no Nordeste. Ao longo dos anos, o evento acolheu ainda artistas ligados à renovação da cena independente brasileira, acompanhando a evolução do rock, do rap, da música eletrónica, do reggae e das novas tendências do pop nacional.

Pedro Barreira, diretor artístico do festival, considera que esta continuidade resulta de um trabalho consistente de programação.

"O Festival MADA tornou-se uma plataforma onde os artistas encontram novos públicos. Ao longo de uma década de trabalho no evento, percebo que esta capacidade de identificar novos talentos nunca foi fruto do acaso, mas sim de uma curadoria baseada em pesquisa, escuta e atenção permanente à cena independente", sublinha.

A edição de 2026 mantém esta filosofia ao reunir artistas consagrados e novos protagonistas da música brasileira. O cartaz integra nomes como Marina Sena, Emicida, Zeca Pagodinho, Gaby Amarantos, Duquesa, Luiz Lins e Tribo de Jah com Célia Sampaio, ao lado de projetos emergentes como Bia Soull, NandaTsunami, SouRebel + Núbia, Africanoise e Cabra Guaraná.

Mais do que acompanhar carreiras individuais, o Festival MADA tornou-se parte integrante da evolução da música brasileira. Ao longo dos anos, soube adaptar-se às mudanças nos hábitos de consumo e na circulação dos artistas, preservando a missão de descobrir novos talentos e promover encontros que ajudam a escrever os capítulos seguintes da música nacional.

"Mais do que acompanhar a história da música brasileira, o MADA orgulha-se de fazer parte dela. Continuamos a acreditar na força dos encontros, na diversidade das cenas e na importância de criar espaço para os artistas que constroem o presente e o futuro da nossa música", conclui Jomardo Jomas.

Em 2026, o Festival MADA regressa à Arena das Dunas, em Natal, nos dias 16 e 17 de outubro, reafirmando uma identidade construída ao longo de quase três décadas: descobrir talentos, aproximar públicos e celebrar a permanente renovação da música brasileira.

SERVIÇO:
Festival MADA 2026
Datas: 16 e 17 de outubro de 2026
Local: Arena das Dunas — Av. Prudente de Morais, 5121, Lagoa Nova, Natal (RN)
Atrações confirmadas: Marina Sena, Emicida, Zeca Pagodinho, Gaby Amarantos, Tribo de Jah convida Célia Sampaio, Luiz Lins, Duquesa, Baile da Amada, SouRebel + Núbia e outros nomes da música brasileira.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Ao longo da sua história, o Festival MADA afirmou-se como um dos principais espaços de valorização da música brasileira independente, revelando artistas antes da consagração nacional e promovendo encontros que marcaram diferentes gerações. A edição de 2026 reforça esse legado, mantendo uma programação que equilibra nomes consagrados e novos talentos, contribuindo para a renovação e diversidade do panorama musical brasileiro.
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