Será que, para ser fã de um artista, é preciso ter todos os seus discos em áudio e vídeo? Ser um colecionador de tudo o que é publicado na imprensa sobre ele? Ir a todos os seus shows em sua cidade e até em outras cidades ou países? Comemorar, mesmo à distância, o aniversário do seu ídolo todos os anos? Procurar se vestir como seu artista preferido? Gostar das mesmas coisas que ele? Não encontrar defeitos nas coisas que ele faz? Defendê-lo ferrenhamente, mesmo quando não tenha razão? Tentar, a todo custo, se aproximar dele, mesmo que, para isso, tenha que passar outras pessoas para trás? Será que aqueles que não se enquadram nas situações acima devem ser classificados como fãs genéricos e não ser merecedores de serem considerados legítimos fãs?
Entendo que, para ser fã de um artista, é preciso apenas admirar a sua arte. Sentir satisfação em contato com sua obra. Emocionar-se ao ouvi-lo. Alegrar-se ao saber do seu sucesso. Enaltecer as suas qualidades, mas aceitar as suas imperfeições. Demonstrar a sua insatisfação diante de algo de que discorde, mas com o devido respeito. O abstrato deve sempre prevalecer sobre o físico.
Nos dias atuais, admirar um artista tem sido motivo de competição. Um verdadeiro cabo de guerra entre seus admiradores. Cada um puxando todas as qualidades e valores para o lado do seu artista predileto. O sol nasceu para todos, mas as conexões são pessoais.
Meus fatores de preferência pelo artista da minha predileção estão no trecho da música "Eu e Ela" (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti, 1984): "As emoções estão nessa estrada / Pra se viver a todo momento", interpretada pelo cantor do qual sou eterno fã: o Rei Roberto Carlos.
Dito isso, quais são as suas conexões com o seu artista preferido?
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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Neste artigo, Carlos Marley convida o leitor a refletir sobre o verdadeiro significado de ser fã de um artista. Mais do que uma coleção de discos, fotografias ou recordações, a admiração genuína nasce da emoção despertada pela obra, do respeito pela pessoa e da capacidade de reconhecer que talento e humanidade caminham lado a lado. Uma homenagem à música, aos artistas e às ligações afetivas que atravessam gerações.
Roberto Carlos - O Moço Velho (1975)
*Carlos Marley,
nasceu na cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará – Brasil, onde reside. Formado em Ciências Contábeis, pela Universidade Federal do Ceará, com especialização em Auditoria. Auditor Fiscal aposentado da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará. Leia Mais sobre o autor...
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A verdadeira essência de ser fã vai além da idolatria e da coleção de memórias
Roberto Carlos - O Moço Velho (1975)
Redatora do blog luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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