Trupe Benkady celebra 15 anos com Sons d'Oeste

Trupe Benkady celebra 15 anos com circulação gratuita de Sons d'Oeste em São Paulo, unindo dança africana, música e ancestralidade.
 Trupe Benkady apresenta espetáculo Sons d'Oeste em celebração aos 15 anos de trajetória artística

Espetáculo gratuito percorre espaços culturais de São Paulo com dança, música e ancestralidade africana


Sons d'Oeste leva dança, música e ancestralidade africana a espaços culturais públicos da capital paulista


Trupe Benkady celebra 15 anos de pesquisa, criação e difusão das danças de matriz africana com a circulação gratuita do espetáculo Sons d'Oeste, que percorre, durante julho e agosto, diferentes espaços culturais públicos da cidade de São Paulo.

Contemplado pela 38.ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, através do projeto “Trupe Benkady – 15 anos”, o espetáculo reafirma o compromisso do coletivo com a valorização das culturas negras, a preservação dos saberes ancestrais e a democratização do acesso à arte.

A circulação teve início com apresentações realizadas na Casa de Cultura Hip Hop Leste e na Casa de Cultura de Guaianases, seguindo agora para a Casa de Cultura Casarão da Vila Guilherme, Casa de Cultura Freguesia do Ó, Casa de Cultura do Ipiranga – Chico Science e Casa de Cultura do Butantã.

Com classificação livre e duração aproximada de 50 minutos, Sons d'Oeste apresenta ao público a investigação artística desenvolvida pela Trupe Benkady sobre as danças, ritmos e musicalidades tradicionais da África Ocidental, estabelecendo uma ponte entre memória, identidade e contemporaneidade.

Uma viagem pela cultura mandingue 

Inspirado no legado dos mestres das danças africanas Moustapha Bangoura e Youssouf Kombassa, o espetáculo nasce das experiências e intercâmbios culturais realizados pela artista da dança e diretora Flávia Mazal em África e na Colômbia.

A obra propõe uma experiência sensorial onde música, dança e ancestralidade se encontram, revelando a força das tradições mandingues, especialmente das etnias Malinké, Baga e Sussu, da região da Guiné Conacri, reconhecida mundialmente pela riqueza dos seus balés tradicionais.

Em palco, instrumentos tradicionais de percussão, cantos e movimentos ritualísticos dialogam com elementos da criação contemporânea, mostrando como práticas culturais milenares continuam vivas e encontram novas formas de expressão no presente.

Corpo, memória e resistência através da arte 

A montagem percorre diferentes momentos da vida comunitária dos povos guineenses, incluindo cerimónias de batismo, iniciações, casamentos, trabalho no campo e ritos de passagem.

Nessas tradições, música e dança ultrapassam a dimensão artística, assumindo também um papel fundamental na transmissão de conhecimentos, na organização social e no fortalecimento dos vínculos comunitários.

Ao aproximar referências da Guiné Conacri e manifestações culturais brasileiras, Sons d'Oeste evidencia os diálogos construídos ao longo da diáspora africana, valorizando histórias, identidades e patrimónios culturais partilhados.


Música ao vivo e criação coletiva 

A trilha sonora do espetáculo é executada integralmente ao vivo com instrumentos tradicionais africanos produzidos artesanalmente por Luiz Poeira, do Instituto Tambor, seguindo técnicas de fabricação utilizadas nos seus países de origem.

As canções apresentam releituras de temas tradicionais da Guiné interpretadas pela cantora Sarah Roston, enquanto o figurino, desenvolvido pela Trupe Benkady em parceria com a artista Vera Luz, inspira-se nas vestimentas e costumes da África Ocidental.

A linguagem cénica combina dança tradicional africana, elementos contemporâneos, musicalidade ao vivo e uma dramaturgia construída entre o poético, o sagrado e o político.

Trupe Benkady amplia ações de formação cultural 

Além da circulação de Sons d'Oeste, o projeto “Trupe Benkady – 15 anos” reúne ações formativas e outras atividades baseadas na investigação permanente da companhia sobre as danças de matriz africana e as suas relações com a cena contemporânea.

Com direção artística de Flávia Mazal e direção musical de Hiles Moraes, a iniciativa reforça o corpo como território de memória, identidade e resistência, contribuindo para fortalecer narrativas negras através da criação artística.

O processo de criação do espetáculo foi desenvolvido de forma coletiva, reunindo artistas, músicos e colaboradores num percurso marcado pela escuta, experimentação e troca de saberes. As improvisações, vivências e estudos realizados ao longo da trajetória aprofundaram a pesquisa da companhia sobre a cultura mandingue e ampliaram as possibilidades estéticas da sua produção.

SERVIÇO:
Sons d'Oeste – Trupe Benkady

23 de julho de 2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura Casarão da Vila Guilherme
Endereço: Praça Oscár da Silva, 110 – Vila Guilherme, São Paulo – SP, 02067-070

29 de julho de 2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura Freguesia do Ó
Endereço: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 215 – Freguesia do Ó, São Paulo – SP, 02925-040

4 de agosto de 2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura do Ipiranga – Chico Science
Endereço: Rua Abagiba, 20, Av. Pres. Tancredo Neves, 1265 – Vila Moinho Velho, São Paulo – SP, 04287-100

5 de agosto de 2026
Horário: 14h
Local: Casa de Cultura do Butantã
Endereço: Av. Junta Mizumoto, 13 – Jardim Peri Peri, São Paulo – SP, 05537-070

Nota importante: A programação está sujeita a alterações. A agenda atualizada deve ser acompanhada através do perfil oficial da Trupe Benkady. [separador]
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O Portal Splish Splash valoriza iniciativas culturais que promovem a preservação da memória, da identidade e da diversidade artística. A divulgação de projetos como “Sons d'Oeste”, da Trupe Benkady, representa o compromisso editorial do Portal com a valorização da cultura, da criatividade e do diálogo entre diferentes tradições e comunidades.
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