Empresas aceleram agenda sustentável rumo a 2030

Fórum Ambição 2030 reúne líderes empresariais para acelerar os ODS, fortalecer a economia verde e impulsionar a sustentabilidade corporativa.
Ilustração sobre sustentabilidade corporativa, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e protagonismo empresarial rumo à Agenda 2030.

Fórum reúne líderes para impulsionar os ODS e fortalecer a economia de baixo carbono


A sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar estratégia de negócios


O setor empresarial brasileiro reforçou seu compromisso com a sustentabilidade durante o Fórum Ambição 2030, considerado o maior encontro nacional voltado à sustentabilidade corporativa. Realizado no Museu de Arte de São Paulo (MASP), o evento reuniu mais de 450 participantes, entre líderes empresariais, representantes do Sistema ONU, instituições financeiras, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir soluções capazes de acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em sua quarta edição, o fórum destacou a importância de transformar compromissos em ações concretas em um momento decisivo para a Agenda 2030 das Nações Unidas. Os debates evidenciaram que a sustentabilidade passou a ocupar posição estratégica nas organizações, impulsionando competitividade, inovação, acesso a investimentos e geração de valor para a sociedade.

Segundo Guilherme Xavier, diretor-executivo do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, o país vive um período crucial para a implementação das metas globais. Para ele, as empresas brasileiras vêm ampliando sua capacidade de medir resultados, criar mecanismos de implementação e transformar ambições em impactos reais.

Brasil como protagonista da nova economia

A programação destacou o potencial brasileiro para liderar iniciativas relacionadas à economia circular, ao uso sustentável dos recursos naturais e à transição energética. Especialistas ressaltaram que o país possui vantagens competitivas em áreas como energias renováveis, minerais estratégicos, inovação tecnológica e descarbonização.

Durante os painéis, foi defendida a ideia de que o Brasil pode ocupar posição de destaque não apenas como fornecedor de recursos naturais, mas também como desenvolvedor de tecnologias e soluções alinhadas à economia de baixo carbono.

A diretora de Economia Circular, Comunicação e Sustentabilidade da Orizon, Marilia Garcez, destacou a importância do biometano para o futuro energético nacional, apontando o combustível como alternativa relevante para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Financiamento sustentável ganha força

Outro tema central foi a ampliação dos mecanismos de financiamento verde. Representantes de instituições financeiras apresentaram iniciativas voltadas ao apoio de projetos de infraestrutura sustentável, saneamento, mobilidade elétrica, habitação e adaptação às mudanças climáticas.

Michelle Fernandes Vieira, superintendente de Negócios de Impacto e Sustentabilidade da Caixa, destacou os avanços na democratização do crédito por meio de instrumentos financeiros voltados às áreas social, climática e ambiental, fortalecendo o acesso a recursos para iniciativas sustentáveis.

Os participantes também defenderam a necessidade de aperfeiçoar marcos regulatórios, ampliar a capacitação técnica e acelerar a estruturação de projetos para aumentar a escala dos investimentos sustentáveis no Brasil.

Governança, direitos humanos e responsabilidade corporativa

A agenda ESG esteve presente em diversos debates, especialmente nos temas relacionados à governança corporativa, compliance, rastreabilidade das cadeias produtivas e respeito aos direitos humanos.

As discussões reforçaram que transparência, gestão de riscos e responsabilidade social são fatores cada vez mais relevantes para a competitividade das empresas.

Clarice Coppetti, diretora-executiva de Assuntos Corporativos da Petrobras, destacou a responsabilidade das organizações sobre toda a cadeia de fornecedores, ressaltando a importância da adoção de práticas alinhadas aos direitos humanos e à sustentabilidade.

Pessoas no centro da transformação

A dimensão social da sustentabilidade também teve espaço de destaque. Temas como saúde mental, diversidade, inclusão, liderança e integração de pessoas refugiadas reforçaram a necessidade de colocar as pessoas no centro das decisões corporativas.

O impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho foi outro assunto debatido. Especialistas defenderam o fortalecimento das competências humanas e socioemocionais como diferencial em um cenário de rápidas transformações tecnológicas.

Ao final do encontro, o Pacto Global da ONU – Rede Brasil apresentou os avanços alcançados por meio de suas iniciativas e divulgou os resultados mais recentes da mobilização empresarial em torno dos ODS.

O Fórum Ambição 2030 encerrou sua programação reforçando uma mensagem clara: alcançar os objetivos globais até o fim da década dependerá da colaboração entre empresas, governos, organismos internacionais e sociedade civil. Em um contexto de desafios ambientais, sociais e econômicos cada vez mais complexos, a construção de soluções conjuntas surge como elemento fundamental para garantir um desenvolvimento sustentável, inclusivo e resiliente.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O Fórum Ambição 2030 evidencia que a sustentabilidade já não pode ser tratada como uma agenda paralela. O avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável depende da capacidade de empresas, governos e sociedade transformarem compromissos em ações mensuráveis, capazes de gerar impacto positivo para as pessoas e para o planeta.
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