CCB amplia horizontes na temporada 2026–2027

CCB apresenta a Temporada de Artes Performativas 2026–2027 com reforço do teatro, dança, criação portuguesa e parcerias internacionais.
Cartaz da Temporada de Artes Performativas 2026–2027 do Centro Cultural de Belém com destaque para teatro, dança, música e ópera.

Nova programação reforça teatro, dança e projeção internacional da cultura portuguesa


O CCB abre uma nova temporada conectando Portugal ao cenário artístico global

"A cultura ganha novos caminhos quando tradição, inovação e participação se encontram."
Vímara Porto

O Centro Cultural de Belém (CCB) apresentou a sua Temporada de Artes Performativas 2026–2027, a primeira concebida pelo diretor artístico Serge Rangoni. A nova programação distingue-se pelo reforço das áreas do teatro e da dança, pela ampliação das parcerias internacionais e pela aposta continuada na criação artística portuguesa.

Da música à ópera, do teatro à dança, do jazz ao fado, a temporada traduz uma visão clara para o futuro da instituição: afirmar o CCB como um espaço cultural cada vez mais aberto ao mundo, sem perder a proximidade com os seus públicos. Para concretizar esse objetivo, o Centro Cultural de Belém reforça a participação em redes europeias de criação e circulação artística e aprofunda a colaboração com instituições culturais de todo o país.

Sem abdicar da exigência artística que caracteriza a sua identidade, o CCB pretende alargar e diversificar os seus públicos, criando novas oportunidades de descoberta para quem visita a instituição pela primeira vez e fortalecendo, simultaneamente, a relação com a sua comunidade.

Na área da dança, a programação integra produções de referência internacional, como Mirage, de Damien Jalet e Kohei Nawa, apresentado pelo Ballet du Grand Théâtre de Genève; o regresso de Jan Martens com The Dog Days Are Over 2.0; e as apresentações do Ballet de l’Opéra de Lyon com House, de Sharon Eyal, e A Sagração da Primavera, na emblemática versão coreográfica de Mats Ek.

A música erudita volta a ocupar um lugar de destaque, com a presença de artistas e agrupamentos de renome internacional, entre os quais Steven Isserlis, Marc Minkowski e Les Musiciens du Louvre, Christina Pluhar, Josep Pons e o Philip Glass Ensemble. A temporada inclui ainda um ciclo dedicado a Beethoven, assinalando os 200 anos da morte do compositor. Mantêm-se igualmente os ciclos Orquestras, Sexta Maior, Concertos Comentados e Música no Museu, que registaram uma forte adesão do público na temporada anterior.

As parcerias com instituições culturais nacionais continuam a ser um dos pilares da programação. Entre elas destacam-se a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Museu do Fado, o Teatro Nacional São João, o Rivoli Teatro Municipal, o Centro Cultural Vila Flor, o Theatro-Circo e festivais como Alkantara, FIMFA, Temps d’Images e Festival de Almada. Estão também previstas colaborações com Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura e Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura.

A temporada reforça igualmente o compromisso com a criação contemporânea e a revelação de novos talentos, através de encomendas a jovens compositores portugueses, da atribuição de uma Carta Branca a Bruno Pernadas e da presença de artistas como Margarida Campelo e Desidério Lázaro.

Entre os momentos mais aguardados encontram-se Héritage, de Cédric Eeckhoudt; as novas criações de Lisaboa Houbrechts inspiradas em Siddhartha, de Hermann Hesse; Hannibal, de Junior Mthombeni e Michael De Cock; A Place of Safety, da companhia italiana Kepler-452; e Ka-In, do Groupe Acrobatique de Tanger.

Regressam ainda ao CCB duas companhias com forte ligação à história recente da instituição: o Teatro Praga, com Para uma breve história da água, e a Companhia Maior, que apresentará uma nova criação coreográfica assinada por Vera Mantero.

Na ópera, destacam-se duas grandes produções realizadas em parceria com o Teatro Nacional de São Carlos: Carmen, de Georges Bizet, e Um Baile de Máscaras, de Giuseppe Verdi. Já no próximo mês de julho, o CCB acolherá o Millennium Festival ao Largo, numa colaboração com o OPART.

Na Fábrica das Artes, prossegue o projeto Missão: Democracia, desenvolvido em parceria com a Assembleia da República, e regressa, em outubro, o Festival BIG BANG.

O pensamento e o debate público assumem igualmente um papel relevante na nova temporada, através de ciclos de conferências e encontros dedicados à Europa, à democracia, às transformações sociais e aos grandes desafios contemporâneos. Estas iniciativas contarão com a participação de autores distinguidos com o Prémio Europeu do Livro Jacques Delors, bem como de diversos convidados nacionais e internacionais.

A articulação entre as Artes Performativas e o MAC/CCB será aprofundada ao longo da temporada, promovendo um diálogo mais intenso entre diferentes expressões artísticas. Concertos e performances ocuparão os espaços do museu, reforçando esta dinâmica de colaboração interdisciplinar.

A participação do CCB em plataformas europeias como PROSPERO NEW, European Theatre Convention, GRAC EST e Creative Peripheries permitirá ampliar a circulação internacional de artistas portugueses, incentivar coproduções e criar novas oportunidades de cooperação cultural.

A acessibilidade mantém-se uma prioridade transversal da programação. Estão previstas sessões com audiodescrição, interpretação em Língua Gestual Portuguesa, legendagem, sessões descontraídas e diversas ações de mediação cultural, reforçando o compromisso do CCB com uma cultura verdadeiramente acessível a todos.

A temporada terá início nos dias 11, 12 e 13 de setembro com uma grande festa de abertura que ocupará vários espaços do Centro Cultural de Belém. Entre os destaques figuram a instalação participativa C’est Pas Là, C’est Par Là, da companhia sul-coreana Galmae; The Disappearing Act, de Yinka Esi Graves; Falsas Histórias Verdadeiras, de Victor Hugo Pontes; e a performance participativa Di/STRAUSS Technique, de Ivo Dimchev.

Concertos, sessões de krump, visitas-conversa e múltiplas experiências artísticas convidarão o público a participar ativamente na construção da experiência cultural, simbolizando uma das ideias centrais desta nova temporada: um CCB vivido como espaço de encontro, circulação, descoberta e participação.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
A nova Temporada de Artes Performativas do CCB confirma a afirmação da instituição como um dos principais polos culturais portugueses. A conjugação entre excelência artística, internacionalização, apoio à criação nacional e preocupação com a acessibilidade revela uma visão cultural abrangente e contemporânea, preparada para responder aos desafios do presente e do futuro.
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