Concurso reforça projeção internacional e revela nova geração da ópera
A excelência artística transforma Portugal em referência lírica europeia
O tenor croata Tomislav Jukić foi o grande vencedor da 3ª edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, cuja final reuniu oito jovens intérpretes de cinco nacionalidades no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Considerado um dos mais prestigiados concursos internacionais de canto lírico realizados em Portugal, o evento voltou a afirmar-se como uma importante plataforma de descoberta e promoção de novos talentos da ópera.
Após um rigoroso processo de seleção, que incluiu provas eliminatórias e masterclasses, os finalistas apresentaram-se perante um júri internacional de elevado prestígio, presidido pelo barítono Sergei Leiferkus e composto por reconhecidas personalidades do universo operático mundial.
Os oito finalistas foram acompanhados pela Orquestra Sinfónica de Cascais, sob direção do maestro Antonio Pirolli, numa gala apresentada pela musicóloga Inês Thomas Almeida.
Com apenas três edições realizadas, o Cascais Ópera alcançou um nível de reconhecimento assinalável no circuito europeu de concursos líricos. Em 2026, recebeu 499 candidaturas provenientes de 59 países, números que evidenciam o crescimento da sua relevância internacional e o crescente interesse de jovens cantores em início de carreira.
A qualidade artística desta edição ficou patente na diversidade e excelência dos finalistas. Entre eles estiveram Arianna Manganello (Itália), Beatriz Maia (Portugal), Seonwoo Lee (Coreia do Sul), Junyoung Choi (Coreia do Sul), WuTongyu (China), Nuri Park (Coreia do Sul), Tomislav Jukić (Croácia) e Ljubomir Milanović (Sérvia), todos com percursos já ligados a importantes instituições e programas internacionais de formação operática.
Mais do que uma competição, o Cascais Ópera distingue-se pela sua forte componente pedagógica e pelo contacto direto que proporciona entre os participantes e alguns dos mais influentes agentes, diretores artísticos e programadores do panorama operático internacional. Ao longo da semana, os candidatos participaram em sessões de aperfeiçoamento artístico e orientação profissional, fundamentais para o desenvolvimento de carreiras num setor altamente competitivo.
Para Alexandra Maurício, diretora-geral do Cascais Ópera, o sucesso desta edição confirma a missão do projeto: identificar, apoiar e promover a próxima geração de artistas líricos, criando pontes entre o talento emergente e as grandes instituições internacionais.
Além dos prémios monetários, a edição de 2026 atribuiu diversas oportunidades profissionais através de contratos de atuação, convites para festivais e programas de formação em Portugal e no estrangeiro.
Os Vendedores da 3ª Edição do Cascais Ópera
Entre os principais destaques, Tomislav Jukić recebeu o Prémio Carlos Gomes/Festival Amazonas de Ópera, que inclui uma apresentação em 2027 e apoio para deslocação. A soprano portuguesa Beatriz Maia conquistou o Prémio OCCO para melhor representante lusófona, além de oportunidades junto da Ópera e Bailado Estatal de Istambul e do Festival Internacional de Piano do Algarve.
Junyoung Choi e Seonwoo Lee foram distinguidos pelo Festival Internacional de Música de Marvão, enquanto Ljubomir Milanović recebeu convites do Festival de Ópera de Óbidos e do Festival de Música de Mafra. WuTongyu e Nuri Park também conquistaram importantes oportunidades profissionais junto de instituições parceiras.
O encerramento da terceira edição reforça a posição do Cascais Ópera como um dos mais promissores concursos internacionais de canto da Europa, contribuindo para a valorização de Portugal como centro de formação, descoberta e projeção de novos artistas líricos.
A organização já confirmou a realização da 4ª edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, cuja final acontecerá em 13 de junho de 2027, novamente no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.
A trajetória ascendente do Cascais Ópera demonstra como iniciativas culturais bem estruturadas podem posicionar Portugal no mapa internacional da música erudita. Mais do que premiar talentos, o concurso cria oportunidades concretas de desenvolvimento profissional e aproxima jovens artistas das grandes instituições do setor. O êxito da edição de 2026 confirma a maturidade do projeto e reforça a importância de investir em plataformas que assegurem a renovação e a vitalidade da ópera no século XXI
🔎 Quer explorar mais este tema?
Escreva uma palavra relacionada com o assunto e descubra outros artigos.
Concurso reforça projeção internacional e revela nova geração da ópera
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
Comentários
Enviar um comentário
🌟Copie um emoji e cole no comentário: Clique aqui para ver os emojis