Concurso internacional reúne talentos de seis países na Gulbenkian
Uma noite de gala promete emoção, talento e projeção internacional
A terceira edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto já tem definidos os oito finalistas que disputarão a grande final no próximo dia 7 de junho, às 18h00, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Entre os nomes apurados destaca-se a soprano portuguesa Beatriz Maia, que representará Portugal numa das mais prestigiadas competições líricas realizadas no país.
Após várias rondas eliminatórias e perante um júri internacional presidido pelo consagrado barítono Sergei Leiferkus, os oito cantores selecionados demonstraram excelência técnica, qualidade interpretativa e elevado potencial artístico numa edição particularmente concorrida.
Os finalistas da terceira edição do Cascais Ópera são:
• Arianna Manganello (mezzo-soprano) – Itália
• Beatriz Maia (soprano) – Portugal
• Seonwoo Lee (barítono) – Coreia do Sul
• Junyoung Choi (barítono) – Coreia do Sul
• WuTongyu (soprano) – China
• Nuri Park (soprano) – Coreia do Sul
• Tomislav Jukić (tenor) – Croácia
• Ljubomir Milanović (barítono) – Sérvia
Na final, acompanhada pela Orquestra Sinfónica de Cascais sob a direção do maestro Antonio Pirolli, Beatriz Maia interpretará duas obras emblemáticas do repertório operático: “Caro nome”, da ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi, e “Salut à la France”, de La fille du régiment, de Gaetano Donizetti.
A edição de 2026 registou 499 candidaturas provenientes de várias partes do mundo, consolidando a crescente projeção internacional do Cascais Ópera enquanto plataforma de descoberta e promoção de jovens talentos da música lírica.
Mais do que uma competição, a final assume o formato de um verdadeiro concerto de ópera, reunindo árias de alguns dos maiores compositores da história, entre os quais Mozart, Verdi, Puccini, Donizetti, Massenet, Tchaikovsky, Beethoven e Wagner. Após as apresentações, o júri deliberará sobre a atribuição de prémios que ultrapassam os 55 mil euros, aos quais se juntam contratos, convites artísticos e oportunidades de carreira junto de importantes instituições internacionais.
O programa inclui ainda, durante o período de deliberação do júri, a conversa “Um dia havemos de ir todos à Ópera”, dedicada ao tema “Sem mecenas não há Traviata”. Moderada por Hugo van der Ding, a sessão reunirá representantes de várias instituições ligadas ao mecenato cultural para uma reflexão sobre o financiamento e a sustentabilidade das artes.
Antes da grande final, o público poderá assistir ao Concerto de Semifinalistas, agendado para 4 de junho, no Palácio da Cidadela de Cascais. Dedicado aos 270 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart, o evento permitirá aos jovens intérpretes apresentar-se num contexto artístico menos competitivo e mais próximo do público.
Sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, o Cascais Ópera afirma-se como uma referência no panorama cultural português, contribuindo para a formação, visibilidade e internacionalização de uma nova geração de cantores líricos.
O crescimento internacional do Cascais Ópera confirma a vitalidade da música clássica em Portugal e a capacidade do país para acolher eventos de dimensão artística global. A presença de Beatriz Maia entre os finalistas representa não apenas um motivo de orgulho nacional, mas também um sinal encorajador para o futuro do canto lírico português, cada vez mais presente nos grandes palcos internacionais.
🔎 Quer explorar mais este tema?
Escreva uma palavra relacionada com o assunto e descubra outros artigos.
Concurso internacional reúne talentos de seis países na Gulbenkian
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
Comentários
Enviar um comentário
🌟Copie um emoji e cole no comentário: Clique aqui para ver os emojis