Cascais Ópera define os oito finalistas de 2026

Cascais Ópera anuncia os oito finalistas da edição 2026, incluindo a portuguesa Beatriz Maia, para a grande final na Gulbenkian.
 
Os oito finalistas do Cascais Ópera 2026 posam ao lado da Orquestra Sinfónica de Cascais antes da grande final do concurso internacional de canto.

Concurso internacional reúne talentos de seis países na Gulbenkian


Uma noite de gala promete emoção, talento e projeção internacional

A terceira edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto já tem definidos os oito finalistas que disputarão a grande final no próximo dia 7 de junho, às 18h00, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Entre os nomes apurados destaca-se a soprano portuguesa Beatriz Maia, que representará Portugal numa das mais prestigiadas competições líricas realizadas no país.

Após várias rondas eliminatórias e perante um júri internacional presidido pelo consagrado barítono Sergei Leiferkus, os oito cantores selecionados demonstraram excelência técnica, qualidade interpretativa e elevado potencial artístico numa edição particularmente concorrida.

Os finalistas da terceira edição do Cascais Ópera são:

• Arianna Manganello (mezzo-soprano) – Itália
• Beatriz Maia (soprano) – Portugal
• Seonwoo Lee (barítono) – Coreia do Sul
• Junyoung Choi (barítono) – Coreia do Sul
• WuTongyu (soprano) – China
• Nuri Park (soprano) – Coreia do Sul
• Tomislav Jukić (tenor) – Croácia
• Ljubomir Milanović (barítono) – Sérvia

Na final, acompanhada pela Orquestra Sinfónica de Cascais sob a direção do maestro Antonio Pirolli, Beatriz Maia interpretará duas obras emblemáticas do repertório operático: “Caro nome”, da ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi, e “Salut à la France”, de La fille du régiment, de Gaetano Donizetti.

A edição de 2026 registou 499 candidaturas provenientes de várias partes do mundo, consolidando a crescente projeção internacional do Cascais Ópera enquanto plataforma de descoberta e promoção de jovens talentos da música lírica.

Mais do que uma competição, a final assume o formato de um verdadeiro concerto de ópera, reunindo árias de alguns dos maiores compositores da história, entre os quais Mozart, Verdi, Puccini, Donizetti, Massenet, Tchaikovsky, Beethoven e Wagner. Após as apresentações, o júri deliberará sobre a atribuição de prémios que ultrapassam os 55 mil euros, aos quais se juntam contratos, convites artísticos e oportunidades de carreira junto de importantes instituições internacionais.

O programa inclui ainda, durante o período de deliberação do júri, a conversa “Um dia havemos de ir todos à Ópera”, dedicada ao tema “Sem mecenas não há Traviata”. Moderada por Hugo van der Ding, a sessão reunirá representantes de várias instituições ligadas ao mecenato cultural para uma reflexão sobre o financiamento e a sustentabilidade das artes.

Antes da grande final, o público poderá assistir ao Concerto de Semifinalistas, agendado para 4 de junho, no Palácio da Cidadela de Cascais. Dedicado aos 270 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart, o evento permitirá aos jovens intérpretes apresentar-se num contexto artístico menos competitivo e mais próximo do público.

Sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, o Cascais Ópera afirma-se como uma referência no panorama cultural português, contribuindo para a formação, visibilidade e internacionalização de uma nova geração de cantores líricos.

NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O crescimento internacional do Cascais Ópera confirma a vitalidade da música clássica em Portugal e a capacidade do país para acolher eventos de dimensão artística global. A presença de Beatriz Maia entre os finalistas representa não apenas um motivo de orgulho nacional, mas também um sinal encorajador para o futuro do canto lírico português, cada vez mais presente nos grandes palcos internacionais.
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