Canção Nova receberá Congresso da Misericórdia em 2029

Diocese de Lorena e Canção Nova sediarão o VII Congresso Apostólico Mundial sobre a Misericórdia em 2029, anunciado em Vilnius pela Santa Sé.
 Foto do anúncio do Congresso Apostólico Mundial sobre a Misericórdia 2029 na Canção Nova, com referência à Diocese de Lorena e ao evento divulgado em Vilnius, Lituânia.

Diocese de Lorena e Canção Nova entram no circuito mundial da Divina Misericórdia


O Brasil volta ao centro das grandes peregrinações católicas internacionais


A Diocese de Lorena (SP) foi anunciada como sede do VII Congresso Apostólico Mundial sobre a Misericórdia, previsto para 2029, tendo a Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), como anfitriã. O anúncio ocorreu no encerramento da edição realizada em Vilnius, na Lituânia, e partiu do Dicastério para a Evangelização, órgão da Santa Sé responsável pela coordenação do evento.

Mais do que uma mudança geográfica no calendário de encontros internacionais, a escolha do Brasil sinaliza a consolidação da Canção Nova como um polo católico de alcance mundial. O congresso costuma acontecer a cada três anos, sempre em países diferentes, reunindo milhares de peregrinos para celebrações, catequeses, testemunhos, adoração ao Santíssimo Sacramento e iniciativas missionárias.

O circuito internacional do congresso inclui cidades em vários continentes.
“Após os momentos vividos em Roma, Cracóvia, Bogotá, Manila, Samoa e Vilnius, podemos agora convidar o povo da Divina Misericórdia para a Diocese da Lorena, no Brasil, para o Congresso Apostólico Mundial da Misericórdia 2029. Uma delegação, à qual confiamos nosso próximo encontro, é o movimento Canção Nova, muito conhecido no Brasil e no mundo, ansioso para se reencontrar e celebrar incessantemente a Misericórdia de Deus”. — Dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização

A leitura da Canção Nova: profecia e vocação de “Casa da Misericórdia”

Na interpretação da Comunidade Canção Nova, a confirmação de 2029 é apresentada como desdobramento de uma inspiração atribuída ao fundador, Padre Jonas Abib. Em 2002, durante a primeira Festa da Misericórdia na Canção Nova, ele teria consagrado a comunidade para ser “o lugar da Divina Misericórdia”, a “Casa da Misericórdia”, expressão que passou a marcar a identidade espiritual do movimento.

Esse vínculo é reforçado pelo Santuário do Pai das Misericórdias, inaugurado em 5 de dezembro de 2014, com capacidade para cerca de cinco mil pessoas. O templo abriga, no presbitério, um mosaico inspirado na parábola do Filho Pródigo, obra da artista brasileira Patrícia de Souza, concebido para expressar visualmente a misericórdia do Pai.

Um evento global apoiado por uma prática diária

A candidatura brasileira também se apoia em práticas já consolidadas na Canção Nova: a transmissão diária do Terço da Misericórdia pelo Sistema Canção Nova de Comunicação e a Festa da Divina Misericórdia, celebrada no segundo domingo da Páscoa, que há anos reúne grande número de peregrinos.

Do ponto de vista editorial, a escolha de Cachoeira Paulista representa uma convergência entre infraestrutura de acolhimento, tradição de peregrinação e forte identidade devocional. Ao mesmo tempo, impõe um desafio de escala: transformar um encontro de projeção mundial em experiência organizada para milhares de visitantes estrangeiros, em um contexto de segurança, hospedagem, mobilidade e tradução.

O que muda a partir de agora

Com o anúncio feito em Vilnius, inicia-se a fase de preparação do congresso de 2029. A expectativa é de que peregrinos de diversas partes do mundo participem do encontro, projetando a Diocese de Lorena e a Canção Nova para o centro do calendário internacional da espiritualidade da Divina Misericórdia.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Ao escolher a Diocese de Lorena e a Canção Nova para 2029, o Dicastério para a Evangelização não apenas define um endereço: reconhece um polo de peregrinação já consolidado e lhe confere uma missão de alcance global. O desafio brasileiro será corresponder à dimensão internacional do congresso sem perder aquilo que tornou a Canção Nova relevante para a espiritualidade da Divina Misericórdia: acolhimento, oração contínua e identidade pastoral clara.
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