Nova edição resgata romance pioneiro sobre mineração e exploração do trabalho em Minas Gerais
A literatura revela as marcas profundas da história social
A Academia Mineira de Letras (AML) promove, no próximo dia 16 de junho, às 19h, o encontro “Revisitando a obra de Avelino Fóscolo – Morro Velho”, dedicado à nova edição de um dos romances mais importantes da literatura social brasileira. O debate será realizado no auditório da instituição, em Belo Horizonte, com entrada gratuita e aberta ao público.
A mesa contará com a participação de Pedro Malard, Peter Rossi e Gabriel Freitas Ramos, sob mediação de Rogério Faria Tavares, ocupante da cadeira 08 da Academia Mineira de Letras. Ao final do evento, os participantes poderão acompanhar uma sessão de autógrafos com os editores Peter Rossi e Gabriel Freitas Ramos.
Considerado um dos primeiros romances brasileiros a tratar a mineração como tema central, Morro Velho tem como cenário a cidade de Nova Lima e apresenta um retrato contundente das condições de trabalho nas minas de ouro durante o século XIX. A obra foi escrita por Avelino Fóscolo, intelectual anarquista que dedicou sua produção literária à crítica das desigualdades sociais e à denúncia da exploração dos trabalhadores.
A nova edição recoloca em circulação um livro raro, de grande relevância histórica, literária e social. Segundo Pedro Malard, escritor, editor e advogado, sócio da Sete Autores Editora, responsável pela reedição, trata-se de um importante resgate histórico de uma obra sensível que documenta as condições de trabalho na mineração do século XIX.
Além de destacar a contribuição de Avelino Fóscolo para a literatura mineira e brasileira, o encontro pretende ampliar a reflexão sobre questões que permanecem atuais, como a relação entre território, atividade mineradora, desenvolvimento econômico e exploração do trabalho em Minas Gerais.
A iniciativa é realizada pela Academia Mineira de Letras em parceria com a Sete Autores Editora, dentro do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 256536)”, contemplado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto conta com o patrocínio do Instituto Unimed-BH, por meio do incentivo fiscal de mais de 5.900 médicos cooperados e colaboradores, além do apoio da Minasmáquinas.
SERVIÇO:
Revisitando a obra de Avelino Fóscolo – Morro Velho
Participantes: Pedro Malard, Peter Rossi e Gabriel Freitas Ramos
Mediação: Rogério Faria Tavares (cadeira 08 da AML)
Data: 16 de junho
Horário: 19h
Local: Academia Mineira de Letras – Rua da Bahia, 1466, Centro, Belo Horizonte
Entrada: Gratuita
Sobre Avelino Fóscolo
Avelino Fóscolo (1864–1944) foi escritor, jornalista, dramaturgo, farmacêutico e fundador da cadeira 7 da Academia Mineira de Letras. Natural de Sabará, viveu uma infância marcada pela pobreza e pelo trabalho nas minas de Morro Velho, experiência que influenciou decisivamente sua produção literária.
Abolicionista e defensor de ideias libertárias, destacou-se por retratar as desigualdades sociais, a exploração do trabalho e a realidade de trabalhadores e pessoas escravizadas em obras como A Capital, O Caboclo, O Mestiço e Morro Velho. Sua atuação também se estendeu ao jornalismo e ao teatro, sempre utilizando a arte como instrumento de reflexão crítica e transformação social.
Sobre o Instituto Unimed-BH
Em 2026, o Instituto Unimed-BH completa 23 anos de atuação. Criada em 2003, a entidade sem fins lucrativos desenvolve projetos socioculturais e socioambientais voltados à promoção da cidadania, do bem-estar e da qualidade de vida. Com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH, suas iniciativas contemplam áreas como comunidade, voluntariado, meio ambiente, adoção de espaços públicos e cultura, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Ao revisitar Morro Velho, a Academia Mineira de Letras promove não apenas o resgate de uma obra fundamental da literatura brasileira, mas também a reflexão sobre temas que continuam presentes na realidade nacional. Avelino Fóscolo antecipou, através da ficção, debates sobre trabalho, desigualdade e mineração que permanecem atuais, reafirmando a força da literatura como instrumento de memória, crítica social e compreensão da história.
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