Sábados Feministas debate violência política

Áurea Carolina debate violência política de gênero no projeto Sábados Feministas, dia 23 de maio, na Academia Mineira de Letras.
 Áurea Carolina participa do Sábados Feministas na Academia Mineira de Letras debatendo violência política de gênero

Áurea Carolina participa de encontro gratuito sobre gênero e democracia em Belo Horizonte


A política também precisa ser um espaço seguro para as mulheres


A luta das mulheres por espaço na política brasileira ainda enfrenta barreiras profundas e persistentes. Mesmo após décadas de avanços legais e sociais, a presença feminina nos espaços de poder continua limitada por estruturas históricas de exclusão e, sobretudo, pela violência política de gênero. É justamente sobre esse tema urgente e necessário que o projeto Sábados Feministas promove, no próximo dia 23 de maio, um encontro especial com a ativista, socióloga e ex-deputada federal Áurea Carolina, na Academia Mineira de Letras, em Belo Horizonte.

Gratuito e aberto ao público, o evento acontece a partir das 10h e propõe um debate sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na política institucional brasileira, especialmente diante das tentativas sistemáticas de silenciamento, intimidação e afastamento das lideranças femininas.

Quase cem anos após o direito ao voto feminino no Brasil, conquistado em 1932, a representação das mulheres em cargos eletivos ainda segue abaixo do esperado. Apesar da implementação de leis de cotas e de medidas de incentivo à participação feminina, o cenário político nacional continua marcado por desigualdades estruturais. Em paralelo aos avanços, cresceram também as formas de violência dirigidas às mulheres que ocupam espaços de liderança e decisão.

A criação da Lei 14.192, sancionada em 2021, representou um importante passo no combate à violência política de gênero, estabelecendo mecanismos para prevenir, reprimir e punir práticas de assédio, constrangimento e agressão contra candidatas e mulheres eleitas. Ainda assim, os desafios permanecem intensos.

Nesse contexto, Áurea Carolina tornou-se uma das vozes mais relevantes do país na denúncia da violência política de gênero e raça. Com trajetória marcada pelo ativismo social e pela defesa da democracia, ela reúne experiência académica e vivência pessoal sobre o tema. Formada em Sociologia pela UFMG, com especialização em Gênero e Igualdade pela Universitat Autònoma de Barcelona e mestrado em Ciência Política, Áurea construiu uma carreira política de destaque, sendo eleita a vereadora mais votada de Belo Horizonte em 2016 e, posteriormente, deputada federal.

Reconhecida internacionalmente por sua atuação em políticas públicas, justiça racial, climática e de gênero, a ex-parlamentar também esteve à frente do projeto que originou o Marco Regulatório do Fomento à Cultura, transformado na Lei 14.903/2024. Sua trajetória, contudo, também foi atravessada pelos impactos da violência política, fator que a afastou temporariamente da política institucional.

O encontro integra o projeto Sábados Feministas, iniciativa da Academia Mineira de Letras em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata. A ação faz parte do Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 256536), realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH e apoio da Minasmáquinas e do Esquina Santê.

Além de promover debates contemporâneos e urgentes, o projeto reforça a importância da participação feminina na construção democrática e na transformação social, criando espaços de diálogo, reflexão e fortalecimento coletivo.

SERVIÇO:
Sábados Feministas — Violência Política de Gênero com Áurea Carolina
Data: 23 de maio
Horário: 10h (portões abertos às 9h30)
Local: Academia Mineira de Letras — Rua da Bahia, 1466, Lourdes, Belo Horizonte
Entrada gratuita
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Debater violência política de gÉnero é discutir democracia, representatividade e direitos fundamentais. Ao trazer Áurea Carolina para o centro desta conversa, o projeto Sábados Feministas amplia um diálogo indispensável sobre a permanência das mulheres nos espaços de poder e os desafios ainda impostos por estruturas históricas de exclusão e silenciamento.
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