Que Jazz É Este? volta a transformar Viseu

Festival Que Jazz É Este? regressa a Viseu de 8 a 19 de julho com concertos, criação comunitária e entrada livre em toda a programação.
Cartaz oficial do Festival Que Jazz É Este? 2026 em Viseu com programação cultural e concertos de jazz

Festival reforça proximidade, criação comunitária e liberdade artística


O jazz sai dos palcos e entra na vida das pessoas

De 8 a 19 de julho, a cidade de Viseu recebe a 14.ª edição do Festival Que Jazz É Este?, um evento que continua a afirmar-se como um dos mais singulares do panorama cultural português. Com entrada livre em todas as atividades e incentivo ao donativo consciente, o festival mantém viva a sua identidade descentralizada, comunitária e aberta à experimentação artística, cruzando o jazz com outras linguagens e aproximando públicos de diferentes gerações e contextos sociais.

A edição deste ano traz novas confirmações à programação já anunciada anteriormente, entre elas Maria Luiza Jobim, AZUL PISCINA e o já emblemático 18.º Workshop de Jazz de Viseu, iniciativas que reforçam a diversidade estética e criativa do festival.

O arranque acontece logo a 8 de julho com uma das iniciativas mais identitárias do evento: o Jazz ao Domicílio. Nesta edição, a dixieband Chinfrim leva música ao Departamento de Psiquiatria do Hospital de Viseu, ao Internato Dr. Vítor Fontes e ao Estabelecimento Prisional de Viseu. Mais do que concertos, trata-se de uma intervenção artística profundamente humana, que rompe barreiras e leva cultura a espaços raramente incluídos nos circuitos tradicionais.

A 12 de julho, o festival desloca-se até à aldeia de Várzea de Calde para uma programação que une comunidade, território e criação contemporânea. A tarde inclui uma oficina de videoarte orientada pela artista plástica Beatriz Rodrigues, bem como atuações da banda Chinfrim e do projeto Três Tempos, desenvolvido pelo Teatro Viriato e orientado pelos músicos Xullaji e Bruno Pinto. O espetáculo reúne nove jovens participantes num processo colaborativo que agora ganha forma em palco, refletindo artisticamente sobre o mundo que os rodeia.

Já no dia 14 de julho, o Jazz na Rua leva a música até à feira semanal de Viseu através de um concerto ambulante interpretado por alunos da Escola Profissional da Serra da Estrela. O quotidiano transforma-se em espaço artístico e o jazz invade a rotina urbana com espontaneidade e proximidade.

O momento mais intenso da programação começa a ganhar forma a partir de 17 de julho. Nessa noite, os claustros do Museu Nacional Grão Vasco acolhem o concerto de Vera Morais. A artista portuense, atualmente radicada em Amesterdão, apresenta Eupnea, um projeto intimista onde a voz se transforma em território de descoberta, respiração e escuta coletiva, prometendo uma experiência sensorial particularmente envolvente.

No Carmo'81 regressam também as tradicionais jam sessions, um dos momentos mais espontâneos e agregadores do festival. No dia 16, o coletivo Batalha da Visa abre a sessão acompanhado pela nova geração de músicos da Gira Sol Azul. Já no dia 17, o protagonismo pertence aos Santa Combo, ligados ao Conservatório de Música e Artes do Dão, numa celebração da improvisação e da partilha musical intergeracional.

Fica ainda por revelar a programação completa do grande fim de semana de 18 e 19 de julho, que decorrerá no Parque Aquilino Ribeiro, no coração da cidade. A expectativa mantém-se elevada para aquele que deverá ser o momento mais vibrante do festival.

Mais do que procurar responder à pergunta que lhe dá nome, o Festival Que Jazz É Este? continua a reinventá-la ano após ano, transformando o jazz num espaço de encontro, liberdade artística e intervenção cultural. A programação continua a ser atualizada no site oficial do festival, bem como nas páginas oficiais de Instagram e Facebook.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O Festival Que Jazz É Este? demonstra, mais uma vez, que a cultura pode ser simultaneamente exigente, acessível e profundamente transformadora. Ao ocupar espaços improváveis, envolver comunidades locais e apostar na criação colaborativa, o evento reforça o papel do jazz enquanto linguagem viva, inclusiva e capaz de aproximar pessoas, territórios e sensibilidades distintas.
Enviar um comentário

Comentários