Show em Ipanema revisita a Bossa Nova entre tradição, jazz e reinvenção
Cinco décadas dedicadas à música brasileira com talento e ousadia
Eliane Salek chega aos 50 anos de carreira reafirmando o lugar que conquistou com coragem, refinamento musical e perseverança em um cenário historicamente desafiador para as mulheres instrumentistas no Brasil. A cantora, pianista, compositora e arranjadora sobe ao palco do Vinícius Show Bar, em Ipanema, no dia 22 de maio, às 20h, com o espetáculo “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas”, uma celebração da música brasileira em permanente transformação.
Ao longo de cinco décadas, Eliane construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pelo reconhecimento de importantes nomes da crítica musical. O jornalista e crítico José Domingos Raffaeli definiu a artista como “uma das mulheres que fazem a grandeza do jazz”, colocando-a ao lado de referências internacionais como Toshiko Akiyoshi e Tânia Maria. Já o baixo-barítono suíço François Loup a chamou de “Ella Fitzgerald brasileira”, destacando a potência interpretativa de sua voz.
A artista atuou durante 19 anos como corista e solista do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, experiência que ampliou sua formação musical e consolidou sua presença em diferentes universos sonoros. Ao longo da carreira, lançou cinco álbuns e teve o disco “Mistura Brasileira”, de 1999, apontado pelo jornal O Globo como um dos três melhores trabalhos de MPB daquele ano.
Sua caminhada também é marcada por parcerias expressivas com nomes fundamentais da música brasileira, entre eles Roberto Menescal, Sivuca, Toquinho, Paulinho da Viola, Paulo Moura e Zeca Pagodinho. Na década de 1980, integrou ainda um grupo histórico ao lado de Rosinha de Valença, Ana Mazzotti, Lilian Carmona e Kiki Vassimon, reforçando a presença feminina em espaços tradicionalmente dominados pelos homens.
Em depoimento emocionado, Eliane relembra o início da relação com a música ainda na infância, quando seus pés sequer alcançavam o chão durante os recitais no Conservatório da Tijuca. O piano abriu caminhos que a levaram também à flauta, às rodas de choro, à Orquestra Sinfônica Nacional e aos palcos do Brasil e da Europa. Entre apresentações populares e experiências na ópera, a artista segue celebrando a música como missão de vida.
No espetáculo “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas”, Eliane propõe uma releitura contemporânea da Bossa Nova. Mais do que reverenciar clássicos de Antônio Carlos Jobim e João Donato, o show amplia horizontes ao aproximar o gênero do jazz, da música clássica, do pop e de outras vertentes da música brasileira. A proposta é mostrar que a bossa permanece atual justamente por sua capacidade de dialogar com diferentes linguagens e gerações.
Ao lado de Eliane estarão músicos reconhecidos da cena instrumental e bossanovista: Daniel Garcia nos saxofones e flauta, João Cortez na bateria, Levi Chaves nos sopros e João Faria no baixo. O espetáculo contará ainda com a participação especial do pianista estadunidense Jeff Gardner, ampliando o intercâmbio musical entre o jazz e a tradição brasileira.
Mais do que um show comemorativo, a apresentação em Ipanema representa o testemunho artístico de uma mulher que atravessou décadas mantendo independência criativa, sofisticação musical e fidelidade à própria identidade. Em tempos de consumo rápido e descartável, celebrar 50 anos de carreira mantendo relevância artística é, por si só, um ato de resistência cultural.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Eliane Salek simboliza uma geração de artistas que ajudou a manter viva a excelência da música brasileira sem abrir mão da experimentação e da liberdade criativa. Seu percurso revela não apenas talento, mas também persistência diante das barreiras históricas enfrentadas pelas mulheres na música instrumental. “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas” surge como celebração merecida de uma artista que continua transformando tradição em renovação estética.
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Show em Ipanema revisita a Bossa Nova entre tradição, jazz e reinvenção
Cinco décadas dedicadas à música brasileira com talento e ousadia
Eliane Salek chega aos 50 anos de carreira reafirmando o lugar que conquistou com coragem, refinamento musical e perseverança em um cenário historicamente desafiador para as mulheres instrumentistas no Brasil. A cantora, pianista, compositora e arranjadora sobe ao palco do Vinícius Show Bar, em Ipanema, no dia 22 de maio, às 20h, com o espetáculo “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas”, uma celebração da música brasileira em permanente transformação.
Ao longo de cinco décadas, Eliane construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pelo reconhecimento de importantes nomes da crítica musical. O jornalista e crítico José Domingos Raffaeli definiu a artista como “uma das mulheres que fazem a grandeza do jazz”, colocando-a ao lado de referências internacionais como Toshiko Akiyoshi e Tânia Maria. Já o baixo-barítono suíço François Loup a chamou de “Ella Fitzgerald brasileira”, destacando a potência interpretativa de sua voz.
A artista atuou durante 19 anos como corista e solista do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, experiência que ampliou sua formação musical e consolidou sua presença em diferentes universos sonoros. Ao longo da carreira, lançou cinco álbuns e teve o disco “Mistura Brasileira”, de 1999, apontado pelo jornal O Globo como um dos três melhores trabalhos de MPB daquele ano.
Sua caminhada também é marcada por parcerias expressivas com nomes fundamentais da música brasileira, entre eles Roberto Menescal, Sivuca, Toquinho, Paulinho da Viola, Paulo Moura e Zeca Pagodinho. Na década de 1980, integrou ainda um grupo histórico ao lado de Rosinha de Valença, Ana Mazzotti, Lilian Carmona e Kiki Vassimon, reforçando a presença feminina em espaços tradicionalmente dominados pelos homens.
Em depoimento emocionado, Eliane relembra o início da relação com a música ainda na infância, quando seus pés sequer alcançavam o chão durante os recitais no Conservatório da Tijuca. O piano abriu caminhos que a levaram também à flauta, às rodas de choro, à Orquestra Sinfônica Nacional e aos palcos do Brasil e da Europa. Entre apresentações populares e experiências na ópera, a artista segue celebrando a música como missão de vida.
No espetáculo “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas”, Eliane propõe uma releitura contemporânea da Bossa Nova. Mais do que reverenciar clássicos de Antônio Carlos Jobim e João Donato, o show amplia horizontes ao aproximar o gênero do jazz, da música clássica, do pop e de outras vertentes da música brasileira. A proposta é mostrar que a bossa permanece atual justamente por sua capacidade de dialogar com diferentes linguagens e gerações.
Ao lado de Eliane estarão músicos reconhecidos da cena instrumental e bossanovista: Daniel Garcia nos saxofones e flauta, João Cortez na bateria, Levi Chaves nos sopros e João Faria no baixo. O espetáculo contará ainda com a participação especial do pianista estadunidense Jeff Gardner, ampliando o intercâmbio musical entre o jazz e a tradição brasileira.
Mais do que um show comemorativo, a apresentação em Ipanema representa o testemunho artístico de uma mulher que atravessou décadas mantendo independência criativa, sofisticação musical e fidelidade à própria identidade. Em tempos de consumo rápido e descartável, celebrar 50 anos de carreira mantendo relevância artística é, por si só, um ato de resistência cultural.
Redatora do blog luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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