Rio investe forte no audiovisual em 2026

Investimento de R$ 40 milhões impulsiona o audiovisual no estado do Rio de Janeiro com apoio à produção e expansão de cinemas

Parceria com Ancine impulsiona produção e acesso ao cinema


O investimento público volta a apostar na cultura como motor económico


O setor audiovisual do Rio de Janeiro prepara-se para um novo ciclo de crescimento com um investimento robusto de R$ 40 milhões anunciado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Em parceria com a Ancine, o aporte será viabilizado por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e do Fundo Estadual de Cultura, reforçando uma estratégia que combina produção, distribuição e exibição.

A iniciativa integra o chamado Arranjo Regional — uma política do FSA que procura equilibrar o acesso aos recursos, promovendo a cooperação entre diferentes níveis de governo e evitando a concentração de investimentos apenas nos grandes centros.

Segundo a secretária Danielle Barros, a prioridade é clara: fortalecer toda a cadeia produtiva do audiovisual, democratizar o acesso ao cinema e estimular o desenvolvimento cultural e económico em várias regiões do estado. Traduzindo: menos centralização, mais oportunidades espalhadas pelo mapa.

O plano desenhado pela secretaria aposta em três frentes essenciais: apoio à produção de longas-metragens, incentivo à comercialização dessas obras e expansão da Rede Estadual de Cinemas RJ. Não basta produzir — é preciso fazer chegar ao público.

E os números mostram que o caminho já vem sendo trilhado. O setor audiovisual fluminense registou um crescimento de 71% no número de empresas, segundo o Sebrae Rio, consolidando-se como um dos pilares da economia criativa no estado. Mais empresas significa mais empregos, mais serviços e mais circulação de dinheiro — algo que qualquer economia agradece.

Esse crescimento não está restrito à capital. Cidades como Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias já se destacam como polos emergentes, mostrando que o audiovisual pode — e deve — ser um fenómeno distribuído.

Para Taila Borges, superintendente de audiovisual, o impacto vai muito além das telas. O setor movimenta toda a cadeia da economia criativa, desde técnicos e artistas até serviços indiretos, provando que investir em cultura não é gasto — é estratégia.

No terreno das salas de cinema, o avanço também é visível. O programa “Cinema da Cidade”, em parceria com o Governo Federal, já resultou na construção de complexos exibidores em Miracema e São Pedro da Aldeia, com investimento de cerca de R$ 10 milhões.

Cada unidade foi equipada com duas salas (2D e 3D), além de cumprir requisitos de acessibilidade — algo que ainda faz falta em muitos espaços culturais. O pacote inclui ainda bomboniere, bilheteira e infraestrutura completa, porque ir ao cinema continua a ser uma experiência, não apenas um ecrã.

E a expansão não para por aí. Novas unidades estão a ser construídas em Cordeiro, São Fidélis, Bom Jardim e Mendes, ampliando ainda mais o alcance do cinema no interior.

Paralelamente, o projeto Cine+, viabilizado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, levou salas de exibição a municípios como Maricá, Areal, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Itaocara e Paraty — todos com menos de 250 mil habitantes.

No fundo, o recado é simples: o cinema brasileiro quer sair do eixo e ocupar todo o território. E, desta vez, parece que há dinheiro — e vontade — para isso acontecer.

Nota do Editor - Portal Splish Splash
Investir no audiovisual é investir na memória, na identidade e no futuro. Quando o cinema chega a mais cidades, não leva apenas filmes — leva oportunidades, inclusão e desenvolvimento. Que este impulso não seja apenas mais um capítulo, mas o início de uma longa-metragem de sucesso para a cultura brasileira. 
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