Feira no Rio reúne tradição, inovação e experiências imersivas únicas
O artesanato deixa de ser apenas objeto e vira experiência
O artesanato cultural fluminense prepara-se para ganhar palco, luz e protagonismo na 18ª edição da Rio Artes, considerada a maior feira de artesanato da América Latina. O evento decorre de 8 a 12 de abril, no Centro do Rio de Janeiro, e promete muito mais do que exposição: será um verdadeiro mergulho sensorial no universo criativo.
A participação da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECECRJ), através da Escola da Cultura RJ, materializa-se num estande robusto de 620 m², desenhado para impressionar — e cumprir. Não se trata apenas de mostrar peças, mas de contar histórias, provocar reflexões e abrir caminhos para o futuro do setor.
O espaço foi pensado como uma experiência completa. O visitante atravessa um Salão de Exposição Cultural dividido em cinco ambientes imersivos: Artesania, Rio Antigo, Revolução das Máquinas, Nuvem de Palavras e Imersão. Aqui, o artesanato dialoga com memória, identidade e inovação — sem nostalgia estéril, mas com olhar estratégico.
No centro das atenções está o Palco das Artes, um anfiteatro com capacidade para 50 pessoas, que acolhe diariamente palestras, debates e apresentações artísticas das 11h às 20h. Um espaço onde o saber tradicional encontra ferramentas contemporâneas — e onde o artesão deixa de ser invisível.
Segundo a secretária Danielle Barros, a iniciativa reforça algo essencial: ouvir quem cria. A proposta vai além da vitrine — é um exercício de diálogo entre artistas, público e gestão pública, com foco claro na valorização do artesanato como força económica e cultural.
E aqui entra um ponto que merece aplauso: o programa Passaporte Cultural RJ. Não é discurso bonito — é acesso real. Serão disponibilizadas 1.000 vagas gratuitas em caravanas, incluindo transporte e entrada no evento. Democratizar a cultura não é só falar — é abrir portas, literalmente.
A programação também não fica atrás e distribui conteúdo relevante ao longo dos cinco dias:
No dia 8 de abril, o tema é Identidade e Património, com destaque para o debate sobre o artesanato como património cultural e reflexões sobre saberes tradicionais.
A 9 de abril, o foco recai sobre Sustentabilidade e Inovação, com discussões práticas sobre economia criativa e modelos colaborativos, além de um toque musical para equilibrar teoria e emoção.
O dia 10 é dedicado ao Empreendedorismo — aquele ponto onde muitos artistas tropeçam. Precificação, custos, redes sociais e inteligência artificial entram em cena sem rodeios.
A 11 de abril traz o tema Mercado e Difusão do Conhecimento, com orientações sobre políticas públicas, estratégias de lucro e até lançamento literário — porque pensar também é produzir.
Por fim, a 12 de abril fecha com Inclusão e Políticas Públicas, abordando acessibilidade, gestão emocional e o papel do artesanato como ferramenta social.
No meio disto tudo, uma certeza: o artesanato deixou de ser apenas tradição para se afirmar como setor estratégico. E ainda bem — já estava na hora.
SERVIÇO:
Evento: 18ª Rio Artes
Data: 8 a 12 de abril de 2026
Horário: quarta a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 17h
Local: ExpoRio – Rua Beatriz Larragoiti Lucas, s/n, Cidade Nova – Rio de Janeiro
O artesanato carrega história, identidade e sobrevivência. Quando bem apoiado, transforma-se em motor económico e ponte cultural. Iniciativas como esta mostram que tradição e futuro podem — e devem — caminhar juntos.
Feira no Rio reúne tradição, inovação e experiências imersivas únicas
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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