Que Jazz É Este? regressa a Viseu em grande

Festival Que Jazz É Este? 2026 em Viseu revela primeiras confirmações e aposta em programação diversa, acessível e inovadora no panorama do jazz.
Cartaz oficial do Festival Que Jazz É Este? 2026 em Viseu

Festival celebra diversidade, experimentação e acesso livre à cultura em julho


Três primeiras confirmações já revelam a ambição do cartaz


Na sua 14.ª edição, o festival Que Jazz É Este? regressa a Viseu com uma atitude afirmativa e renovada, recusando fórmulas fechadas e apostando numa programação que cruza linguagens, territórios e públicos. Sem pedir licença para existir, o evento instala-se na cidade entre os dias 8 e 19 de julho, expandindo-se por espaços públicos e propondo uma experiência cultural plural e acessível.

O vídeo de apresentação já antecipa o espírito desta edição — ver teaser em vídeo oficial do festival.

Mantendo a sua identidade eclética, o festival continua a privilegiar a ocupação do espaço urbano, respondendo à pergunta que lhe dá nome com mais inquietações do que certezas. Ao longo de quase duas semanas, o público poderá assistir a residências artísticas, concertos, rádio ao vivo, jazz ao domicílio, atuações de rua, oficinas, jam sessions, DJ sets e ainda explorar um mercado dedicado a livros e discos.

O Que Jazz É Este? volta a reunir projetos emergentes, nomes consagrados do panorama nacional e internacional, bem como coletivos e músicos locais, consolidando-se como um verdadeiro catalisador de encontros e intercâmbios culturais. Num equilíbrio entre propostas fora dos circuitos comerciais e uma programação abrangente, o festival reforça a sua capacidade de atrair públicos diversos.

Todas as atividades são de entrada livre, com incentivo ao chamado “donativo consciente” — uma forma de promover o acesso democrático à cultura sem desvalorizar o trabalho artístico e criativo.

Entre as primeiras confirmações destacam-se três propostas que refletem a diversidade estética do festival:

Maria Luiza Jobim atua no Parque Aquilino Ribeiro, a 18 de julho, trazendo uma sonoridade que cruza a delicadeza da MPB, nuances eletrónicas e atmosferas jazzísticas. Após o álbum de estreia Casa Branca (2019), consolidou a sua identidade artística em Azul (2023), onde a poesia contemporânea dialoga com uma abordagem musical intimista. Em Viseu, espera-se um concerto sensível, marcado por memórias e paisagens sonoras envolventes.

Também no dia 18 de julho, sobe ao palco o projeto Azul Piscina, liderado pelo baterista viseense Miguel Rodrigues. Assente numa escuta atenta e na criação coletiva em tempo real, o trio desenvolve um discurso onde composição e improvisação coexistem, dando origem a um universo sonoro em constante mutação.

A vertente pedagógica ganha expressão no 18.º Workshop de Jazz de Viseu, que decorre de 15 a 17 de julho, no Teatro Viriato. Orientado por Rita Maria e Nuno Costa, este workshop dirige-se a estudantes de música e propõe uma imersão intensiva no universo do jazz e da improvisação. Durante três dias, os participantes exploram prática coletiva, construção de arranjos e improvisação, culminando numa apresentação pública.

Mais do que um festival, o Que Jazz É Este? afirma-se como um processo em permanente evolução — um espaço onde se experimentam novas formas, se cruzam percursos e se projetam futuros possíveis para a música e para a cidade, colocando Viseu no mapa dos festivais que pensam o jazz para além dos seus limites convencionais.

A programação completa está disponível e em atualização contínua no site oficial do Que Jazz É Este?

Nota do Editor – Portal Splish Splash
O Festival Que Jazz É Este? continua a afirmar-se como uma das propostas culturais mais ousadas e inclusivas do panorama nacional, promovendo o jazz como linguagem viva e em constante reinvenção. 
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