Um mergulho musical na memória afetiva de um nome histórico da Bossa Nova paulista
Seis décadas de música não se resumem — celebram-se
"Quando a experiência vira arte, o tempo torna-se aliado."
Carmen Augusta
Aos 83 anos, Dino Galvão Bueno não apenas revisita a própria trajetória — ele transforma memória em música viva. O novo álbum autoral Falando de Amigos, lançado em 10 de abril de 2026 nas plataformas digitais, é mais do que um conjunto de canções: é um testemunho afetivo, artístico e humano de uma carreira que atravessa gerações.
Com pré-save disponível, o trabalho chega acompanhado de um espetáculo de lançamento marcado para 22 de abril, às 20h, no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo, com entrada gratuita — um gesto raro e generoso num tempo em que a cultura muitas vezes cobra caro pela emoção.
Sob direção musical e arranjos de Ricardo Barros e direção artística de Anita Galvão Bueno, o álbum percorre uma paisagem sonora rica e variada. Samba-canção, bolero, valsa, bossa nova e frevo-canção convivem com naturalidade, como capítulos de uma vida que nunca se limitou a um único ritmo. As parcerias com nomes como Theo de Barros, Daltony Nóbrega, Cau Pimentel, Edgard Poças, Adylson Godoy e J. Petrolino reforçam a ideia central do projeto: ninguém constrói uma história sozinho.
E há também os encontros especiais. O disco conta com participações de músicos de excelência como o pianista Nelson Ayres, o clarinetista Oran Etkin, o trombonista Jaziel Gomes, o saxofonista Anderson Quevedo e o trompetista Diogo Duarte. Soma-se a isso a presença íntima e simbólica da filha Anita Galvão Bueno e da neta Violeta, num dos momentos mais ternos do álbum.
Cada faixa é uma narrativa. “Falando de Amigos”, que abre o disco, nasce como homenagem a Carlos Lyra e expande-se como tributo coletivo à amizade. “Até Quando?” revisita parcerias antigas com nova maturidade. “Todos os Cantos” ganha vida com inspiração num simples pássaro — o cambacica — provando que a poesia mora nos detalhes. Já “Pedaço Pior” mergulha nas dores do amor com intensidade quase cinematográfica.
O álbum também reserva espaço para delicadeza e intimidade, como no medley dedicado à neta Violeta, onde uma cantiga de ninar evolui para uma valsa-jazz sofisticada. Em “Quando o Amor Chegar”, a simplicidade do arranjo evidencia a essência da composição. E “Estrela Guia”, carregada de significado pessoal, concretiza um desejo antigo ao reunir Dino e Nelson Ayres numa mesma interpretação.
Na reta final, “Sob a Luz do Neon” traz ecos do bolero clássico, com referência ao lendário Lucho Gatica, enquanto “Bloco de Tudo” encerra o álbum com energia contagiante, evocando o frevo pernambucano com autenticidade e brilho.
Mais do que um disco, Falando de Amigos é um manifesto silencioso: a arte não tem prazo de validade. Dino Galvão Bueno prova que criar, emocionar e partilhar continuam a ser atos profundamente necessários — em qualquer idade.
O projeto, realizado com apoio de políticas públicas como a PNAB, o ProAC e o Ministério da Cultura, vai além do álbum e do espetáculo. Inclui ainda roda de conversa, entrevistas em vídeo e conteúdos digitais que serão disponibilizados aqui e nos canais oficiais do artista no Instagram,Facebook e YouTube, democratizando o acesso e ampliando o alcance da obra.
Num mundo acelerado e muitas vezes descartável, Dino faz o contrário: constrói permanência.
Nota do Editor - Portal Splish Splash
Dino Galvão Bueno lembra-nos que a verdadeira arte não envelhece — amadurece, ganha alma e torna-se ainda mais necessária.
Um mergulho musical na memória afetiva de um nome histórico da Bossa Nova paulista
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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