Exposição em Leiria revisita obra intensa e inspira nova geração artística
O passado dialoga com o presente em novas formas de expressão
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"A imperfeição pode ser potência criativa."
Alba Fraga Bittencourt
O projeto Capítulo segue sua proposta de mergulhar nos universos de artistas que redefiniram a maneira como ouvimos e sentimos a música e as artes visuais. Em cada edição, um convite é lançado: reinterpretar legados, criar pontes entre tempos distintos e imaginar novas possibilidades. Afinal, como soaria hoje um disco de um artista marcante do passado? E como seria sua estética visual em um mundo contemporâneo?
Abrindo o ciclo de 2026, o Capítulo #5 presta homenagem a Daniel Johnston (1961–2019), figura singular cuja obra transformou fragilidade em linguagem artística. Autodidata e alheio às convenções da indústria, Johnston construiu uma produção profundamente honesta, marcada por gravações caseiras, desenhos intensos e uma musicalidade crua, capaz de atravessar gerações e influenciar músicos e artistas visuais em todo o mundo.
Inicialmente adiada devido à tempestade Kristin, que impactou a região de Leiria, a exposição agora retorna com força no Museu de Leiria, disponível por tempo limitado, até 6 de junho. Trata-se de uma oportunidade rara para explorar o universo sensível de Johnston e perceber como sua obra articula música, desenho e identidade.
Para dialogar com esse legado, o projeto convida Leonardo Pinto (thispage), jovem músico e artista visual com trajetória já reconhecida em festivais e premiações. Inspirado desde cedo por Johnston, Leonardo traz uma abordagem contemporânea que reverbera a mesma intensidade emocional do homenageado.
Segundo o artista, a conexão é profunda: Johnston não apenas criava músicas, mas construía universos paralelos onde sentimentos, conflitos e imaginação coexistiam de forma autêntica e visceral. Essa influência se materializa no projeto “Daniel Johnston talked to me”, apresentado ao vivo no dia 31 de maio, às 18h30, como uma interpretação imaginada de como seria um álbum de Johnston em 2026.
Antes da apresentação, o público poderá participar de uma conversa com Leonardo Pinto e o curador Hugo Ferreira, explorando os processos criativos, as influências e a relação entre vulnerabilidade e arte. Também será possível conhecer a obra visual “2026”, desenvolvida especialmente para este Capítulo.
Com entrada gratuita mediante inscrição prévia, o evento reafirma o compromisso do projeto em democratizar o acesso à arte e estimular reflexões sobre criação e sensibilidade.
A iniciativa, promovida pela CCER MAIS, CRL em co-produção com o Museu de Leiria, integra um ciclo que seguirá ao longo do ano com novas homenagens: Alice Coltrane no Capítulo #6, Miriam Makeba no Capítulo #7 e Jorge Peixinho no Capítulo #8.
Nota do Editor - Portal Splish Splash
Daniel Johnston permanece como um símbolo raro de autenticidade artística — sua obra prova que a fragilidade, longe de ser limite, pode ser a mais poderosa forma de comunicação.
Exposição em Leiria revisita obra intensa e inspira nova geração artística
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
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