Requiem de Mozart ecoa no CCB na Páscoa

Concerto de Páscoa no CCB com o Requiem de Mozart e estreia de Pedro Lima pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dias 1 e 2 de abril.
Cartaz oficial do concerto de Páscoa no CCB com Requiem de Mozart e Orquestra Metropolitana de Lisboa

Concerto reúne emoção, estreia absoluta e reflexão sobre a vida


Mozart não escreveu apenas notas, escreveu destino


O Centro Cultural de Belém recebe, nos dias 1 e 2 de abril, um dos momentos mais marcantes da programação pascal: o Concerto de Páscoa que junta a Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat numa interpretação do intemporal Requiem de Wolfgang Amadeus Mozart.

Num programa que equilibra tradição e contemporaneidade, a noite abre com a estreia absoluta de Dance Steps, do jovem compositor português Pedro Lima (1994). Uma obra que sugere movimento, impulso e, como o próprio conceito indica, aquele gesto quase inevitável de continuar — mesmo quando tudo parece suspenso. Porque, às vezes, quando já não há respostas, resta dançar.

Segue-se o monumental Requiem em Ré menor, KV 626, uma das obras mais envoltas em mistério e intensidade emocional da história da música. Mais do que uma composição, trata-se de um verdadeiro espelho da condição humana. Há nela drama, beleza, dúvida e transcendência. Há o peso da mortalidade e, ao mesmo tempo, uma estranha sensação de elevação.

A narrativa em torno da sua criação — marcada por encomendas anónimas, rumores de conspiração e a morte prematura do compositor — só reforça o seu estatuto quase mítico. Mas, acima de tudo, o Requiem sobrevive porque toca onde poucas obras conseguem chegar: no íntimo da existência.

A interpretação conta com um elenco de excelência: a soprano Sofia Marafona, a meio-soprano Rita Coelho, o tenor Marco Alves dos Santos e o barítono Hugo Oliveira. A direção musical está a cargo de Pedro Neves, com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat orientado por Jorge Alves.

Antes do concerto, haverá ainda uma conversa prévia conduzida por Rui Campos Leitão, às 19h30, destinada exclusivamente aos portadores de bilhete — um convite a entrar na obra antes mesmo de a ouvir.

Mais do que um concerto, este é um encontro com aquilo que nos define: a fragilidade, a esperança e a eterna procura de sentido.

Nota do Editor - Portal Splish Splash
Há obras que não precisam de apresentação — precisam de silêncio antes e depois. O Requiem de Mozart é uma delas. Em tempos de ruído constante, parar para ouvir algo assim não é luxo, é necessidade. 
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