O álbum mais pesado da banda consolida o hard rock e heavy metal no underground brasileiro
Riffs mais sujos, atitude redobrada e zero concessões: a Insanidade não veio pedir licença
A banda goiana Insanidade chega a um novo patamar com o lançamento de “Enough to be a Loser”, o quarto álbum de estúdio e, sem rodeios, o mais pesado da sua trajetória. O disco assume sem medo as raízes do hard rock e do heavy metal, reforçando a posição do grupo como um dos nomes mais consistentes e ativos do underground brasileiro.
Com nove faixas no alinhamento — oito temas originais e um cover certeiro de “Looks That Kill”, dos Mötley Crüe — o álbum respira o Hard n’ Heavy clássico dos anos 70 e 80. As influências são claras, de Motörhead a AC/DC, passando por Guns N’ Roses e The Hellacopters, mas nunca soam como cópia. Há músculo, suor e uma identidade que já não precisa de apresentações.
Riffs diretos, batidas firmes e letras carregadas de atitude sustentam um disco que aposta na crueza do rock’n’roll sem maquilhagem. Aqui, a energia fala mais alto do que a perfeição e isso joga claramente a favor da Insanidade.
Formada por Lucas Tamandaré (voz), Luis Maldonalle (guitarra), Gustavo Vasquez (baixo) e Rodrigo Miranda (bateria), a banda destaca neste trabalho um processo criativo mais maduro e coletivo. “Enough to be a Loser” foi construído a oito mãos, com todos os elementos do grupo envolvidos nas melodias, arranjos e decisões artísticas, assumindo de vez o caminho Hard n’ Heavy como identidade central.
A escolha de “Looks That Kill” não é inocente. Os Mötley Crüe são uma influência assumida e um símbolo do espírito oitentista de Los Angeles que a banda sempre admirou. O riff marcante e o refrão viciante encaixam naturalmente no universo da Insanidade, funcionando como homenagem e afirmação estética.
Ativa e participativa, a banda vê-se como parte integrante da cena underground brasileira, marcando presença em concertos, festivais, entrevistas e meios de comunicação, sem nunca perder de vista a importância de valorizar outras bandas do circuito.
E o futuro já está em marcha. O grupo prepara “Enough to be a Loser II”, com lançamento apontado para o primeiro semestre de 2026. Serão dez faixas, nove originais e mais um cover de peso, prometendo manter — ou aumentar — a fasquia sonora agora estabelecida.
*Nota do Editor – Portal Splish Splash*
Quando uma banda assume as suas influências sem vergonha e as transforma em identidade, o resultado costuma ser honesto. “Enough to be a Loser” não tenta agradar a todos — e ainda bem. É rock cru, directo e com ADN próprio, como o underground gosta e precisa.
O álbum mais pesado da banda consolida o hard rock e heavy metal no underground brasileiro
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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