Farmakon: Reality Show Alienígena Agita o Rio

Saga "Farmakon" atrai mais de 500 pessoas em sessões independentes no Rio. Filme de Angelo Santoro mistura sci-fi, terror e crítica social. Confira a
Cartaz do filme Farmakon com estética retro sci-fi, apresentando o host alienígena e participantes em um reality show intergaláctico.

Exibição de Sci-Fi Independente Atrai Multidões no Estação Net Botafogo


A saga cinematográfica desafia a lógica comercial e vira fenômeno


O cinema feito com paixão e sem grandes patrocínios ainda é capaz de criar fenômenos de público e cultura. A prova é o sucesso da saga “Pharmakon”, de Angelo Santoro, que se tornou atração obrigatória na mostra Cine Tupyfagia no Estação Net Botafogo. Combinando terror, ficção científica de vanguarda e uma crítica social ácida, a série cativou espectadores e consolidou-se através do poder do “boca a boca”.

O triunfo vai além do número expressivo de ingressos vendidos. O verdadeiro termômetro do sucesso é a euforia que toma conta dos corredores do cinema após cada sessão, com debates intensos sobre as camadas da trama e uma ansiedade coletiva pelos próximos episódios. É a vitória da narrativa ousada sobre os orçamentos modestos.

No centro da história está uma premissa tão original quanto perturbadora: um reality show comandado pela entidade intergaláctica Pharmakon (Lip D'carli), que expõe e explora as falhas humanas mais grotescas. Se o primeiro capítulo abordou a dependência química, a nova fase mergulha na corrupção e na ganância familiar, servindo como um espelho distorcido, mas revelador, da sociedade.

Em entrevista, o criador Angelo Santoro explica a motivação por trás do projeto: “O filme mostra absurdos humanos muitas vezes normalizados pela repetição. Como seriam os olhares de nossos 'vizinhos intergalácticos' diante desses comportamentos? O que me admira é o público identificar os personagens com pessoas do seu convívio”. Santoro também destaca a estética vintage e fantasiosa, uma homenagem ao cinema clássico que embala sua crítica artística.

Nenhum fenômeno nasce sozinho. Santoro ressalta a força da equipe, incluindo o roteirista Felippe Napolitano, o diretor de fotografia Marcelo Delfino, e assistentes como Helen Iris e Alessandro Verás. O elenco, um mix de talentos experientes e novos, conta com nomes como Regina Hadjedje, Max Frederick, Rizia Fernandes, Mirian Muller, Mya Vittori, Chris Pietro, Paullo Dourado, Priscila Dias e Alex Lopes, além de participações especiais de Paulo Fernandes e Mariza Maciel.

Ao final de cada exibição, uma pergunta ecoa: até onde Pharmakon levará seus participantes em nome da audiência intergaláctica? O público carioca, claramente, está ávido para descobrir.

Nota do Editor — Portal Splish Splash: A saga “Pharmakon” é mais do que um sucesso de público; é um caso de estudo sobre a vitalidade da cena independente. Demonstra que, quando a obra fala com autenticidade e provoca reflexão, encontra o seu caminho, superando as barreiras do circuito convencional. É um sopro de criatividade rebelde e um lembrete poderoso de que as melhores histórias, às vezes, nascem à margem.
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