Dash Hammerstein Apresenta o Single “Noise Machine”

Dash Hammerstein lança “Noise Machine”, single indie folk pop que antecipa o álbum homónimo, com edição mundial marcada para 13 de fevereiro.
Retrato promocional do músico e compositor Dash Hammerstein

Um tema indie folk pop sobre escolher o artificial num mundo cada vez mais real


Escolher o som falso da chuva pode ser mais honesto do que parece

Dash Hammerstein, cantor-compositor indie folk pop de espírito independente e compositor amplamente reconhecido, acaba de lançar o novo single “Noise Machine”, uma canção simples na forma, mas carregada de ironia e significado. O tema nasce de um hábito curioso do próprio artista: recorrer ao som artificial da chuva numa aplicação de “white noise”, mesmo quando chove de verdade lá fora. Às vezes, fecho a janela e prefiro ouvir a chuva falsa para adormecer. É uma escolha assumidamente artificial em detrimento do real, partilha Dash, com humor e desarmante honestidade.

A música ganha uma identidade especial graças aos sopros, arranjados e interpretados por Michael Sachs, claramente inspirados no período do White Album de Paul McCartney e em velhos discos de music hall. O resultado é um ambiente levemente pateta, que acompanha à perfeição um sentimento igualmente pateta — no melhor sentido possível — e que reforça o charme da canção.

Noise Machine - Dash Hammerstein


Com um percurso sólido no audiovisual, Dash Hammerstein já assinou bandas sonoras para projetos da Netflix, Hulu, HBO, PBS, entre muitos outros. Paralelamente, construiu uma discografia consistente, com álbuns de folk pop marcados pela influência dos Kinks e incursões pela música neo-clássica, várias vezes licenciada para campanhas publicitárias internacionais de marcas como Adidas e Toyota.

Conhecido por criar composições que cruzam uma produção moderna com uma melodia artesanal e algo desalinhada, próxima de universos sonoros como os de Moondog ou Brian Eno, o seu trabalho já foi apresentado em festivais de prestígio como Sundance, Tribeca Film Festival e DOC NYC. Nos últimos anos, tem também reforçado a ligação à cena teatral de Nova Iorque, escrevendo e colaborando no desenvolvimento de vários musicais.

“Noise Machine” antecipa o álbum homónimo Dash Hammerstein, com lançamento mundial marcado para 13 de fevereiro. O disco nasceu de um período de sobriedade criativa e de forte experimentação, assumindo-se como o trabalho mais honesto da carreira do músico. Nada de psicadelismo gratuito: cada canção aborda temas concretos e significativos, como a morte, a incerteza, amizades antigas, novas tecnologias ou biotecnologia. As composições passaram a surgir de manhã, muitas delas escritas rapidamente, ao sabor do café, num registo de primeira ideia, melhor ideia.

O álbum conta ainda com participações especiais de Michael Sachs nos sopros e metais, Jordi Nus nas cordas e Alden Harris-McCoy em guitarras convidadas. Todo o processo de gravação e mistura ficou a cargo do próprio Dash, realizado em vários estúdios espalhados por Brooklyn.

Nota do Editor – Portal Splish Splash
Entre a ironia subtil e a honestidade criativa, Dash Hammerstein confirma-se como um artista que sabe rir de si próprio enquanto entrega canções com identidade, sensibilidade e uma maturidade rara no panorama indie atual. 
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