Escritoras Vivas celebra 5 anos com encontro literário em SG

Coletiva Escritoras Vivas celebra cinco anos com encontro literário, debate, sarau e confraternização na Cafeteria Vírgula, em São Gonçalo.
Composição da fotos da Coletiva Escritoras Vivas em São Gonçalo

Coletiva comemora trajetória de fortalecimento da autoria feminina com debate, sarau e confraternização aberta ao público


Quando mulheres escrevem em coletivo, a literatura deixa de ser exceção e passa a ser território


A Coletiva Escritoras Vivas comemora, nesta sexta-feira, 30 de janeiro, cinco anos de atuação com um encontro literário aberto ao público, a partir das 18h, na Cafeteria Vírgula, em São Gonçalo. Mais do que uma data comemorativa, o evento marca a consolidação de um projeto que, desde 2021, vem fortalecendo a autoria feminina por meio da escrita, da formação literária e da publicação independente.

Fundada por Yonara Costa, Cyntia Fonseca e Suzane Veiga, a Coletiva Escritoras Vivas nasceu do desejo de criar um espaço de acolhimento, troca e crescimento para mulheres escritoras. Ao longo desses cinco anos, o grupo realizou oficinas gratuitas, encontros literários, ações culturais e publicações coletivas, impactando dezenas de autoras e ampliando o acesso à escrita como ferramenta de expressão, autonomia e pertencimento.

Entre as iniciativas mais relevantes estão as coletâneas Escritoras Vivas 2 e Escritoras Vivas: Mulher Gonçalense tem Voz, obras que registram não apenas textos literários, mas trajetórias, vozes e experiências que muitas vezes permanecem à margem do circuito editorial tradicional. A atuação da Coletiva reafirma a literatura como prática viva, coletiva e profundamente conectada ao território.

Da experiência do grupo surgiu também a Editora Mapa das Letras, que compartilha do mesmo propósito: fomentar a literatura de autoria feminina de ponta a ponta, acompanhando escritoras desde a formação até a publicação de seus livros. Com 17 títulos lançados, a editora vem se consolidando como um selo atento à diversidade de vozes, narrativas e contextos, reafirmando o compromisso com uma produção literária plural e alinhada às questões do seu tempo.

O encontro comemorativo terá início com uma roda de conversa sobre o livro Como educar crianças feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, obra escolhida para o mês de janeiro pelo Grupo de Leitura Escritoras Vivas. Em seguida, o público poderá participar de um sarau com microfone aberto, além de apresentação musical e um momento de confraternização que reunirá autoras, leitoras, parceiras e apoiadoras para celebrar a trajetória da Coletiva.

Por que “Coletiva”?
O uso do termo “Coletiva” não é apenas uma escolha gramatical, mas política e simbólica. Sugerido pela Escritora Viva Tábata Lugão, o termo afirma o feminino como centro, reconhecendo que o projeto nasce, se constrói e se fortalece a partir das experiências, vozes e narrativas de mulheres. Em um campo historicamente marcado pelo masculino como norma, assumir-se como Coletiva é também um gesto de afirmação, visibilidade e reposicionamento.

Como tudo começou
A história da Coletiva Escritoras Vivas tem início no final de 2020, em plena pandemia, quando Yonara Costa, à frente do projeto Escritores Vivos em São Gonçalo, convidou a jornalista Cyntia Fonseca e a professora e escritora Suzane Veiga para elaborar uma iniciativa voltada especificamente ao fomento da autoria feminina.

O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc, viabilizando a realização de oficinas gratuitas de escrita criativa — conto, poesia e escrita jornalística — para 30 mulheres, no Bistrô d’Avó, espaço gastronômico-cultural de referência na cidade. Diante da grande carência de ações culturais voltadas à formação literária, especialmente para mulheres, a iniciativa ganhou continuidade e expansão com recursos da Política Nacional Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo.

Todas as oficinas resultaram em publicações, como Escritoras Vivas: coletivo de autoras gonçalenses, Escritoras Vivas: coletivo de autoras gonçalenses 2 e Escritoras Vivas: Mulher Gonçalense tem Voz, além da coleção de poesia Escritoras Vivas. A atuação do grupo se desdobra ainda no blog Mapa das Letras e no Grupo de Leitura Escritoras Vivas, que promove encontros mensais na Cafeteria Vírgula para debater obras escritas por mulheres de diferentes países e culturas.

SERVIÇO:
Evento: 5 anos da Coletiva Escritoras Vivas
Data: Sexta-feira, 30 de janeiro
Horário: A partir das 18h
Local: Cafeteria Vírgula
Endereço: Rua Carlos Gianelli, 235, Centro, São Gonçalo (próximo à Perfumaria Kennedy)
Entrada: Gratuita

Nota do Editor – Portal Splish Splash:
Projetos como a Coletiva Escritoras Vivas mostram que literatura também se constrói em rede, no encontro e na partilha. Celebrar cinco anos é reconhecer a força de um trabalho contínuo que transforma palavras em pertencimento e cultura em presença ativa no território.
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