BBB26: por que Solange Couto refez o umbigo duas vezes

No BBB26, Solange Couto revela que refez o umbigo duas vezes após abdominoplastias. Médicos explicam o procedimento e os cuidados com cicatrizes.

Solange Couto no BBB26 em cartaz sobre abdominoplastia e reconstrução do umbigo



Atriz explica cirurgias no abdómen e especialistas esclarecem o chamado umbigo de abdominoplastia


Nem todo umbigo é natural — alguns são reconstruídos com bisturi e técnica

São Paulo – janeiro 2026 - Participante da atual edição do Big Brother Brasil, a atriz Solange Couto não esconde os procedimentos estéticos que realizou ao longo dos anos. Certa vez, em entrevista ao jornal Extra, a artista até mesmo revelou que precisou refazer o umbigo duas vezes, por conta de abdominoplastias. “Eu tinha um degrau embaixo do umbigo, pois o músculo estava fora do lugar por causa da cesariana de quando tive Benjamin. Não era banha, mas precisei da abdominoplastia para acertar. Dessa cirurgia, tenho uma cicatriz de três centímetros que é meu novo umbigo. Quando a médica estica a pele, ela faz um novo umbigo. Na primeira cirurgia, ela fez um. Agora, na segunda, fez outro no lugar”, comentou Solange, referindo-se ao que muitas pessoas chamam de “umbigo de abdominoplastia”. “O que é chamado de ‘umbigo de abdominoplastia’ é o próprio umbigo com uma cicatriz ao redor dele após uma cirurgia para a flacidez de pele abdominal. A maior questão é que, se a cicatriz ficar aparente, muitas pacientes acreditam que fica mais estigmatizado”, ressalta a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim*, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

A abdominoplastia é um procedimento popular no Brasil e tem como objetivo remover o excesso de pele e gordura, além de apertar os músculos abdominais, para tornar a barriga fica lisa e tonificada. “Como durante a abdominoplastia a pele do abdômen é reposicionada, isso muitas vezes faz com que o umbigo original precise ser redesenhado ou reimplantado. O cirurgião preserva a inserção natural do umbigo na parede abdominal, mas cria uma nova abertura na pele esticada para que ele seja reposicionado. Esse processo requer habilidade para garantir um aspecto natural e harmônico”, diz o Dr. Carlos Manfrim*, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele diz que acabar com um umbigo que pareça artificial é realmente um dos receios mais comuns entre pacientes que se submetem à abdominoplastia. “Isso pode ocorrer caso o novo formato fique muito arredondado, profundo demais ou com cicatrizes visíveis. Além disso, depende da característica individual da cicatrização da paciente. Alguns pacientes têm cicatrização ruim e podem ficar com a cicatriz mais aparente”, acrescenta.

Para evitar esse efeito, cirurgiões plásticos experientes buscam técnicas que proporcionam um contorno mais natural, com bordas suaves e uma leve depressão central, imitando a aparência de um umbigo não operado. Uma dessas técnicas é a Abdominoplastia HD RAFT, que vai além da retirada de pele e gordura. “Com a técnica RAFT (Rectus Abdominal Fat Transfer), conseguimos reconstruir a parede abdominal, realçar a linha média e os músculos, e deixar o abdômen com aspecto firme, plano e definido. Ela é ideal para quem busca um abdômen tonificado e natural, principalmente após gestação ou grandes perdas de peso”, explica o Dr. Carlos. “O sucesso do novo umbigo também depende do pós-operatório. Os cuidados incluem evitar tração excessiva na região, seguir as orientações médicas para limpeza e cicatrização e manter o acompanhamento regular com o cirurgião. Em alguns casos, pequenas correções podem ser necessárias após a recuperação total”, explica a Dra. Heloise. “A correção de umbigo é uma das cirurgias mais difíceis, porque há uma tendência de a cicatriz sempre abrir nessa região, mas existem técnicas que podem ajudar a melhorar o resultado de uma cicatriz de abdominoplastia. Na verdade, acho que a maior questão é utilizar o formato da própria paciente e internalizar a cicatriz, porque a paciente fica com o umbigo dela sem cicatriz aparente”, comenta a Dra. Heloise Manfrim.

Por fim, os médicos lembram que, para quem deseja realizar uma abdominoplastia, a escolha de um cirurgião plástico qualificado é essencial. “A experiência do profissional influencia no resultado final, especialmente no que diz respeito à reconstrução umbilical. Ter uma indicação e fazer uma análise de trabalhos anteriores do especialista podem ajudar o paciente a tomar uma decisão mais segura”, finaliza o Dr. Carlos Manfrim.

*DRA. HELOISE MANFRIM: Cirurgiã plástica membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS) e da Associação Brasileira de Lipedema (ABL). Graduada em Medicina pela Universidade de Marília (Unimar) com título de especialista em Cirurgia Plástica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é embaixadora da Cirurgia Plástica Funcional. Autora dos livros “O Norte” e “Lipedema: uma abordagem além da superfície”, também é CEO da Clínica Dall’Ago & Manfrim, em Maringá, e fundadora e CEO do CELIP (Centro Especializado em Tratamento de Lipedema). CRMPR 35938 | RQE 20592 | Instagram: @plasticaetal
*Dr CARLOS MANFRIN: Cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS). Graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) com especialização em cirurgia plástica pelo serviço Dr. Ronaldo Pontes (Niterói) e em Cirurgia Geral e Trauma pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). É criador da técnica de mastopexia secundária HC BRA e da técnica de lipoenxertia glútea KA Method. Autor do livro “O Norte” e professor e palestrante internacional da SAPS Academy, também é CEO da Clínica Dall’Aago & Manfrim, em Maringá, e sócio fundador do Saine Health Complex, o maior hotel cirúrgico exclusivo de cirurgia plástica do Brasil. CRMPR 24525 | RQE 20582 | Instagram @plasticasemmisterio
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