Coletânea lançada na COP-30 reconhece a floresta como artista e gera royalties para comunidades
Uma nova economia sonora nasce para defender a sociobiodiversidade
"A floresta canta, e agora sua música financia sua própria proteção."
Alba Fraga Bittencourt
A floresta canta, e agora sua música financia sua própria proteção. Uma nova economia sonora nasce para defender a sociobiodiversidade.
A iniciativa Nature x LABVERDE transforma gravações ambientais inéditas da Amazônia em uma coletânea musical que reconhece juridicamente a natureza como artista. Lançada durante a COP-30 em Belém, a obra gera royalties com cada reprodução em plataformas de streaming, direcionando os recursos para projetos de conservação liderados por comunidades indígenas e ribeirinhas do Mosaico do Baixo Rio Negro. O projeto é uma parceria do LABVERDE com a Sounds Right e o Museum for the United Nations – UN Live.
Os cinco EPs resultam de registros feitos pela dupla Marlon Wirawasu e Lisa Schonberg, capturando desde o estrondo dos "rios voadores" e a força das águas dos rios Solimões e Negro até a comunicação sutil de insetos e o amanhecer sinfônico com araras e bugios. Paisagens noturnas e sons subterrâneos também compõem esta imersão sonora.
Mais do que uma compilação, o projeto inaugura um modelo de economia circular que posiciona a indústria fonográfica como um ativo ambiental. Ele alinha cultura, ecologia e justiça climática, convertendo a escuta em um ato de cuidado e a cultura em uma ferramenta concreta de preservação.
Lilian Fraiji, diretora do LABVERDE, destaca o orgulho de integrar uma rede que vê a música como uma arma imaterial na luta climática. A artista Lisa Schonberg reforça que a iniciativa redefine sistemas de propriedade do som ambiental, reconhecendo o mundo além do humano como detentor de direitos sobre seus próprios sons.
Como desdobramento, o LABVERDE anuncia a próxima edição da residência artística Labsonora para abril de 2026, que reunirá diversos atores no coração da floresta para cocriar a partir da escuta. O projeto tem apoio de instituições como o INPA e amplia a noção da Amazônia como promotora de cultura e conhecimento vital.
Este projeto vai além da inovação artística; é um marco prático na discussão sobre os direitos da natureza. Ao transformar a bioacústica em fluxo de renda para guardiões da floresta, cria um precedente poderoso: a preservação pode e deve ser economicamente viável, com a arte pavimentando o caminho.
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Coletânea lançada na COP-30 reconhece a floresta como artista e gera royalties para comunidades
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
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